Terapêutica com Tibolona em mulheres diabéticas na pós-menopausa: parâmetros clínicos e laboratoriais de segurança (2002)
- Authors:
- Autor USP: FREITAS, ANA KARLA MONTEIRO SANTANA DE OLIVEIRA - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RGO
- Subjects: DIABETES MELLITUS; CLIMATÉRIO
- Language: Português
- Abstract: As mulheres, na pós-menopausa com diabetes mellitus não insulino-dependente (DMNID), constituem um grupo com maior risco de doença cardiovascular, visto serem muitas delas obesas, hipertensas e hiperlipidêmicas. A tibolona pode se constituir opção viável para a terapêutica das alterações observadas na pós-menopausa nessas pacientes, contudo, são necessários estudos que avaliem as implicações clínicas, modificações metabólicas e resultados terapêuticos da tibolona nesse grupo de pacientes. Com o objetivo de determinar o perfil de segurança clínico-laboratorial da terapia com tibolona em pacientes na pós-menopausa portadoras de DMNID, realizou-se um estudo prospectivo, longitudinal, aberto e não controlado, avaliando 24 pacientes tratadas com 2,5 mg/dia de tibolona, pelo período de 6 meses, seguidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Em adição à avaliação clínica, foram avaliadas medidas antropométricas (IMC, RCQ e % Gordura), dosagens hormonais (FSH, LH, T4 livre, TSH), bioquímica sangüínea (uréia, creatinina, bilirrubinas, TGO, TGP, glicose de hemoglobina glicosilada) e ultra-sonografia transvaginal (espessura endometrial e volume uterino). Após 6 meses, todas as pacientes permaneceram em uso da medicação, sendo que 8,3% apresentaram cefaléia, 8,3% mastalgia e 16,6% sangramento genital, como efeitos colaterais mais freqüentes. Houve melhora no percentual de gordura corporal (43,15 ± 6,39 vs 41,76 ± 5,20; teste "t" pareado, p=0,01) e napressão arterial diastólica (87,29 ± 7,36 vs 78,33 ± 11,67; teste "t" pareado, p=0,0005); não houve variações significativas na pressão arterial sistólica, freqüência cardíaca; IMC e RCQ, bem como nos parâmetros bioquímicos. Houve diminuição dos sintomas climatéricos (22,17 ± 7,15 vs 3,08 ± 3,33; teste "t" pareado, 0,0001). A avaliação ultra-sonográfica não revelou variações do volume uterino e espessura endometrial. Diante do exposto, ) conclui-se que a utilização de tibolona durante um período de 6 meses, mostrou bom perfil de segurança clínico-laboratorial em pacientes na pós-menopausa portadoras de DMNID
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2002
- Data da defesa: 09.09.2002
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ABNT
FREITAS, Ana Karla Monteiro Santana Oliveira. Terapêutica com Tibolona em mulheres diabéticas na pós-menopausa: parâmetros clínicos e laboratoriais de segurança. 2002. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-15012007-101723/. Acesso em: 01 mar. 2026. -
APA
Freitas, A. K. M. S. O. (2002). Terapêutica com Tibolona em mulheres diabéticas na pós-menopausa: parâmetros clínicos e laboratoriais de segurança (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-15012007-101723/ -
NLM
Freitas AKMSO. Terapêutica com Tibolona em mulheres diabéticas na pós-menopausa: parâmetros clínicos e laboratoriais de segurança [Internet]. 2002 ;[citado 2026 mar. 01 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-15012007-101723/ -
Vancouver
Freitas AKMSO. Terapêutica com Tibolona em mulheres diabéticas na pós-menopausa: parâmetros clínicos e laboratoriais de segurança [Internet]. 2002 ;[citado 2026 mar. 01 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-15012007-101723/
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