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A escrita na clínica das psicoses (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: LACET, CRISTINE COSTA - IP
  • Unidades: IP
  • Sigla do Departamento: PSC
  • Subjects: PSICANÁLISE; TRANSTORNOS PSICÓTICOS; ESCRITA
  • Language: Português
  • Abstract: Esta dissertação tem por objetivo investigar o valor clínico ou os efeitos da escrita como operador clínico no tratamento de psicóticos. Esta questão está circunscrita a uma clínica com psicóticos que se desenvolve em grupo no contexto de um hospital-dia, o Centro de Reabilitação e Hospital Dia (CRHD) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas do Faculdade de Medicina da USP. A articulação entre psicose e escrita se dá a partir de vinhetas clínicas extraídas da experiência do grupo de literatura, utilizando-se tanto dos textos escritos pelos pacientes como das falas produzidas nas sessões. São feitos dois tipos diferentes de recortes: um no qual é privilegiada uma sessão do grupo e outro em que é enfocado o percurso de dois pacientes no grupo. A discussão clínica se apóia num referencial teórico da psicanálise de orientação lacanìana. Os casos estudados são considerados em sua singularidade, buscando-se por um lado a sua exclusividade discursiva e transferencial, e por outro o que dessa singularidade pode ser compartilhado e ter regularidade de organização com outros sujeitos. A pesquisa evidencia portanto dois planos: o da especificidade e o da generalidade. A noção de escrita para a psicanálise é apresentada a partir do conceito de letra, tomado aqui em quatro eixos: a) o desenvolvimento histórico do conceito na obra de Lacan e sua articulação com a idéia de escrita inconsciente; b) a letra e o significante na constituição do sujeito; c) o valor clínicoda letra, seus efeitos e usos na clínica psicanalítica; d) No quarto eixo é discutida a relação entre escrita inconsciente e escrita alfabética, precisando de que escrita e de que modo de leitura se trata para a psicanálise. A teoria das psicoses em Lacan é tomada desde a referência à noção de foraclusão. Trata-se da passagem da idéia de uma foraclusão do Nome do Pai na psicose como algo que ao mesmo tempo a particulariza e a diferencia ) das outras estruturas clínicas, para a proposição de uma foraclusão generalizada que se estende também à neurose e à perversão. Por fim, tenta-se formalizar a clínica a partir das contribuições da psicanálise no que tange às relações entre psicose e escrita. Considerando-se que o psicótico sofre de sua relação com a linguagem, conclui-se que a escrita oferece uma rede de natureza simbólica. Esta possibilita uma localização de gozo, um deslocamento de gozo para fora do corpo: trata-se da letra que com sua materialidade circunscreve o significante. A escrita mostra-se também como meio de ancoragem subjetiva, possibilitando novas articulações na relação do sujeito com o Outro e com o gozo, promovendo novas formas desse sujeito se dizer em sua singularidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.03.2004

  • How to cite
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    • ABNT

      LACET, Cristine Costa; ROSA, Miriam Debieux. A escrita na clínica das psicoses. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Lacet, C. C., & Rosa, M. D. (2004). A escrita na clínica das psicoses. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Lacet CC, Rosa MD. A escrita na clínica das psicoses. 2004 ;
    • Vancouver

      Lacet CC, Rosa MD. A escrita na clínica das psicoses. 2004 ;


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