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Quantificação de aminoácidos livres endógenos durante a indução da organogênese adventícia em bases foliares de abacaxizeiro (2004)

  • Authors:
  • Autor USP: KITAKAWA, ADÉLIA YONOMI - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIB
  • Subjects: ABACAXI; AMINOÁCIDOS
  • Language: Português
  • Abstract: Sabe-se que certos compostos nitrogenados, entre eles os aminoácidos, estão envolvidos na sinalização de eventos morfogenéticos e fisiológicos, tais como a embriogênese somática, germinação de sementes, organogênese e floração. É possível obter novas plantas de Ananas comosus a partir da organogênese adventícia em bses foliares jovens cultivada in vitro em meio contendo reguladores de crescimento. No presente estudo, objetivou-se verificar o efeito da suplementação do meio de cultura, (Knudson, 1946) contendo reguladores de crescimento (BA+ANA), com diferentes concentrações de aminoácidos (asparagina, glicina ou prolina) sobre a capacidade de regeneração das bases foliares de abacaxizeiro. Além disso, procurou-se conhecer o efeito desses aminoácidos sobre os teores endógenos de aminoáciso livres, visando correlacionar com a indução da organogênese adventícia. Foram também analisadas as concentrações endógenas de proteínas solúveis totais, amônio livre e nitrato. Verificou-se que, dentre os diferentes tratamentos, a suplementação com 9 mM de asparagina resultou na maior taxa de regeneração (70%) em comparação ao controle que continha somente os reguladores de crescimento (45%) e num maior vigor dos eixos caulinares regenerados. Portanto, sugere-se que, a asparagina direta ou indiretamente contribuiu para a sinalização celular, aumentando o número de bases foliares competentes a responder aos reguladores de crescimento presentes no meio de cultura, sendo umimportante fator promotor da organogênese adventícia. Foi observado que a adição desse aminoácido no meio de cultura deve ocorrer desde o início do cultivo in vitro, já que quando adicionado após decorridas as primeiras 24 horas houve uma redução significatica da taxa de regeneração, indo para 40%. por outro lado, a suplementação com glicina não aumentou a taxa de regeneração dos explantes e a adição de 0,75 ou 1,5 mM de prolina no meio resultou num pequeno incremento da regeneração das bases foliares. A concentração de 13 mM de prolina e as maiores que essa, ocasionaram a morte dos explantes, provavelmente decorrente do aumento da degradação da prolina absorvida, resultando no acúmulo de seu produto tóxico ('delta'1-pirrolina-5-carboxilato). A análise dos conteúdos endógeneos de aminoácidos, amônio livre, proteínas solúveis e nitrato foi realizada de 12 em 12 horas no período de zero a 120 horas nos explantes cultivados nos seguintes tratamentos: meio de Knudson acrescido de reguladores de crescimento (KNR), KNR suplementado com 9mM de asparagina (KNRA) e KNR acrescido de 26 mM de prolina (KNRP). O teor de proteínas solúveis totais teve um pico de concentração na 24ª hora nos exemplares cultivados em KNRA e na 36ª hora para KNR e KNRP. A quantidade de amônio livre aumentou durante as primeiras 24 horas em todos os tratamentos. Após o primeiro dia de cultivo, verificou-se que em KNRA e KNRP houve uma redução no teor desseíon até a 120ª hora. Já em KNR, observou-se um 2º aumento na 60ª hora. Provavelmente, nas primeiras 24 horas os explantes absorveram amônio do meio em quantidades semelhantes independentemente do tratamento. No entanto, após esse período, para KNRA e KNRP supõe-se que a absorção do amônio pelos explantes foi menor, indicando uma preferência pelo nitrogênio na forma orgânica em relação à inôrganica. Na 12ª hora ocorreu uma diminuição do teor endógeno de nitrato nos explantes provenientes de todos os tratamentos, porém em KNRA observou-se uma queda mais acentuada. Provavelmente essa diminuição mais significativa em KNRA seja decorrente da inibição da absorção do nitrato pelos explantes cultivados nesse tratamento. Quanto aos aminoácidos endógenos, a asparagina foi o aminoácido mais abundante, representando sempre mais de 60% do conteúdo total em todos os tratamentos. Nas bases foliares provenientes do cultivo em KNRA, observou-se que as concentrações endógenas de fenilalanina e de asparagina aumentaram na 12ª hora. Já a de glutamina aumentou a partir da 36ª hora. Nos explantes cultivados no meio KNR, verificou-se um incremento da concentração endógena de alanina entre a 12ª e a 48ª hora de glutamina na 60ª hora. Sugere-se que, a fenilalanina deva estar relacionada com a adapação metabólica do explante ao cultivo in vitro, além de participar da sinalização da organogênese adventícia. A glutamina marcou o início da repetibilidade dopadrão de aminoácios endógenos obtidos tanto para os explantes cultivados em KNRA quanto em KNR. Esse aminoácido, possivelmente, deva também estar favorecido a indução da organogênese, já que nunca foi detectado nos explantes que não regeneraram (KNRP)
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.08.2004

  • How to cite
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    • ABNT

      KITAKAWA, Adelia Yonomi; MERCIER, Helenice. Quantificação de aminoácidos livres endógenos durante a indução da organogênese adventícia em bases foliares de abacaxizeiro. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Kitakawa, A. Y., & Mercier, H. (2004). Quantificação de aminoácidos livres endógenos durante a indução da organogênese adventícia em bases foliares de abacaxizeiro. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Kitakawa AY, Mercier H. Quantificação de aminoácidos livres endógenos durante a indução da organogênese adventícia em bases foliares de abacaxizeiro. 2004 ;
    • Vancouver

      Kitakawa AY, Mercier H. Quantificação de aminoácidos livres endógenos durante a indução da organogênese adventícia em bases foliares de abacaxizeiro. 2004 ;

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