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Substâncias bioativas isoladas da esponja marinha Geodia corticostylifera (Porifera, Demospongiae) (2003)

  • Authors:
  • Autor USP: RANGEL, MARISA - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIF
  • Subjects: FISIOLOGIA ANIMAL; PORIFERA; DEMOSPONGIAE; FARMACOLOGIA MARINHA; TOXINAS EM ANIMAL; FÁRMACOS DE ORIGEM ANIMAL
  • Language: Português
  • Abstract: Nesta parte do trabalho foram estudados os compostos com atividade anti-proliferativa em ovos de ouriço-do-mar Lythechinus variegatus e células de tumor de mama humano T47D, que foram isolados da esponja marinha G. corticostylifera. A esponja G. corticostylifera foi coletada no litoral do estado de São Paulo (Costa Sudeste do Brasil), e extraída com metanol-água. O extrato foi fracionado em um cartucho Sep Pak 'C IND.18' com eluições crescentes de acetronitrila-água. Purificação adicional das frações de solubilidade 50-90% em acetonitrila em CLAE de fase reversa, com uma coluna 'C IND.18' resultou no isolamento dos depsipeptídeos cíclicos geodiamolídeos A, B, H e I, cujas estruturas foram identificadas por métodos espectroscópicos (espectrometria de massa e ressonância magnética nuclear). Os quatro geodiamolídeos isolados inibiram a primeira divisão dos ovos de ouriço-do-mar Lythechinus variegatus, de maneira dose-dependente (suas 'CI IND.50' foram aproximadamente 100-500 ng/mL). Os geodiamolídeos A e H apresentaram efeito anti-proliferativo em células de tumor de mama humano T47D (as 'CI IND.50' foram de 19 e 38 nM, respectivamente). A organização dos microfilamentos foi drasticamente afetada pelos compostos, como verificado em microscópio confocal de varredura a laser através da análise das células submetidas à reação de fluorescência com faloidina-FITC, sendo esse efeito perceptível após duas horas de incubação com os compostos, e aumentando gradualmente atéo maior tempo de incubação testado, de 48 horas. As células T47D também foram submetidas à reação de fluorescência com Cy-5, corando a 'alfa'-tubulina, a qual não foi afetada pelos geodiamolídeos testados. Os geodiamolídeos mostraram ter seu efeito anti-proliferativo através da desorganização da actina do citoesqueleto, levando as células tratadas à apoptose. Nesta parte do trabalho foi estudada a formação de canais iônicos em bicamadas lipídicas planas por frações do extrato de G. corticostylifera, e a hemolisina formadora de poros foi isolada. A esponja G. corticostylifera foi coletada no litoral do Estado de São Paulo, e extraída com metanol-água. Os extratos foram fracionados em um cartucho Sep Pak 'C IND.18' com eluições crescentes de acetronitrila-água. Uma das frações hemolíticas (com solubilidade a 50% de acetonitrila) foi testada, em concentrações de 1-4 'mü'g/ml, em membranas de azolecitina formadas em um orifício circular de um fraco de polietileno acoplado a uma câmara de acrilíco. Medidas elétricas foram feitas através de um amplificador de patch-clamp, configurado no modo de fixação de voltagem. Os dados foram convertidos para a forma digital através de uma interface A/D e registrados em um computador por meio de um programa. Purificação da hemolisina monitorada por bioensaio foi realizada em CLAE de fase reversa em uma coluna 'C IND.18'.Relações de corrente x voltagem macroscópicas e unitárias dos canais foram não-lineares, mostrandoacentuada retificação, favorecendo a passagem de corrente do lado CIS (onde a fração foi adicionada) para o lado TRANS. Os canais mostraram ser seletivos a cátion quando o 'NA POT.+' foi testado contra o 'CL POT.-', e mais seletivos ao 'NA POT.+' contra 'K POT.+'. A condutância dos canais foi de (média '+ OU -' EPM) 17,81 '+ OU -' 0,03 pS (pulso de -100mV, solução de 145mM 'NA"CL' + 10mM 'CA"CL IND.2'). A abertura dos canais aparentemente foi modulada pelo 'CA POT.++'. Purificação das frações solúveis a 50% de acetonitrila levou ao isolamento de dois compostos, com peso molecular de 674 e 750 Da (Q-TOF ES-MS), um dos quais tem propriedades hemolíticas. A primeira substância (674 Da) é um derivado do geodiamolídeo A, e provavelmente, um artefato. A segunda (750 Da) é um novo depsipeptídeo, chamado de geodiamolídeo S (Q-TOF MS-MS). Os canais formados pela fração hemolítica podem apresentar uma assimetria relacionada ao lado da incorporação na membrana, como sugerem as relações de corrente x voltagem. Na busca por compostos biologicamente ativos de esponjas marinhas da Costa Brasileira, a partir do extrato de Geodia corticostylifera, nós identificamos quatro depsipeptídeos cíclicos (geodiamolídeos A, B, H e I) com atividade anti-proliferativa, e também isolamos e identificamos dois derivados dos geodiamolídeos A e H, e um novo depsipeptídeo, chamado de geodiamolídeo S, este último provavelmente com propriedades hemolíticas. A esponja G.corticostylifera foi coletada no litoral do Estado de São Paulo (Costa Sudeste do Brasil), e extraída com metanol-água. O extrato foi fracionado em um cartucho Sep Pak 'C IND.18' com eluições crescentes de acetronitrila-água. Purificação adicional das frações de solubilidade 50-90% em acetonitrila em HPLC de fase reversa, com uma coluna 'C IND.18' resultou no isolamento dos depsipeptídeos cíclicos geodiamolídeos A, B, H e I, cujas estruturas foram identificadas por métodos espectroscópicos (espectrometria de massa e ressonância magnética nuclear). Os geodiamolídeos A e H apresentaram efeito anti-proliferativo em células de tumor de mama humano T47D (as 'CI IND.50' foram de 19 e 38 nM, respectivamente). A organização dos microfilamentos foi drasticamente afetada pelos compostos, como verificado em microscópio confocal através da análise das células submetidas à reação de fluorescência com faloidina-FITC. Purificação das frações solúveis a 50% de acetonitrila levou ao isolamento de dois compostos, com peso molecular de 674 e 750 Da (Q-TOF ES-MS), um dos quais tem propriedades hemolíticas. A primeira substância (674 Da) é um derivado do geodiamolídeo A, e provavelmente, um artefato. A segunda (750 Da) é um novo depsipeptídeo, chamado de geodiamolídeo S (Q-TOF MS-MS). Uma fração que continha a hemolisina formou canais em bicamadas lipídicas planas durante experimentos de fixação de voltagem, mostrando que o mecanismo de lise é devido à formação deporos em membranas biológicas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.12.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      RANGEL, Marisa; FREITAS, José Carlos de. Substâncias bioativas isoladas da esponja marinha Geodia corticostylifera (Porifera, Demospongiae). 2003.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
    • APA

      Rangel, M., & Freitas, J. C. de. (2003). Substâncias bioativas isoladas da esponja marinha Geodia corticostylifera (Porifera, Demospongiae). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Rangel M, Freitas JC de. Substâncias bioativas isoladas da esponja marinha Geodia corticostylifera (Porifera, Demospongiae). 2003 ;
    • Vancouver

      Rangel M, Freitas JC de. Substâncias bioativas isoladas da esponja marinha Geodia corticostylifera (Porifera, Demospongiae). 2003 ;

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