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Trofaláxis e contatos sociais em abelhas-sem-ferrão do gênero Melipona Illiger, 1806 (Apidae, Meliponini) (2005)

  • Authors:
  • Autor USP: CONTRERA, FELIPE ANDRES LEON - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIE
  • Subjects: ABELHAS; APIDAE; INSETOS SOCIAIS
  • Language: Português
  • Abstract: A trofaláxis é um dos pilares da eusocialidade nos insetos sociais, e em abelhas-sem-ferrão do gênero Melipona, está envolvida em diversos aspectos da biologia do grupo, como a comunicação da localização das fontes de alimento, o estabelecimento de hierarquias de dominância entre operárias, à variação de massa dentro da colônia, e aos chamados efeitos de grupo. Dentro de colônias de M. quadrifasciata anthidioides há um grande incremento na massa das operárias nos seus primeiros dias de vida, que provavelmente reflete o desenvolvimento ovariano e glandular que ocorre nessa idade. À medida que as operárias envelhecem, elas perdem massa, o que provavelmente reflete seu maior envolvimento nas atividades do POP e na oviposição. Esse decréscimo de massa também deve refletir o maior gasto energético que essas atividades pressupõem, principalmente devido ao início da atividade de forrageio, altamente custosa energeticamente, além da regressão do desenvolvimento ovariano e glandular. Já em condições artificiais, as operárias apresentam um decréscimo gradual de massa ao longo dos dias. Entretanto, a variação de massa e a longevidade ao longo do experimento não diferem à medida que o tamanho do grupo aumenta. Esse fato pode refletir a maior resistência ao isolamento e condições adversas que operárias de Melipona podem ter. Também encontramos uma relação da longevidade com a época do ano dos experimentos. No outono a longevidade das operárias foi maior do que aencontrada na primavera. Em outro experimento não encontramos uma correlação significativa entre comportamento trofalático e desenvolvimento ovariano das operárias de M. quadrifasciata, mas encontramos diferenças significativas no comportamento trofalático das operárias. Existem operárias que são preferencialmente doadoras de alimento na trofaláxis, enquanto que outras são principalmente receptoras ou neutras. Esse fenômeno é freqüente em outros insetos sociais, e tem relação com a regulação da reprodução por operárias e pelas rainhas. Também verificamos que os contatos trofaláticos entre operárias de M. quadrifasciata não são uniformemente distribuídos ao longo das 24 horas do dia, mas que apresentam uma concentração em determinados períodos. Mesmo assim, pôde-se perceber que operárias recém-emergidas não apresentam períodos de atividade e repouso claramente definidos, sendo ativas em maior ou menor grau ao longo de todo o dia. Também observamos que as trofaláxis parecem ocorrer em picos, ou seja, quando duas operárias começam a interagir, as outras operárias do grupo também o fazem. Cremos que a trofaláxis sincrônica entre operárias jovens aumentaria a probabilidade de que cada uma fosse alimentada, ou seja, a sincronização aumentaria a eficiência do comportamento. Outro aspecto da trofaláxis que foi tratado nesta tese foi o da comunicação das fontes de alimento. Durante os contatos trofaláticos entre as operárias forrageiras e quetrabalham dentro do ninho, em M. bicolor e M. mandacaia, pode ocorrer a comunicação da localização da fonte de alimento onde a forrageira obteve seu alimento. Essa comunicação envolve pulsos sonoros emitidos durante a trofaláxis, os quais estão correlacionados com a distância e a qualidade da fonte alimentar. Como a audição das operárias de abelhas é bem limitada, só sendo possível a curtas distâncias, a produção de sons durante a descarga do néctar para outras operárias seria um meio mais eficiente de comunicação, chamando a atenção delas e contando ainda com a pista do odor do alimento como um reforço para atrair operárias recrutas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.03.2005

  • How to cite
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    • ABNT

      CONTRERA, Felipe Andrés León; IMPERATRIZ-FONSECA, Vera Lúcia. Trofaláxis e contatos sociais em abelhas-sem-ferrão do gênero Melipona Illiger, 1806 (Apidae, Meliponini). 2005.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
    • APA

      Contrera, F. A. L., & Imperatriz-Fonseca, V. L. (2005). Trofaláxis e contatos sociais em abelhas-sem-ferrão do gênero Melipona Illiger, 1806 (Apidae, Meliponini). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Contrera FAL, Imperatriz-Fonseca VL. Trofaláxis e contatos sociais em abelhas-sem-ferrão do gênero Melipona Illiger, 1806 (Apidae, Meliponini). 2005 ;
    • Vancouver

      Contrera FAL, Imperatriz-Fonseca VL. Trofaláxis e contatos sociais em abelhas-sem-ferrão do gênero Melipona Illiger, 1806 (Apidae, Meliponini). 2005 ;

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