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Infecção Hospitalar: perfil epidemiológico em cirurgias de fraturas de membros em um hospital de Goiânia, GO, Brasil -1996 a 2000 (2003)

  • Authors:
  • Autor USP: SOUZA, PAULA REGINA DE - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERG
  • Subjects: ORTOPEDIA (CIRURGIA); INFECÇÃO HOSPITALAR
  • Language: Português
  • Abstract: Realizou-se um estudo descritivo com abordagem quantitativa, tendo como objetivo identificar o perfil epidemiológico da infecção do sítio cirúrgico conseqüente ao tratamento cirúrgico de fraturas de ossos longos dos membros inferiores e superiores, baseado em informações contidas em 80 prontuários de pacientes operados, no período de 1996 a 2000, em um hospital de ensino de Goiânia-GO. Para a coleta de dados, inicialmente foi levantado o número de 612 prontuários, destes 80 atenderam aos critérios de inclusão, os demais 199 não foram localizados e 333 excluídos. O principal motivo de exclusão foi o retomo ambulatorial inferior a um ano ou sem seguimento. Os dados obtidos foram armazenados em um banco de dados e analisados pelo programa EPI-INFO, versão 6.04d, utilizando a estatística descritiva. A ocorrência de infecção do sítio cirúrgico foi de 18,75%. A infecção do sítio cirúrgico órgão ocorreu em 73,34%, infecção incisional superficial em 20,00%, e a profunda em 6,66% dos casos. O diagnóstico de todas as infecções foi realizado pelo médico assistente, no ambulatório, em média no 53º dia pós-operatório, variando de 15 a 121 dias, portanto, após a alta hospitalar. Os patógenos identificados foram: Enterobacter sp, Staphylococcus warneri, Acinetobacter lowoffi, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus aureus oxacilina resistente. Ao antibiograma, 25,00% das cepas bacterianas apresentaramresistência à cefalotina, e 11,11 %, à oxacilina. O tratamento de 53,33% dos pacientes com infecção foi a antibioticoterapia e a remoção do dispositivo implantado, nos demais foi realizada apenas a antibioticoterapia em nível ambulatorial. Nos 14 (17,50%) pacientes que tiveram a infecção do sítio cirúrgico, a maioria ocorreu no sexo feminino e a idade média de 41,50 anos. A média do período de internação pré-operatória foi de 7,50 dias e de pós-operatório de 6,71 dias. A .. maioria das cirurgias foi eletiva, realizada nos membros inferiores por meio da redução aberta com fixação interna. O tempo cirúrgico foi em média de 183min93s (3h06). O perfil epidemiológico das infecções é importante para o planejamento e implementação das medidas de prevenção e controle das infecções hospitalares. É imprescindível que as anotações em prontuário sejam efetuadas de forma clara, objetiva, completa e legível, a fim de otimizar o serviço de arquivo, a consecução das investigações epidemiológicas e contribuir para a qualificação da assistência
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.06.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Paula Regina de; MORIYA, Tokico Murakawa. Infecção Hospitalar: perfil epidemiológico em cirurgias de fraturas de membros em um hospital de Goiânia, GO, Brasil -1996 a 2000. 2003.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2003.
    • APA

      Souza, P. R. de, & Moriya, T. M. (2003). Infecção Hospitalar: perfil epidemiológico em cirurgias de fraturas de membros em um hospital de Goiânia, GO, Brasil -1996 a 2000. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Souza PR de, Moriya TM. Infecção Hospitalar: perfil epidemiológico em cirurgias de fraturas de membros em um hospital de Goiânia, GO, Brasil -1996 a 2000. 2003 ;
    • Vancouver

      Souza PR de, Moriya TM. Infecção Hospitalar: perfil epidemiológico em cirurgias de fraturas de membros em um hospital de Goiânia, GO, Brasil -1996 a 2000. 2003 ;


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