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Histopatologia da submucosa do seio maxilar na rinossinusite crônica associada à polipose nasossinusal (2001)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CASTRO, SABRINA MARIA DE - FMRP
  • Unidades: FMRP
  • Sigla do Departamento: ROO
  • Subjects: SINUSITE; OTORRINOLARINGOPATIAS
  • Language: Português
  • Abstract: A rinossinusite crônica é definida de modo simplificado como uma inflamação crônica da mucosa rinossinusal. É muito freqüente sua associação com polipose nasossinusal. O tratamento de pacientes portadores dessas duas patologias associadas torna-se muitas vezes frustrante, devido ao alto índice de recidiva do quadro. Intervenções mais eficazes podem ser planejadas se existir um melhor entendimento da patogênese da doença. Na tentativa de entender o porquê dessas falhas terapêuticas, decidimos estudar as alterações inflamatórias ultraestruturais encontradas na submucosa do seio maxilar de 13 (treze) pacientes portadores de rinossinusite crônica e polipose nasossinusal, submetidos a tratamento cirúrgico. Biópsias da parede súpero-lateral do seio maxilar desses pacientes foram colhidas durante o ato operatório e, após preparação, observadas através de microscopia eletrônica de transmissão. Na análise dos dados obtidos, observou-se cinco padrões de resposta inflamatória nas submucosas estudadas. Um paciente apresentava processo inflamatório agudo, com infiltrado celular predominantemente neutrofílico; outro, processo inflamatório indeterminado, visto que o quadro mostrou-se diversificado, com áreas normais ao lado de outras em diversas etapas do processo inflamatório e fibrose do interstício. Dois pacientes, processo inflamatório do tipo crônico, com abundância de elementos celulares tendendo a um predomínio mononuclear, além de fibrose e certa organização do quadro.Quatro casos mostraram desorganização do processo inflamatório, com intenso infiltrado celular na submucosa, onde foi observada toda a população celular, tanto do processo inflamatório quanto do processo alérgico associados, sem predomínio estabelecido de nenhum tipo celular. Cinco casos apresentavam-se como um processo inflamatório que não pôde ser classificado como agudo nem crônico, pois o intenso infiltrado celular ) mostrava grande diversidade. Notava-se desorganização do interstício com tendência ao desenvolvimento de fibrose e havia discrepância entre o interstício e a celularidade quanto à fase (aguda ou crônica) da inflamação. Concluindo, a análise dos resultados mostrou que a submucosa do seio maxilar de pacientes com rinossinusite crônica e polipose nasossinusal esteve infiltrada por células inflamatórias, sem predomínio específico de qualquer elemento celular. Elementos glandulares não foram observados nos casos estudados e a fibrose foi notada em quase metade deles, com intensidade variada e localização preferencial logo abaixo do epitélio. A maioria dos pacientes mostrou marcante desorganização do processo inflamatório, sem indícios de resolução do quadro. A regulação da organização dos eventos do processo inflamatório é essencial para a resolução do mesmo, seja através de reparação do tecido normal, seja através de um processo de cicatrização. A partir de nosso estudo deverão surgir outros, avaliando as respostas clínica ehistopatológica da mucosa dos pacientes portadores dessas patologias após o tratamento, para melhor entendimento do processo fisiopatológico da doença e possível intervenção satisfatóría para os casos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.11.2001

  • How to cite
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    • ABNT

      SARRETA, Sabrina Maria de Castro; LIMA, Wilma T. Anselmo. Histopatologia da submucosa do seio maxilar na rinossinusite crônica associada à polipose nasossinusal. 2001.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2001.
    • APA

      Sarreta, S. M. de C., & Lima, W. T. A. (2001). Histopatologia da submucosa do seio maxilar na rinossinusite crônica associada à polipose nasossinusal. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Sarreta SM de C, Lima WTA. Histopatologia da submucosa do seio maxilar na rinossinusite crônica associada à polipose nasossinusal. 2001 ;
    • Vancouver

      Sarreta SM de C, Lima WTA. Histopatologia da submucosa do seio maxilar na rinossinusite crônica associada à polipose nasossinusal. 2001 ;

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