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Relação entre microestrutura e resistência à cavitação de ligas fundidas baseadas no sistema quaternário Fe-Cr-C-Ni (2002)

  • Authors:
  • Autor USP: CUPPARI, MÁRCIO GUSTAVO DI VERNIERI - EP
  • Unidade: EP
  • Sigla do Departamento: PME
  • Subjects: RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS; CAVITAÇÃO; LIGAS FUNDIDAS
  • Language: Português
  • Abstract: Desde o início da década de 70, sabe-se que a resistência à cavitação de um material depende fundamentalmente de sua microestrutura. Desde então, conduz-se uma intensa pesquisa para determinar qual característica microestrutural controla a resistência à cavitação. A transformação martensítica, energia de defeito de empilhamento e a presença de uma segunda fase são exemplos de parâmetros que influem a resistência à cavitação de um material. Dentre estas, a presença de uma segunda fase recebeu pouca atenção na literatura. O objetivo deste trabalho é estudar o efeito de uma segunda fase dura (carbonetos) na resistência à cavitação de ligas fundidas baseadas no sistema Fe-Cr-Ni-C. Dois grupos principais de ligas foram ensaiados: um com teor de cromo de 35% e outro com 25% e para cada um destes grupos variaram-se os teores de níquel e carbono. Com mudança de composição química foi possível variar a fração volumétrica e a morfologia de carbonetos precipitados. A microestrutura bruta de fundição de todas as ligas era composta por matriz austenítica e carbonetos (´M IND.7´´C IND.3´ ou ´M IND.23´´C IND.6´) formados durante a solidificação. O carboneto presente nas ligas com 25% de era o ´M IND.7´´C IND.3´ enquanto que para as ligas com 35% de cromo o carboneto era o ´M IND.23´´C IND.6´. Os ensaios de cavitação foram realizados em equipamento ultrasonico utilizando água destilada e mostraram que as ligas com 35% de cromo apresentaram um desempenho melhor, comparado aogrupo de 25% cromo. ) A observação das superfícies de desgaste indicou que a perda de massa nas ligas do grupo com 25 e 35% de cromo acontece por meio de dois mecanismos devido à diferença na morfologia de carbonetos presentes em cada um destes grupos. Para compreender melhor o efeito da fração volumétrica e da morfologia dos carbonetos, a distribuição de tensão entre esta fase e a matriz foi calculada por meio de simulações utilizando o método dos elementos finitos (MEF). As malhas utilizadas na simulação foram geradas a partir de micrografias digitalizadas utilizando o programa OOF. Os resultados da simulação mostraram que a tensão não se distribui de maneira uniforme na microestrutura, sendo que as fases mais duras são submetidas à maiores níveis de tensão. As propriedades mecânicas da matriz foram medidas por meio de ensaios de dureza instrumentados e permitiram obter uma correlação entre desgaste e estas propriedades uma vez estabelecido o mecanismo atuante
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.09.2002

  • How to cite
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    • ABNT

      CUPPARI, Márcio Gustavo Di Vernieri; SINATORA, Amilton. Relação entre microestrutura e resistência à cavitação de ligas fundidas baseadas no sistema quaternário Fe-Cr-C-Ni. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Cuppari, M. G. D. V., & Sinatora, A. (2002). Relação entre microestrutura e resistência à cavitação de ligas fundidas baseadas no sistema quaternário Fe-Cr-C-Ni. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Cuppari MGDV, Sinatora A. Relação entre microestrutura e resistência à cavitação de ligas fundidas baseadas no sistema quaternário Fe-Cr-C-Ni. 2002 ;
    • Vancouver

      Cuppari MGDV, Sinatora A. Relação entre microestrutura e resistência à cavitação de ligas fundidas baseadas no sistema quaternário Fe-Cr-C-Ni. 2002 ;

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