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Uso de anti-sépticos bucais no tratamento de estomatite protética (2003)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, VALDIRENE ALVES DOS - FO
  • Unidade: FO
  • Sigla do Departamento: ODE
  • Subjects: ESTOMATITE SOB PRÓTESE; ANTISSÉPTICOS BUCAIS
  • Language: Português
  • Abstract: O principal objetivo deste estudo in vitro e in vivo foi testar a eficácia dos anti-sépticos bucais cloreto de cetilpiridínio (CCP) e triclosan (TRI) no controle das manifestações de estomatite protética (EP). No estudo in vitro foram coletadas amostras para cultura e isolamento de Candida spp. de 64 pacientes portadores de próteses totais (seis homens e 58 mulheres com idade média de 57,1 anos), 47 dos quais apresentavam EP (dois homens e 45 mulheres). As amostras foram obtidas pelo uso de zaragatoas friccionadas contra a mucosa do palato, mucosa jugal e base das próteses. Quarenta amostras foram positivas para Candida spp (32 de pacientes EP), que uma vez isoladas e identificadas foram submetidas aos testes de susceptibilidade a anti-sépticos (CCP e TRI) e antifúngicos (cetoconazol [K] e nistatina [NI]). Os resultados foram registrados em CIM (concentração inibitória mínima) e CFM (concentração fungicida mínima). Os resultados obtidos foram: CIM e CFM de 0,07g/L para o CCP, CIM 2,5g/L e CFM 10g/L para o TRI, CIM 16ug/ml e CFM 64 ug/ml para o K, e CIM e CFM 25UI/ml para o NI. Concluímos que os anti-sépticos testados foram efetivos contra Candida spp e que o CCP foi mais efetivo que o TRI neste estudo in vitro. No estudo in vivo, Candida spp foi isolada da base da prótese total superior de 30 pacientes (seis homens e 24 mulheres com idade média de 57,6 anos) com EP. Os pacientes foram divididos em dois grupos com 15 indivíduos: grupo TRI e grupo CCP. O tratamentoconsistiu na instrução dos pacientes a realizarem bochechos com a solução anti-séptica fornecida, duas vezes ao dia, durante um minuto, e que não utilizassem suas próteses durante o período de sono, mantendo-as com uma gaze embebida na mesma solução anti-séptica. Os pacientes foram examinados a cada duas semanas e uma nova coleta para controle foi obtida na quarta semana. Todos os pacientes do grupo CCP apresentaram melhora, com 53,3% de melhora ) excelente. Igualmente todos os pacientes do grupo TRI apresentaram melhora, com 26,6% de melhora excelente. A coleta para cultura após 30 dias mostrou persistência de Candida nas próteses. Concluímos que o procedimento aplicado neste estudo, com a aplicação de anti-sépticos para tratamento tanto da lesão mucosa quanto das próteses, foi efetivo no controle da EP, e que o CCP foi mais efetivo que o TRI tanto no estudo in vitro quanto no in vivo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.01.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      SANTOS, Valdirene Alves dos. Uso de anti-sépticos bucais no tratamento de estomatite protética. 2003. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. . Acesso em: 16 fev. 2026.
    • APA

      Santos, V. A. dos. (2003). Uso de anti-sépticos bucais no tratamento de estomatite protética (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Santos VA dos. Uso de anti-sépticos bucais no tratamento de estomatite protética. 2003 ;[citado 2026 fev. 16 ]
    • Vancouver

      Santos VA dos. Uso de anti-sépticos bucais no tratamento de estomatite protética. 2003 ;[citado 2026 fev. 16 ]


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