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Lesão medular traumática: tornar-se deficiente e as dificuldades vivenciadas no retorno ao lar (2005)

  • Authors:
  • Autor USP: SARTORI, NELY REGINA - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERM
  • Subjects: TRAUMATISMOS DA MEDULA ESPINHAL; ENFERMAGEM EM REABILITAÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: A medula espinhal é responsável por conduzir informações enviadas do cérebro aos nervos e músculos do corpo e vice-versa. Uma agressão à medula espinhal pode resultar em alterações de função motora, sensitiva e autonômica. A lesão medular é uma das formas mais graves entre as síndromes incapacitantes que pode acometer um indivíduo, pois este além de ter desregulada suas funções sensitivas e motoras, desenvolve um comprometimento fisiológico, sexual, psicológico e social. A equipe de saúde tem um papel fundamental em "tentar" ou possibilitar ao paciente enfrentar essa nova condição de uma forma mais amena ou menos sofrível. Este estudo teve o objetivo de caracterizar demograficamente o portador de lesão medular, sua patologia clínica e de identificar as dificuldades vivenciadas no retorno ao lar. Trata-se de uma pesquisa não experimental ex-pós-fato, na qual priorizamos o discurso dos sujeitos e as falas foram instrumentalizadas e operacionalizadas através da análise de conteúdo segundo Bardin (1977). Coletamos os dados através de entrevista gravada com roteiro semi-estruturado. Fizeram parte deste estudo 13 indivíduos do sexo masculino, idade predominantemente jovem (30 a 40 anos) e a altura torácica foi a região do trauma mais acometido. Os resultados encontrados permitiram identificar quatro categorias que demonstraram que os portadores de lesão medular encontraram dificuldades em relação às alterações psicológicas, alterações fisiológicas (respiração, nutrição,sexualidade e eliminação vesical e intestinal), alteração familiar (família e lar) e alterações sociais (cidade) após o trauma. O estudo também permitiu verificar que o processo de reabilitação vivenciado por alguns dos sujeitos possibilitou um maior aprendizado a respeito da patologia e apresentaram uma maior independência em relação aos indivíduos não reabilitados. Também aceitamos que os portadores de lesão medular sofrem inúmeras modificações (continua)... (continua) sendo essas fisiológicas, psicológicas, sociais e familiares, e que nós enfermeiros, enquanto profissionais responsáveis pelo cuidado, temos o dever de tentar amenizá-Ias, mesmo não possuindo um centro específico para reabilitá-los. Considerando que Ribeirão Preto é um centro de referência no âmbito da saúde, necessitamos estabelecer políticas institucionais interligando todos os serviços de saúde oferecidos em nossa cidade para proporcionar uma assistência completa e eficaz. Precisamos nos conscientizar no nosso papel profissional e de nossa responsabilidade, notarmos que a qualidade de vida que esses indivíduos terão após o trauma medular dependerá muito da nossa assistência e do preparo oferecido a eles e seus familiares durante a internação, uma vez que nem todos têm a oportunidade de participar de programas de reabilitação.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.04.2005

  • How to cite
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    • ABNT

      SARTORI, Nely Regina. Lesão medular traumática: tornar-se deficiente e as dificuldades vivenciadas no retorno ao lar. 2005. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2005. . Acesso em: 18 fev. 2026.
    • APA

      Sartori, N. R. (2005). Lesão medular traumática: tornar-se deficiente e as dificuldades vivenciadas no retorno ao lar (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Sartori NR. Lesão medular traumática: tornar-se deficiente e as dificuldades vivenciadas no retorno ao lar. 2005 ;[citado 2026 fev. 18 ]
    • Vancouver

      Sartori NR. Lesão medular traumática: tornar-se deficiente e as dificuldades vivenciadas no retorno ao lar. 2005 ;[citado 2026 fev. 18 ]


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