Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Enurese Noturna: Grupo de terapia infantil associado a aparelho de alarme e grupo de orientação a pais (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVA, ROSEMAR APARECIDA PROTA DA - IP
  • Unidades: IP
  • Sigla do Departamento: PSC
  • Subjects: ENURESE; TERAPIA COMPORTAMENTAL; PSICOTERAPIA DE GRUPO; PSICOTERAPIA DA CRIANÇA; TREINAMENTO DE PAIS; LISTA DE VERIFICAÇÃO COMPORTAMENTAL PARA CRIANÇAS
  • Language: Português
  • Abstract: O objetivo deste trabalho foi testar um novo modo de tratamento comportamental em grupo para enurese noturna, com 15 crianças, tendo o aparelho de alarme de urina nacional, de cabeceira como adjunto terapêutico. Foram realizados quatro Grupos de Terapia Infantil (GTIs), cada um deles com três a cinco crianças entre seis e dez anos. Nos três primeiros grupos o tratamento consistiu de quatro fases: (a) sem aparelho; (b) com aparelho; (c) uso de aparelho e férias do atendimento; (d) igual à fase b acrescido de treino de superaprendizagem (a criança tomou mais água à noite). Para o quarto GTI houve ainda a fase (e) que foi igual à c. Nos GTIs a terapeuta desenvolveu atividades lúdicas para identificar junto às crianças possíveis variáveis ambientais do comportamento enurético que se constituíam em hipóteses discutidas nos GOPs - Grupo de Orientação dos Pais - que aconteciam após os GTIs. Naquele grupo, além do treino no uso do aparelho, os pais recebiam orientação sobre questões trazidas por eles, direta ou indiretamente vinculadas ao tema enurese enquanto as crianças ficaram com uma estudante de graduação em atividades de recreação compondo o Grupo Recreativo de Espera aos Pais (GREP). As 40 sessões de GTIs e o GOPs ocorreram uma vez por semana com meia hora cada, uma após a outra, durante quarenta semanas. Em ambos os grupos foram dadas orientações sobre como usar o aparelho. Os instrumentos de avaliação comportamental, aplicados na entrevista inicial efinal, foram: (a) Inventário de Comportamentos da Infância e Adolescência - CBCL (Achenbach, 1991), (b) Escala de Intolerância - EI (Morgan & Young, 1975). Os dois seguintes: (a) Formulário de Avaliação de Enurese (Blackwell, 1989), (b) Entrevista semi-estruturada com a criança (Butler, 1994) foram aplicados apenas na entrevista inicial enquanto o registro diário das "noites molhadas" foi solicitado dos pais, do inicio ao final do trabalho. )A análise estatística dos dados foi realizada para os três primeiros grupos em virtude da divergência de etapas para o quarto. Os resultados relativos ao CBCL mostraram ser significativamente maior a concordância entre percepções do pai e mãe sobre a criança após o tratamento para a soma de escalas Distúrbio Internalizante (Dl). Além disso há uma diminuição nesta concordância para as somas de escalas Distúrbio Externalizante (DE) e Distúrbio Totalizante (DT) após o tratamento, quando os escores médios grupais das crianças foram também significativamente menos clínicos para pai e mãe quando comparados à ocasião da entrevista inicial. A El revelou que as mães eram mais tolerantes à enurese do que os pais, antes e após o tratamento. Dois tipos de grupos-controle, cuja composição acidentalmente viesada, não tornaram possíveis testes estatísticos de eficácia entre grupos, foram desenvolvidos: (a) Grupo de Espera Recreativa (GER) - no qual cinco crianças freqüentaram a clínica-escola por uma hora semanal e brincavam com umaestudante de graduação enquanto aguardavam o tratamento (b) Grupo de Espera em Casa (GEC) - seis crianças tiveram o controle enurético acompanhado por telefone enquanto aguardavam o tratamento em casa. Das 15 crianças do grupo experimental (quatro GTIs), 12 deixaram de ser enuréticas pelos critérios da literatura científica (15 dias consecutivos sem episódios de enurese) enquanto que das cinco crianças do GER, uma atingiu este critério e das seis do GEC, duas atingiram-no. O seguimento dos casos mostrou que a criança do GER que havia atingido o critério de alta tivera recaída, mas não as do GEC. Todas crianças dos GTIs mantiveram o controle vesical alcançado após o tratamento, o que permite concluir ser ele útil para os propósitos que levaram ao seu desenvolvimento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.04.2004

  • How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      SILVA, Rosemar Aparecida Prota da; SILVARES, Edwiges Ferreira de Mattos. Enurese Noturna: Grupo de terapia infantil associado a aparelho de alarme e grupo de orientação a pais. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Silva, R. A. P. da, & Silvares, E. F. de M. (2004). Enurese Noturna: Grupo de terapia infantil associado a aparelho de alarme e grupo de orientação a pais. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Silva RAP da, Silvares EF de M. Enurese Noturna: Grupo de terapia infantil associado a aparelho de alarme e grupo de orientação a pais. 2004 ;
    • Vancouver

      Silva RAP da, Silvares EF de M. Enurese Noturna: Grupo de terapia infantil associado a aparelho de alarme e grupo de orientação a pais. 2004 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

    Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2019