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Tomografia de ondas de superfície na América do Sul: inversão conjunta de velocidade de grupo e forma de onda (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FENG, MEI - IAG
  • Unidades: IAG
  • Sigla do Departamento: AGG
  • Subjects: SISMOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O continente da América do Sul inclui a região sismica e magmaticamente ativa dos Andes no oeste e norte, a plataforma precambriana estável Sul Americana no centro e leste, e a plataforma paleozóica superior da Patagônia no Sul. É uma região tectônicamente complexa com grandes bacias sedimentares intracratônicas, escudos précambrianos, faixas de dobramentos e montanhas. Muitos trabalhos tomográficos têm tentado revelar as unidades geotectônicas com anomalias de velocidades de ondas sísmicas. No entanto, pela falta de estações sismográficas, a maioria dos trabalhos anteriores não mapearam as estruturas com resolução adequada, especialmente no Norte e Nordeste do Brasil (a região Amazônica) Um modelo 3D de velocidade de onda S do manto superior e espessura de crosta da América do Sul foi determinado por uma inversão conjunta de dispersões de velocidade de grupo e formas de onda. A inversão conjunta é subdividida em duas etapas: na primeira etapa foi realizada a tomografia com velocidade de grupo de onda Rayleigh e Love e foram rodadas, separadamente, inversões 1D de ajustes de forma de onda; na segunda etapa foi efetuada a inversão dos vínculos lineares da primeira etapa. Velocidades de grupo do modo fundamental foram medidas com a técnica de filtragem múltipla (Multiple Filtering Technique). Formas de onda foram processadas com o pacote de inversão particionada de forma de onda (Patitioned Waveform Inversion). No final, cerca de 6000 curvas de dispersão de ondaRayleigh e 3500 curvas de onda Love, e 1530 formas de onda com boa recuperadas. Testes de taboleiro (Checkboard) mostraram que o nosso conjunto de dados permite uma resolução lateral média de cerca de 400 km (para profundidade crustais) a 800 km (manto superior) na parte central do continente. A parte marginal da área do estudo tem relativamente pior resolução lateral. Dados de dispersões de velocidade de grupo só permitem resolução vertical ) no máximo até 200 km de profundidade, enquanto que os dados de forma de onda permitem resolução vertical até 300 km, indicando o limite de resolução vertical do nosso modelo. Nossos resultados confirmaram resultados tomográficos anteriores e correlacionaram bem com as províncias geotectônicas principais da América do Sul. O modelo 3D de velocidade de onda S confirmou tanto as feições regionais no sudeste do Brasil da tomografia de tempo de percurso de onda P como as feições de escala continental no centro e oeste da América do Sul da tomografia de forma de onda, tais como: velocidades menores no centro dos Andes até 100 km de profundidade; velocidade normal abaixo das três regiões da placa de Nazca subducção horizontal; anomalias fortes de baixa velocidade a profundidade do manto superior da bacia do Chaco e norte do Pantanal. Além disso, nosso modelo revelou novas feições no continente Sul Americano: 1) Altas velocidades na crosta inferior foram consistentemente encontradas nas regiões de alta anomaliade Bouguer e de ar-livre; 2) A zona de cisalhamento do Lineamento TransBrasiliano foi delineada por anomalia prolongada de baixa velocidade em sentido nordeste-sudoeste a profundidade litosférica; 3) A parte leste do craton Amazônico pode ter litosfera mais espessa (cerca de 200 km) do que a parte oeste do craton (cerca de 150 km); 4) Anomalias de alta velocidade mais profundas foram mapeadas nas áreas de núcleos Arqueanos localizados no leste do escudo de Guaporé e no Sul do craton de São Francisco, comparado a outras áreas Proterozóicas; 5) Oferecemos um modelo mais completo de espessura da crosta da América do Sul, incluindo mais de 100 vínculos a priori da literatuta de espessura da crosta da América do Sul, incluindo mais de 100 vínculos a priori da literatura anterior a este trabalho e vínculos de dispersão de velocidade de grupo. O modelo do Moho invertido só com dados de dispersão de ) velocidade de grupo confirmou os resultados regionais obtidos com função do receptor no sudeste do brasil, além de ser compatível com a topografia de escala continental da América do Sul.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.10.2004

  • How to cite
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    • ABNT

      FENG, Mei; ASSUMPÇÃO, Marcelo Sousa de. Tomografia de ondas de superfície na América do Sul: inversão conjunta de velocidade de grupo e forma de onda. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Feng, M., & Assumpção, M. S. de. (2004). Tomografia de ondas de superfície na América do Sul: inversão conjunta de velocidade de grupo e forma de onda. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Feng M, Assumpção MS de. Tomografia de ondas de superfície na América do Sul: inversão conjunta de velocidade de grupo e forma de onda. 2004 ;
    • Vancouver

      Feng M, Assumpção MS de. Tomografia de ondas de superfície na América do Sul: inversão conjunta de velocidade de grupo e forma de onda. 2004 ;

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