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Fenoloxidases de Apis mellifera: caracterização da atividade e expressão dependente de hormônio (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ZUFELATO, MARIA SALETE - FFCLRP
  • Unidades: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ABELHAS; GENÉTICA DO DESENVOLVIMENTO; BIOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: As fenoloxidases dos insetos são enzimas que contêm cobre em sua estrutura molecular e têm importante função na síntese de melanina, necessária para a defesa contra microrganismos e parasitas invasores, cicatrização e pigmentação da cutícula. Uma fenoloxidase do tipo tirosinase (monofenol, L-Dopa: oxigênio oxidoredutase, EC 1.14.18.1), e duas fenoloxidases do tipo lacase (p-difenol: ‘O POT. 2’ oxidoredutase, EC 1.10.3.2) foram observadas em abelhas Apis mellifera. A primeira foi detectada na hemolinfa e exibiu massa molecular aparente igual a 70 kDa, estimada por cromatografia em Sepharose CL-6B e SDS-P AGE. O pH e temperatura ótimos para esta atividade foram 6,5-7,0 e 20’graus’C, respectivamente. Esta atividade permaneceu estável por 30 min a 50’graus’C. Da mesma forma que as fenoloxidases de outros insetos, a enzima de Apis mellifera foi ativada por tripsina e inibida por inibidores de proteases e feniltiocarbamida. Somente as maiores concentrações de azida sódica utilizadas inibiram efetivamente a atividade detectada na hemolinfa. ‘Ca POT. +2’, ‘Mg POT. +2’ e ‘Mn POT. +2’ (5’mü’M) causaram aumento da atividade. A enzima da hemolinfa tem maior afinidade por Dopamina que por L-Dopa, conforme demonstrado pelas curvas para diferentes concentrações destes substratos. Um anti-soro produzido contra a fenoloxidase da hemolinfa de Apis mellifera mostrou reação cruzada com uma proteína de 70 kDa do tegumento, corpo gorduroso e ovos desta mesma espécie, sugerindo identidadeentre a enzima da hemolinfa e de outros tecidos destas abelhas. RT -PCR semiquantitativa e análise por Southern blot usando uma sonda marcada de 359 pb, além de quantificação do mRNA para profenoloxidase por PCR em tempo real, mostrou aumento da quantidade do transcrito em hemócitos e tegumento de pupas jovens injetadas com 20-hidroxiecdisona. As fenoloxidases do tipo lacase mostraram-se imunologicamente e eletroforeticamente distintas da ... fenoloxidase típica da hemolinfa. Estas atividades foram primeiramente detectadas na metade do estágio pupal, imediatamente antes do início da pigmentação cuticular, sugerindo sua participação na melanização e diferenciação do exoesqueleto. Suas respectivas massas moleculares foram determinadas em 97 e 55 kDa por SDS-PAGE. Ambas atividades coexistem no tegumento durante a metade do estágio pupal, mas ao final deste período, somente a isoforma de 97 kDa permanece ativa. Esta atividade foi caracterizada no tegumento de pupas prestes a emergir, e mostrou-se máxima em pH 9 e a 37’graus’C. Tripsina ou inibidores de proteases não alteraram a atividade da enzima, que permaneceu estável por 30 minutos a 40’graus’C, mas decaiu à metade do valor máximo após 30 minutos a 60-65’graus’C. ‘Mn POT. +2’ causou aumento considerável da atividade da fenoloxidase do tipo lacase, enquanto ‘Ca POT. +2’ e ‘Mg POT. +2’ causaram discreto aumento desta atividade. Feniltiocarbamida e azida sódica inibiram parcialmente aatividade. A enzima do tegumento (assim como a da hemolinfa) tem maior afinidade por Dopamina que por L-Dopa. Tegumentos de pupas que ainda não tinham iniciado melanogênese, incubados em presença de L-Dopa: ou Dopamina, iniciaram prematuramente este processo, sugerindo que as enzimas da cadeia de reação que culmina com a síntese de melanina estão presentes no tegumento muito antes do aparecimento de pigmentos na cutícula. O aumento significante da atividade específica das fenoloxidases do tipo tirosinase e lacase, coincidente com o início e intensificação da melanização cuticular, sugere participação ativa destas enzimas na diferenciação do exoesqueleto da abelha adulta
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 13.09.2004

  • How to cite
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    • ABNT

      ZUFELATO, Maria Salete; BITONDI, Márcia Maria Gentile. Fenoloxidases de Apis mellifera: caracterização da atividade e expressão dependente de hormônio. 2004.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
    • APA

      Zufelato, M. S., & Bitondi, M. M. G. (2004). Fenoloxidases de Apis mellifera: caracterização da atividade e expressão dependente de hormônio. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Zufelato MS, Bitondi MMG. Fenoloxidases de Apis mellifera: caracterização da atividade e expressão dependente de hormônio. 2004 ;
    • Vancouver

      Zufelato MS, Bitondi MMG. Fenoloxidases de Apis mellifera: caracterização da atividade e expressão dependente de hormônio. 2004 ;

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