Avaliação clínica, radiográfica e imunohistoquímica da doença periodontal do paciente portador de Síndrome de Down (2002)
- Authors:
- Autor USP: REZENDE, NATHALIE PEPE MEDEIROS DE - FO
- Unidade: FO
- Sigla do Departamento: ODE
- Subjects: DOENÇAS PERIAPICAIS; SÍNDROME DE DOWN; PATOLOGIA BUCAL
- Language: Português
- Abstract: A literatura aponta a doença periodontal precoce e severa como uma achado frequentemente associado à síndrome de Down. Como fatores etiológicos estão a placa bacteriana, cálculo e maloclusão, bem como a deficiência do sistema imune destes pacientes. Esses aspectos têm sido estudados separadamente em amostras populacionais de portadores da síndrome de Down variadas. Frente a isso, nos propusemos a realizar uma avaliação clínica (através do índice de placa, índice gengival, índice comunitário periodontal e presença de cálculo), radiográfica (para a análise da perda óssea), e imunohistoquímica (através da evidenciação de linfócitos T, linfócitos T auxiliares, linfócitos B, neutrófilos, macrófagos, células de Langerhans e plasmócitos secretores de IgM e IgG) da doença periodontal de 40 pacientes portadores da síndrome de Down em atendimento no CAPE-FOUSP, com idades acima de 18 anos. Alterações dentais (hipodontia, dentes conóides, taurodontia, supranumerários, giroversão, apinhamento, cronologia de erupção e microdentes), índice de CPOD e índice de maloclusão também foram relacionados. O índice de placa (IP) variou entre 0,375 e 2,68, com média de 1,44 e o índice gengival (IG) variou entre 0,33 e 4, com média de 1,86. A maioria dos pacientes (57%) apresentou escore dois no índice comunitário periodontal (ICP) e 90% dos pacientes apresentou cálculo. A perda óssea verificada radiograficamente variou entre 0% e 83,3%, com média de 14,56%.Estatisticamente existiu uma baixa correlação entre perda óssea e ICP (p=0,004) e entre perda óssea e IG (p=0,001). Também existiu diferença estatisticamente significante entre as variáveis ICP e IG, quando comparadas a pacientes com e sem cálculo (respectivamente p=0,002 e p=0,001). Na análise imunohistoquímica, as células mais frequentemente encontradas foram os plasmócitos secretores de IgG e os linfócitos T. Não encontramos diferença estatisticamente significante entre os ) pacientes com ICP de 0 a 1 e de 3 a 4 com relação à nenhuma das células evidenciadas pela imunohistoquímica. A maioria dos pacientes apresentou hipodontia (86,6%), sendo a ausência mais freqüente a dos 3º molares, tanto superiores quanto inferiores, 40% dos pacientes apresentaram dentes conóides e/ou taurodontia, apenas 2,5% apresentaram supranumerários, 75% apresentaram giroversão, 42,5% apresentaram apinhamento e/ou alterações na cronologia de erupção e 55% apresentaram microdentes. O índice de CPOD variou entre zero e 26, sendo que a experiência média de cárie dos pacientes analisados foi de 12. A maioria dos pacientes (90%) apresentou índice de maloclusão de grau 2. Concluiu-se que a doença periodontal dos pacientes com SD analisados apresenta-se clinicamente de forma moderada, e associada à grande deposição de cálculo. Microscopicamente a DP destes pacientes apresenta-se de uma forma crônica com grande quantidade de plasmócitos e linfócitos T
- Imprenta:
- Data da defesa: 17.12.2002
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ABNT
REZENDE, Nathalie Pepe Medeiros de. Avaliação clínica, radiográfica e imunohistoquímica da doença periodontal do paciente portador de Síndrome de Down. 2002. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. . Acesso em: 11 mar. 2026. -
APA
Rezende, N. P. M. de. (2002). Avaliação clínica, radiográfica e imunohistoquímica da doença periodontal do paciente portador de Síndrome de Down (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Rezende NPM de. Avaliação clínica, radiográfica e imunohistoquímica da doença periodontal do paciente portador de Síndrome de Down. 2002 ;[citado 2026 mar. 11 ] -
Vancouver
Rezende NPM de. Avaliação clínica, radiográfica e imunohistoquímica da doença periodontal do paciente portador de Síndrome de Down. 2002 ;[citado 2026 mar. 11 ]
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