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Polarimetria e espectroscopia de supergigantes B[e] nas Nuvens de Magalhães* (2004)

  • Authors:
  • Autor USP: YRUPAILLA, ROCIO MILAGROS MELGAREJO - IAG
  • Unidade: IAG
  • Sigla do Departamento: AGA
  • Subjects: POLARIZAÇÃO (ASTRONOMIA); NUVENS DE MAGALHÃES
  • Language: Português
  • Abstract: Estudamos a natureza das supergigantes B[e] (SGB[e]) nas Nuvens de Magalhães (NM). Ao contrário daquelas da galáxia, as SGB[e] nas NM têm a luminosidade bem definida e podem ser consideradas membros de uma classe bem definida. Usamos as técnicas de polarimetria e espectroscopia. Polarimetria multicor de imagem na direção dos campos das SGB[e] nas NM permitiram estimar a polarização de foreground, i.e., aquela que tem ser descontada das observações para se conhecer o nível preciso de polarização intrínseca de cada estrela. Estas mesmas imagens nos permitiram comparar os dados com as observações da primeira época obtidos por Magalhães (1992) e outros trabalhos da literatura, a fim de verificar a variabilidade na polarização das SGB[e]. Foram colhidos espectros echelle de alta resolução para seis objetos. A maioria deles foi observado em um intervalo de um ano ou de um a dois dias. Estes dados fornecem os meios de verificar a possível variabilidade nos envoltórios seja intrínseca ou devida à uma companheira. Os principais resultados foram: a. A polarização intrínseca confirma que os envoltórios das SGB[e] são, em geral, não-esfericamente simétricos, consistente com o cenário de vento de duas componentes. Também, os dados sugerem que a ejeção de massa pode não ser axissimétrica. b. Mostramos pela primeira vez que a polarização das SGB[e] é geralmente variável. Esta variabilidade parece ser intrínseca aos objetos, com exceção de S 18. Para esta estrela, ainfluência de uma companheira pode estar causando as mudenças observadas no vento da SGB[e]. c. Dados da literatura sugerem que a variabilidade fotométrica também está presente para um número de objetos e em alguns casos com variações de até 2 mag, similar ao observado nas LBV. d. Variabilidade espectroscópica também está presente nos dados, em particular nas linhas de H e HeI. Em um objeto, S 18, a linha de HeII 4686Å está presente e é variável. e. ) Encontramos que, para a maioria das estrelas com dados espectroscópicos na nossa amostra, os objetos apresentam velocidade radial constante dentro dos erros, sugerindo que as variações espectroscópicas, fotométricas e polarimétricas são intrínsecas às estrelas e que podem ser, na realidade objetos em transição. Uma vez mais, para S 18 encontramos que a velocidade radial é variável, sugerindo uma possível companheira como fonte da variabilidade observada.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.11.2004

  • How to cite
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    • ABNT

      MELGAREJO YRUPAILLA, Rocío Milagros; MAGALHÃES, Antonio Mario. Polarimetria e espectroscopia de supergigantes B[e] nas Nuvens de Magalhães*. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Melgarejo Yrupailla, R. M., & Magalhães, A. M. (2004). Polarimetria e espectroscopia de supergigantes B[e] nas Nuvens de Magalhães*. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Melgarejo Yrupailla RM, Magalhães AM. Polarimetria e espectroscopia de supergigantes B[e] nas Nuvens de Magalhães*. 2004 ;
    • Vancouver

      Melgarejo Yrupailla RM, Magalhães AM. Polarimetria e espectroscopia de supergigantes B[e] nas Nuvens de Magalhães*. 2004 ;

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