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Estudo citogenético e molecular em alcoólatras (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated author: BURIM, REGISLAINE VALÉRIA - FMRP
  • School: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGE
  • Subjects: ALCOOLISMO; CITOGENÉTICA MOLECULAR (ESTUDO)
  • Language: Português
  • Abstract: O alcoolismo é uma das principais causas de danos à saúde, desse modo, é muito importante a realização de estudos que verifiquem a indução de aberrações cromossômicas (AC) pelo etanol, bem como aqueles que investiguem a suscetibilidade individual às doenças causadas pelo alcoolismo, uma vez que polimorfismos de genes que codificam enzimas de metabolização de xenobióticos, tais como as glutationa S-transferases (GST) e as pertencentes ao citocromos P-450 (CYP), têm sido descritos como possíveis responsáveis pela suscetibilidade individual às doenças relacionadas ao alcoolismo. Em vista disso, o presente estudo investigou o possível efeito clastogênico do etanol e também a possível associação entre a ocorrência dos genótipos GSTM1 e GSTT1 nulos e dos polimorfismos GSTPI-BsmaI, CYP2EI-PstI e CYPIA1-MspI e o desenvolvimento de cirrose ou pancreatite em alcoólatras. O estudo citogenético foi realizado em linfócitos do sangue periférico de alcoólatras sem evidência clínica de doenças relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas, aqueles com pancreatite, os com cirrose hepática, alcoólatras em abstinência e um grupo controle saudável composto por indivíduos não-alcoólatras. O efeito do hábito de fumar nas freqüências de AC também foi analisado, subdividindo-se cada grupo em fumantes e não-fumantes. Os índices mitótico (IM) e de proliferação celular (IP) também foram determinados. Além disso, um estudo citogenético molecular também foi realizado usando o método dehibridação in situ fluorescente (fluorescence in situ hybridization -F1SH), com sondas de bibliotecas de DNA para os cromossomos 1, 3 e 6, em linfócitos de alcoólatras e controles. Os resultados mostraram que as freqüências de AC para todos os alcoólatras foram superiores àquelas obtidas para os controles. Também foram calculadas as médias das freqüências de translocações cromossômicas equivalentes ao genoma, de modo que as freqüências obtidas para os ) alcoólatras foram significativamente maiores do que as observadas para os controles. Em adição, observou-se a ausência de efeito interativo entre alcoolismo e hábito de fumar. Ainda, as freqüências de AC apresentadas pelos alcoólatras em abstinência foram similares às obtidas para os alcoólatras crônicos. Na investigação dos polimorfismos, os indivíduos estudados foram 120 alcoólatras crônicos, sendo 65 com cirrose hepática, 14 com pancreatite crônica alcoólica e 41 alcoólatras sem evidência clínica destas e de outras doenças relacionadas ao alcoolismo. A comparação da ocorrência dos genótipos GSTM1 e GSTT1 nulos e do genótipo c1/c2 (polimorfismo CYP2E1-PStI) entre todos os grupos não evidenciou diferenças estatisticamente significativas. Quando as freqüências do genótlpo GSTP1 Val/Val foram comparadas entre os grupos, foi verificada uma diferença significativa entre controles não-alcoólatras e os alcoólatras com doenças relacionadas ao alcoolismo (cirrose e pancreatite) (P = 0,05, aR = 2,29;intervalo de confiança 95%, 1,03 -5,09). Também foi constatada uma possível associação entre o genótipo GSTP1 Val/Val e uma suscetibilidade aumentada ao desenvolvimento de cirrose e pancreatite em alcoólatras crônicos, uma vez que foram encontradas freqüências maiores deste genótipo em alcoólatras com cirrose (15,4%) e pancreatite (28,6%) em comparação aos alcoólatras sem doenças (7,3%). Também foram encontradas maiores freqüências do genótipo CYP1A1 m2/m2 em alcoólatras do que em controles. O genótlpo m2/m2 foi mais freqüente em cirróticos (7,7%) do que em controles (1,4%), esta diferença foi estatisticamente significativa (P = 0,03; OR = 5,33, intervalo de confiança 95%, 1,23 -23,14). Além disso, a comparação da ocorrência deste mesmo genótipo entre todos os alcoólatras com doenças (cirrose + pancreatite) e controles também apresentou diferença significativa (P = 0,02; OR = 5,16, intervalo de confiança ) 95%, 1,25 -21,32). De acordo com os dados apresentados, pode-se concluir que o etanol consumido cronicamente e em excesso pode provocar danos cromossômicos, que podem persistir por muito tempo, e contribuir como um relevante fator de risco ao desenvolvimento de neoplasias. Adicionalmente, os resultados também indicaram uma associação entre o genótlpo GSTP1 Vai/Vai e pancreatite crônica, e entre o genótlpo CYPIA1 m2/m2 e cirrose alcoólica, indicando que pessoas com esses genótipos são, respectivamente, mais propensas geneticamente ao desenvolvimento de pancreatite ecirrose alcoólicas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.12.2002

  • How to cite
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    • ABNT

      BURIM, Regislaine Valéria; TAKAHASHI, Catarina Satie. Estudo citogenético e molecular em alcoólatras. 2002.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002.
    • APA

      Burim, R. V., & Takahashi, C. S. (2002). Estudo citogenético e molecular em alcoólatras. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Burim RV, Takahashi CS. Estudo citogenético e molecular em alcoólatras. 2002 ;
    • Vancouver

      Burim RV, Takahashi CS. Estudo citogenético e molecular em alcoólatras. 2002 ;


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