Florística e fitogeografia das pteridófitas do estado do Ceará, Brasil (2005)
- Authors:
- Autor USP: ZARATE, ELIETE LIMA DE PAULA - IB
- Unidade: IB
- Sigla do Departamento: BIB
- Subjects: PTERIDOPHYTA; CEARÁ
- Language: Português
- Abstract: O presente trabalho trata do levantamento florístico e estudo da distribuição geográfica das pteridófitas do Estado do Ceará, Região Nordeste do Brasil. Um extenso levantamento bibliográfico foi realizado para localização das espécies citadas para o Estado. Foram consultados os principais herbários brasileiros para localização de coleções oriundas do Ceará. As coletas foram bimestrais, ao longo de 24 meses e abrangeram todos os tipos de formações vegetais do Estado, priorizando aquelas com pouca ou nenhuma amostragem de pteridófitas, como as áreas de vegetação seca, representadas pelas caatingas, carrasco, cerrado e cerradão, assim como municípios da área litorânea, em especial os mangues e áreas paludosas. Os materiais coletados estão depositados no Herbário EAC da Universidade Federal do Ceará. Foram registradas 143 espécies, 11 variedades, distribuídas nos seguintes gêneros e famílias: Aspleniaceae (Asplenium, 13 espécies e 1 variedade); Blechnaceae (Blechnum, 3 spp.; Salpichlaena, 1 sp.); Cyatheaceae (Alsophila, 1 sp.; Cyathea 4 spp.); Davalliaceae (Nephrolepis, 2 spp.; Oleandra, 1 sp.); Dennstadtiaceae (Dennstaedtia, 2 spp.; Hypolepis, 1 sp.; Lindsaea 3 spp. e 2 var.; Pteridium, 1 sp.); Dryopteridaceae (Cyclodium, 1 sp. e 1 var.; Olfersia, 1 sp.; Polybotrya, 1 sp.; Rumohra, 1 sp.; Stigmatopteris, 1 sp.); Gleicheniaceae (Dicranopteris, 1 sp.; Gleichenella, 1 sp.; Sticherus, 1 sp.); Grammitidaceae (Cochlidium, 1 sp.; Lellingeria, 2 spp.);Hymenophyllaceae (Hymenophyllum, 2 spp.; Trichomanes, 4 spp.); Lomariopsidaceae (Bolbitis, 1 sp.; Elaphoglossum, 3 spp.; Lomariopsis, 1 sp.); Lycopodiaceae (Huperzia, 2 spp.; Lycopodiella, 1 sp.); Marattiaceae (Danaea, 1 sp.); Marsileaceae (Marsilea, 1 sp.); Polypodiaceae (Campyloneurum, 2 spp.; Dicranoglossum, 1 sp.; Microgramma, 2 spp.; Pecluma, 4 spp.; Phlebodium, 1 sp.; Pleopeltis, 3 spp.; Polypodium, 5 spp.); Psilotaceae (Psilotum, 1 sp.); Pteridaceae ) (Acrostichum, 2 spp.; Adiantopsis, 1 sp.; Adiantum, 17 spp.; Ceratopteris, 3 spp.; Doryopteris, 2 sp. e 1 var.; Hemionitis, 2 spp.; Pityrogramma, 1 sp. e 1 var.; Pteris, 4 spp. e 2 var.); Salviniaceae (Azolla, 1 sp.; Salvunia, 1 sp.); Schizaeaceae (Anemia, 6 spp.; Lygodium, 2 spp.); Selaginellaceae (Selaginella, 7 spp.); Tectariaceae (Ctenitis, 1 sp.; Lastreopsis, 2 spp.; Megalastrum, 1 sp.; Tectaria, 1 sp.; Triplophyllum, 1 sp.); Thelypteridaceae (Macrothelypteris, 1 sp.; Thelypteris, 5 spp.); Vittariaceae (Ananthacorus, 1 sp.; Polytaenium, 1 sp.; Vittaria, 1 sp.); Woodsiaceae (Diplazium, 2 spp.). Os novos registros de ocorrência foram: Adiantum patens Willd., para o Brasil e A. giganteum Prado e Lellingeria limula (C. Christ) A.R. Sm. & R.C. Moran para a Região Nordeste, além de Dennstaedtia cicutaria (Sw.) T. Moore, D. globulifera Bernh. e o gênero Elaphoglossum Sm. para o Ceará. A maior diversidade de espécies está localizada nas florestas úmidas serranas ou "brejos de altitude" (Florestas Subperenifólias) doEstado e não foram registradas ocorrências de pteridófitas para as vegetações de Carrasco, Cerrado e Cerradão. De modo geral, a flora do Estado é rica e possui espécies cosmopolitas (3%), com ampla distribuição na América Tropical (65%), com distribuição na América do Sul (13,6%) e restritas ao Brasil (7%). Não foram registradas espécies endêmicas no Estado. As espécies são predominantemente terrestres (herbáceas) (82%), hemicriptófitas (55%), epífitas (31%), hemiepífitas (3%), rupícolas (2%), aquáticas (3%) e arborescentes (3%). A ocorrência no Estado, de maneira pontual e isolada (relictual), de espécies comuns nas Florestas Amazônica e Atlântica, é um forte indício de que a distribuição atual seja o resultado das alterações provocadas pelas últimas glaciações do Quaternário. Essas alterações confinaram as florestas aos topos dos morros e favoreceram o predomínio das vegetações ) áridas, nas regiões mais baixas, que hoje ocupam a maior área do Estado. São fornecidos mapas de distribuição geográfica das espécies, chaves para identificação de famílias e gêneros, comentários sobre todos os táxons, ilustrações de algumas espécies, tabelas resumindo as formas de vida, hábito e hábitats das espécies ocorrentes no Estado
- Imprenta:
- Data da defesa: 14.02.2005
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ABNT
ZÁRATE, Eliete Lima de Paula. Florística e fitogeografia das pteridófitas do estado do Ceará, Brasil. 2005. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. . Acesso em: 28 jan. 2026. -
APA
Zárate, E. L. de P. (2005). Florística e fitogeografia das pteridófitas do estado do Ceará, Brasil (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Zárate EL de P. Florística e fitogeografia das pteridófitas do estado do Ceará, Brasil. 2005 ;[citado 2026 jan. 28 ] -
Vancouver
Zárate EL de P. Florística e fitogeografia das pteridófitas do estado do Ceará, Brasil. 2005 ;[citado 2026 jan. 28 ]
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