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O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida, afinal? ...um estudo acerca do morrer com dignidade (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ESSLINGER, INGRID - IP
  • Unidades: IP
  • Sigla do Departamento: PSA
  • Subjects: ATITUDES FRENTE À MORTE; LUTO (COSTUMES); HOSPITAIS (PSICOLOGIA); CUIDADORES
  • Language: Português
  • Abstract: A presente pesquisa teve como objetivo uma aproximação ao modo como os pacientes gravemente enfermos, o cuidador familiar e a equipe de saúde percebem a doença, as limitações que ela causa, bem como investigar. para cada um destes personagens, qual é a concepção de "morte digna" ou "boa morte". Considerando que o local onde hoje em dia a morte mais ocorre é o hospital, foi nessa instituição que a pesquisa foi realizada.O instrumental utilizado para chegar a estas concepções foram observações e entrevistas abertas com profissionais de saúde. num total de sete entrevistas. Utilizando uma abordagem qualitativa, pude levantar as seguintes concepções de "boa morte" para todos os personagens do referido cenário: morrer sem dor; morrer com conforto respiratório; ter a presença da família; ter suporte emocional e espiritual; ter suas vontades realizadas. Não houve um consenso. por parte dos profissionais de saúde, no que se refere à comunicação do diagnóstico e do prognóstico, nem no que se refere à sedação. Para alguns profissionais, comunicar ao paciente seu prognóstico (quando reservado), é tirar-lhe a esperança; para outros, significa um direito que pode fazer com que o paciente se aproprie de seu processo de morte. A sedação, para alguns, confunde-se com o estar matando o paciente; para outros, significa conforto, um último recurso para o alívio de sintomas que causam sofrimento. Finalmente, a partir dos dados levantados. foi possível destacar aimportância da comunicação, entendida como olhar e escuta do paciente e da família como UNIDADE de TRATAMENTO. ) Pressupondo que seja função da equipe de saúde lançar este olhar e esta escuta, fica clara a necessidade de repensar a formação destes profissionais, voltada fundamentalmente à cura, bem como a necessidade de também serem cuidados: como posso cuidar se não sou cuidado? Como posso ouvir, se não sou ouvido?
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.04.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      ESSLINGER, Ingrid; KOVÁCS, Maria Júlia. O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida, afinal? ..um estudo acerca do morrer com dignidade. 2003.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
    • APA

      Esslinger, I., & Kovács, M. J. (2003). O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida, afinal? ..um estudo acerca do morrer com dignidade. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Esslinger I, Kovács MJ. O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida, afinal? ..um estudo acerca do morrer com dignidade. 2003 ;
    • Vancouver

      Esslinger I, Kovács MJ. O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida, afinal? ..um estudo acerca do morrer com dignidade. 2003 ;

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