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Fluxos de energia sobre uma floresta tropical na Amazônia (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PINTO, LEANDRO DELLA VEDOVA DE OLIVEIRA - IAG
  • Unidades: IAG
  • Sigla do Departamento: ACA
  • Subjects: CLIMATOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho descreve a variabilidade temporal de variáveis climáticas e dos fluxos turbulentos de energia (vapor d'água e calor) sobre uma floresta tropical primária na Amazônia, em um sítio experimental na Floresta Nacional do Tapajós, Santarém, PA, km 83 da rodovia BR 163. O trabalho é resultado do projeto "Measuring the effects of loggin on the 'CO IND.2' and energy exchange of a primary forest in Tapajós National Forest", integrante do programa LBA-Ecologia. Os dados utilizados foram coletados durante julho de 2000 a dezembro de 2001, e representa a mais longa e completa séries de fluxos turbulentos que reporta o padrão dos fluxos de energia. Neste período, o clima quente e úmido na região mostrou uma estação seca bem definida entre julho e dezembro, e úmida de janeiro a junho. Os fluxos turbulentos, calculados pelo método da correlação dos vórtices turbulentos ("eddy correlation"), subestimaram em aproximadamente 5% a média da energia disponível. Entretanto, nas classes de maiores valores de fluxos ocorre superestimativa da energia. Este fato aparentemente contraditório assim se estabelece pois a média do resíduo é negativa, mas a mediana e a moda são positivas. Em média, a subestimativa dos fluxos turbulentos é mais recorrente nas primeiras horas da manhã, quando os processos de turbulência mecânica são mais enfáticos, o que sugere uma possível contribuição da advecção de energia. A evapotranspiração mostrou-se substancialmente maior naestação seca, em correlação direta com o padrão de oferta de energia no sistema. Seu valor médio anual ficou em torno de 3,5mm dia'POT.-1', valor comparável com os obtidos em trabalhos anteriores na Amazônia (Shuttleworth et al. 1986; Rocha et al. 1996a). Na estação seca a média foi de aproximadamente 3,9mm dia'POT.-1', e na estação úmida cerca de 3,0mm diaPOT.-1', portanto uma significativa diferença de aproximadamente 1mm dia'POT.-1'. O balanço anual do fluxo de ) calor sensível foi aproximadamente de 1,7MJ'M POT.-2' dia'POT.-1', mas não foi marcadamente distinto entre as estações seca e úmida, como ocorreu com a evaporização e o saldo de radiação. Oportunamente, o padrão do fluxo de calor sensível marcou o padrão sazonal da razão de Bowen. O valor médio anual da razão de Bowen foi aproximadamente ,25, e igualmente mostrou um mínimo no inicio da estação chuvosa (dezembro a janeiro), concorrente com um aumento da capacidade fotossintética do ecossistema e uma frequência mais intensa de eventos de precipitação (Goulden et al. 2003; Rocha et al. 2003)
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.03.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      PINTO, Leandro Della Vedova de Oliveira; ROCHA, Humberto Ribeiro da. Fluxos de energia sobre uma floresta tropical na Amazônia. 2003.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
    • APA

      Pinto, L. D. V. de O., & Rocha, H. R. da. (2003). Fluxos de energia sobre uma floresta tropical na Amazônia. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Pinto LDV de O, Rocha HR da. Fluxos de energia sobre uma floresta tropical na Amazônia. 2003 ;
    • Vancouver

      Pinto LDV de O, Rocha HR da. Fluxos de energia sobre uma floresta tropical na Amazônia. 2003 ;

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