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O modelo cognitivo-comportamental em grupos e seus efeitos sobre as estratégias de enfrentamento, os estados emocionais e a pressão arterial de mulheres hipertensas (2002)

  • Authors:
  • Autor USP: CADE, NAGELA VALADÃO - INTER - ENFERMA
  • Unidade: INTER - ENFERMA
  • Subjects: HIPERTENSÃO; MULHERES; EMOÇÕES
  • Language: Português
  • Abstract: O estudo objetivou conhecer os efeitos do Treinamento de Problema aplicado em grupo, sobre as estratégias de enfrentamento, o estado de ansiedade, o nível de depressão, o bem-estar psicológico e a pressão arterial de mulheres hipertensas, em relação àquelas em atendimento individual para verificação da pressão arterial. A amostra constituiu-se de 37 pacientes no grupo experimental (GE) e 41 no grupo controle (GC). A coleta de dados compreendeu nove semanas. No que diz respeito ao procedimento usado, na primeira semana do estudo (pré-intervenção), os dois grupos (GE e GC) tiveram uma entrevista inicial e, na segunda semana, as pacientes responderam aos seguintes inventários: Ansiedade Traço-Estado de Spilberger, Depressão de Beck, Bem-estar Psicológico de Goldberg e Estratégias de Enfrentamento de Folkman e Lazarus. Da terceira à oitava semana, as pacientes do GC foram acompanhadas individualmente, para verificação da pressão arterial, enquanto o GE recebeu o Treinamento em Solução de Problema, em seis sessões grupais. Formaram-se inicialmente, quatro grupos fechados com dez, onze, doze e nove pacientes em cada grupo. Na nona semana (pós-intervenção), os inventários foram repetidos. A pressão arterial foi verificada semanalmente nas nove semanas da coleta de dados pelo método oscilométrico, com monitor automático, em todas as pacientes. O tratamento estatístico privilegiou a técnica de Análise de Perfis de Médias, com nível de significância de 5%. Os resultadosevidenciaram: a) os dois grupos (GE e CC) não apresentaram diferença significante nas médias nas duas condições de avaliação (pré e Pós-intervenção), nas variáveis estudadas, evidenciando que eles se comportaram de maneira semelhante; b) houve diferença entre as respostas médias antes e depois da intervenção proposta, independente do grupo, com melhora significante dos escores no momento pós-intervenção, nas variáveis: depressão; bem-estar psicológico ) (nos fatores geral, estresse psíquico, desejo de morte, desconfiança no desempenho e distúrbio do sono); e pressão arterial sistólica e diastólica; e c) a média de estratégia de enfrentamento direcionada à solução de problema no momento pós-intervenção, aumentou significativamente nos dois grupos. Concluiu-se que a melhora das variáveis estudadas no momento pós-intervenção, nos dois grupos (GE que recebeu o treinamento e o GC que recebeu atenção), tenha ocorrido pelos efeitos não específicos da intervenção, como o ambiente terapêutico e a relação interpessoal estabelecida, proporcionando acolhimento, empatia e suporte. Quanto ao descenso significante da pressão arterial sistólica e diastólica, ao final do estudo, além dos efeitos inespecíficos da intervenção, pode ter sofrido influência do uso menos irregular da medicação anti-hipertensiva ou das verificações repetidas da pressão (fenômeno de habituação)
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.04.2002

  • How to cite
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    • ABNT

      CADE, Nágela Valadão; CHAVES, Eliane Corrêa. O modelo cognitivo-comportamental em grupos e seus efeitos sobre as estratégias de enfrentamento, os estados emocionais e a pressão arterial de mulheres hipertensas. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Cade, N. V., & Chaves, E. C. (2002). O modelo cognitivo-comportamental em grupos e seus efeitos sobre as estratégias de enfrentamento, os estados emocionais e a pressão arterial de mulheres hipertensas. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Cade NV, Chaves EC. O modelo cognitivo-comportamental em grupos e seus efeitos sobre as estratégias de enfrentamento, os estados emocionais e a pressão arterial de mulheres hipertensas. 2002 ;
    • Vancouver

      Cade NV, Chaves EC. O modelo cognitivo-comportamental em grupos e seus efeitos sobre as estratégias de enfrentamento, os estados emocionais e a pressão arterial de mulheres hipertensas. 2002 ;

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