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Epidemiologia da infecção hospitalar na unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated author: CELINI, MIRIAM NELI PUSTRELO - FMRP
  • School: FMRP
  • Sigla do Departamento: RPP
  • Subjects: RECÉM-NASCIDO; INFECÇÃO HOSPITALAR (EPIDEMIOLOGIA); UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
  • Language: Português
  • Abstract: Objetivo: Realizar a vigilância epidemiológica através do método National Nosocomial Infection Surveillance System (NNIS) na unidade de terapia intensiva neonatal (UTI) do Hospital as Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) no período de 01 de março de 2001 a 01 de março de 2002. Métodos: O estudo foi observacional, prospectivo e incluiu todos os recém-nascidos admitidos na UTI neonatal e que preencheram pelo menos um critério NNIS ou estar em uso de alimentação parenteral. Diariamente, a pesquisadora registrou o número pacientes-dia, cateteres-dia, e ventiladores-dia e parenterais-dia e as características da infecção hospitalar estratificados por peso ao nascer. A freqüência e os sítios das infecções precoces (até 48 horas de vida) e tardia (após 48 horas de vida) foram descritos. Resultados: Das 312 crianças hospitalizadas, 171 (54,8%) apresentaram pelo menos 1 episódio de infecção hospitalar o que resultou em 233 episódios de infecção com média de 1,36 episódios por criança, sendo 24% desses episódios precoces e 76% tardios. As taxas de incidência acumulada de infecção foram, respectivamente para peso ao nascer '< OU =' 1000g, 1001g-1500g, 1501g-2500g e >2500g, de 57,3; 43,9; 37,3 e 49, sendo a taxa global de 47,3 por 100 crianças sob risco. As taxas de densidade de incidência de infecção foram de 34,6; 42,7; 41,1 e 56 por 1000 pacientes-dia nas mesmas categorias de peso, sendo a taxa global de41,1. Nessas categorias de peso, os índices de utilização de cateter vascular central foram de 0,18; 0,10; 0,19 e de 0,26 respectivamente, tendo ocorrido 44; 24,2; 18,3 e 36,8 infecções de corrente sangüínea por 1000 cateteres-dia. Elevados índices de ventilação mecânica foram observados (0,56; 0,36; 0,57 e 0,47, respectivamente), ocorrendo elevadas taxas de pneumonia associada à ventilação mecânica (30,6; 21,6; 21,7; e 23,1 por 1000 ventiladores-dia, .. respectivamente nas 4 faixas de peso ao nascer). Pneumonia foi o diagnóstico mais freqüente, tendo sido responsável por 81 % das infecções precoces e 45% das infecções tardias, seguido de infecção de corrente sangüínea em todas as categorias de peso ao nascer. Tanto nas infecções precoces quanto nas tardias, a maioria (85%) dos agentes isolados foram bactérias gram-positivas, sendo os mais freqüentes Staphylococcus aureus (54,4%) e Staphylococcus coagulase-negativo (26,6%), havendo 11% dos agentes gram-negativos. A proporção de 17,6% das crianças sob vigilância evoluiu para o óbito. A ocorrência de óbito foi mais freqüente entre as crianças com infecção hospitalar (21,6%) do que naquelas não acometidas (12,8%). A infecção foi causa do óbito em 40 a 100% dos óbitos ocorridos em crianças com um ou mais episódios de infecção nas diferentes faixas de peso. Conclusão: Este estudo evidencia elevadas taxas de infecção hospitalar, com maior freqüência de pneumonia, com predomínio dosagentes Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase-negativo, com envolvimento freqüente dos episódios de infecção como causa de óbito. Portanto, medidas efetivas de controle e prevenção de infecção devem ser planejadas para redução /dessas taxas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do HCFMRP-USP
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.08.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      CELINI, Míriam Neli Pustrelo; MUSSI-PINHATA, Marisa Márcia. Epidemiologia da infecção hospitalar na unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2003.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2003.
    • APA

      Celini, M. N. P., & Mussi-Pinhata, M. M. (2003). Epidemiologia da infecção hospitalar na unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Celini MNP, Mussi-Pinhata MM. Epidemiologia da infecção hospitalar na unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2003 ;
    • Vancouver

      Celini MNP, Mussi-Pinhata MM. Epidemiologia da infecção hospitalar na unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2003 ;

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