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Caracterização da febre comportamental induzida por LPS em sapos (2002)

  • Authors:
  • Autor USP: BÍCEGO, KÊNIA CARDOSO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFI
  • Subjects: FEBRE; FISIOPATOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: A febre é definida como um aumento regulado da temperatura corporal (Tc), ou seja, um aumento do "set point" termorregulatório. Lipopolissacarídeo (LPS) é um componente da parede celular de bactérias Gram-negativas que é bastante utilizado para induzir febre em animais experimentais. Em mamíferos, considera-se que este agente ative uma cascata de eventos que culminem na alteração da atividade de neurônios da área preóptica (POA) no sistema nervoso central para induzir uma elevação na Tc. Salvo algumas exceções, a prostaglandina E2 é considerada o mediador mais proximal da febre agindo na POA para aumentar o "set point" termorregulatório. Além dos agentes pirogênicos, que induzem a febre, existem também os agentes antipiréticos, que inibem a sua manifestação, dentre os quais um dos mais estudados em mamíferos é a arginina vasopressina (AVP). Anfíbios anuros, sendo animais ectotérmicos, regulam sua temperatura corporal primariamente pelo comportamento, característica que tem sido relacionada diretamente com alterações do "set point" termorregulatório. Portanto, estes animais constituem modelos experimentais interessantes para o estudo da termorregulação e da febre em vertebrados. Porém, os mecanismos envolvidos na febre comportamental em sapos permanece pouco estudado. Neste trabalho foi testada a hipótese que a via das prostaglandinas e a POA são importantes para o desenvolvimento da febre comportamental induzida por LPS e que a arginina vasotocina (AVT-análogo daAVP em vertebrados não mamíferos) age como antipirético em sapos Bufo paracnemis. As medidas de temperatura de preferência dos animais foram realizadas utilizando-se uma câmara de gradiente térmico. LPS induziu febre nas doses de 0,2 e 2 mg/kg mas não nas doses de 0,002 e 0,02 mg/kg. O pré-tratamento sistêmico com indometacina (5 mg/kg), um inibidor da enzima ciclooxigenase, responsável pela síntese de PG, inibiu a febre induzida por LPS. Os sapos ) cuja POA foi lesada também não desenvolveram febre quando injetados com LPS. Em relação à AVT, este agente inibiu a febre induzida por LPS na dose de 300 pmol/kg quando injetado perifericamente e na dose de 10 pmol/kg quando injetado intracerebroventricularmente. Estes resultados vão de encontro à hipótese inicial e indicam que os mecanismos envolvidos na febre testados acima apresentam uma história filogenética antiga entre os vertebrados e ocorrem por alteração do "set point" termorregulatório
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 02.08.2002

  • How to cite
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    • ABNT

      BÍCEGO, Kênia Cardoso. Caracterização da febre comportamental induzida por LPS em sapos. 2002. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002. . Acesso em: 11 abr. 2026.
    • APA

      Bícego, K. C. (2002). Caracterização da febre comportamental induzida por LPS em sapos (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Bícego KC. Caracterização da febre comportamental induzida por LPS em sapos. 2002 ;[citado 2026 abr. 11 ]
    • Vancouver

      Bícego KC. Caracterização da febre comportamental induzida por LPS em sapos. 2002 ;[citado 2026 abr. 11 ]


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