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As paisagens crepusculares da ficção-científica: a elegia das utopias urbanas do modernismo (2002)

  • Authors:
  • Autor USP: BARBOSA, JORGE LUIZ - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • Subjects: PAISAGEM URBANA; ÁREAS METROPOLITANAS; CIDADES IDEAIS; URBANIZAÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: Nosso tema é a metrópole, lócus da produção material e sígnica de nossa Época. Experiência e concretude da realização de um modelo arquetípico de civilização e progresso que se universaliza: a sociedade urbana. Espaço-temporalidade de fixos e fluxos que imprime e exprime encontros marcados e aleatórios, identidades e diferenças, integração e interdição, desterros e virtudes. Movimentos que se entrecruzam num processo de fusão e fissão, fazendo da Metrópole um quase- mundo e, ao mesmo tempo, um enigma. Para responder os desafios do enigma da sociedade urbana recorremos a uma dimensão particular do espaço geográfico: a paisagem. Trata-se, portanto, de tomar a paisagem como recurso e abrigo de leitura e interpretação do curso de afirmação da metrópole como experiência de espaço-tempo de homens e mulheres concretos. A busca da paisagem como possibilidade de desvendamento da metrópole nos conduziu ao diálogo com arte cinematográfica, em especial com gênero de ficção científica. Através das narrativas de ficção-científica desenharam-se paisagens que confessavam ? nas suas representações de tensões, conflitos e contradições socioculturais ?, uma rememoração de utopias que emergem da historicidade do fenômeno urbano. A elaboração do nosso trabalho envolveu uma leitura "lado a lado" entre filmes representativos de cada período de ruptura do/no sentido do urbano ? Metrópolis, Alphaville, Blade Runner e Matrix ? , com as propostas de cidades ideais de íconesdo movimento modernista. Esse exercício nos conduziu à reflexão crítica do nosso modo de estar e ser urbano, tendo na relação paisagem-imagem seu fundamento principal de investigação. A paisagem revelada e desvelada anunciou caminhos distintos no processo de urbanização: a Obra ) (o Uso) e o produto (valor de troca). O sentido do espaço urbano é, portanto, uma tessitura complexa e contraditória que faz emergir diferentes sujeitos sociais na sua construção. Construímos metrópoles e somos construídos por elas! Enfim, nosso trabalho abriga a ambição de compreender a paisagem urbana como produto de concepções éticas e estéticas que atravessam as práticas dos sujeitos em situação, anunciando a metrópole como um espaço social habitado por utopias do Ser através da existência
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.10.2002

  • How to cite
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    • ABNT

      BARBOSA, Jorge Luiz; CARLOS, Ana Fani A. As paisagens crepusculares da ficção-científica: a elegia das utopias urbanas do modernismo. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Barbosa, J. L., & Carlos, A. F. A. (2002). As paisagens crepusculares da ficção-científica: a elegia das utopias urbanas do modernismo. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Barbosa JL, Carlos AFA. As paisagens crepusculares da ficção-científica: a elegia das utopias urbanas do modernismo. 2002 ;
    • Vancouver

      Barbosa JL, Carlos AFA. As paisagens crepusculares da ficção-científica: a elegia das utopias urbanas do modernismo. 2002 ;

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