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O morfema wa da língua japonesa: suas funções do ponto de vista da estrutura informacional (2003)

  • Authors:
  • Autor USP: MUKAI, YUKI - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLO
  • Subjects: LÍNGUA JAPONESA; GRAMÁTICA
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho propõe-se a considerar, em conformidade com a Teoria de Estrutura Informacional, apresentada por Lambrecht (1994), os fenômenos lingüísticos (e.g., a ordem das palavras, a escolha/uso de certos morfemas, e algumas estruturas sintáticas etc.) representados, de forma léxico-gramatical, conforme os fatores pragmáticos, tais como a (pre-)suposição dos interlocutores com relação à informação ou conhecimento que os mesmos possuem (isto é, o conhecimento mútuo dos interlocutores), a quantidade e qualidade informacional do conteúdo do enunciado por eles transmitido, e o contexto situacional (anterior/posterior) do texto/discurso. Para a constatação desses fenômenos, focalizou-se, neste estudo, o morfema wa da língua japonesa moderna e procurou-se abordar, primeiramente, as teorias sintático-semânticas (i.e., as funções e sentidos) do wa (cf. capítulo II) e da Estrutura Informacional (cf. capítulo I e III), através de uma visão diacrônica, para depois, procedermos a reflexões sobre a análise do mesmo morfema do ponto de vista pragmático-funcional, com enfoque na identificação das funções de wa (principalmente, tópico sentencial ou tópico contrastivo) pelos interlocutores no momento da enunciação, e pragmático-discursivo, com enfoque na estrutura informacional, em particular, nas relações entre a (pre-)suposição dos interlocutores e a quantidade/qualidade informacional (cf. capítulo IV). O objetivo deste trabalho é, então, o de comprovar que omorfema wa da língua japonesa é um morfema que reflete os estados mentais dos interlocutores e a quantidade/qualidade informacional. Em conseqüência de nossa análise, verificou-se que o wa de tópico sentencial constitui apenas informações dadas, enquanto o wa de tópico contrastivo, tanto informações dadas quanto novas para os interlocutores. Esse resultado permitiu-nos a afirmar que, ) quando o locutor introduz o tópico sentencial no ato de comunicação, preocupa-se com a informação ou conhecimento do destinatário, isto é, (pre-)supõe que o referente "X" já constitui informação dada/ preestabelecida ou compartilhada pelos interlocutores, inclusive a informação compartilhada situacionalmente em um dado contexto. Por outro lado, quando o locutor introduz o tópico contrastivo no ato de comunicação, preocupa-se mais com o ato de contrastar, de forma explícita, o elemento (ou oração) "X1" com o "X2", ou o de produzir um sentido contrastivo "X2" de forma implícita (neste caso, o elemento "X2" não será representado, necessariamente, em termos de formas lexicais em função do componente "X1-wa"). Verificou-se, também, que os interlocutores introduzem o wa de tópico contrastivo, com a intenção de produzir, além do sentido contrastivo, um sentido negativo (ironia, exclusividade etc.), utilizando-se, portanto, do wa como estratégia comunicativa. Levando-se em consideração essas características dos dois tipos de morfema wa, concluiu-se que o morfema wa de tópicosentencial está ligado mais à estrutura informacional e ao ato de (pre-)suposição mútua dos interlocutores quanto às informações/conhecimentos que possuem em uma dada situação de discurso, enquanto o wa de tópico contrastivo está ligado mais à estrutura ou contexto contrastivo, independentemente da estrutura informacional e do ato de (pre-)suposição mútua dos interlocutores. Enfim, concluiu-se, então, que, do ponto de vista pragmático-discursivo, o morfema wa da língua japonesa é, além de ser um morfema que indica a quantidade e qualidade informacional, um morfema representado em forma léxico-gramatical, refletindo não apenas a (pre-)suposição com relação à informação/conhecimento que os interlocutores possuem (i.e., estado mental no sentido restrito), mas )também as intencionalidades imprimidas ou as estratégias comunicativas utilizadas por esses interlocutores em uma dada situação de discurso (i.e., estado mental no sentido amplo)
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.02.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      MUKAI, Yûki. O morfema wa da língua japonesa: suas funções do ponto de vista da estrutura informacional. 2003. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. . Acesso em: 19 mar. 2026.
    • APA

      Mukai, Y. (2003). O morfema wa da língua japonesa: suas funções do ponto de vista da estrutura informacional (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Mukai Y. O morfema wa da língua japonesa: suas funções do ponto de vista da estrutura informacional. 2003 ;[citado 2026 mar. 19 ]
    • Vancouver

      Mukai Y. O morfema wa da língua japonesa: suas funções do ponto de vista da estrutura informacional. 2003 ;[citado 2026 mar. 19 ]

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