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A crise sacrificial do direito: uma leitura do direito a partir do desejo mimético (2001)

  • Authors:
  • Autor USP: DELLOVA, JOSÉ PIETRO BUONO NARDELLI - FD
  • Unidade: FD
  • Sigla do Departamento: DFD
  • Subjects: FILOSOFIA DO DIREITO; VIOLÊNCIA; SACRIFÍCIO
  • Language: Português
  • Abstract: amor, entendido como ahimsa, conforme o pensamento ganghiano, isto é, ausência de qualquer conduta e de qualquer pensamento violento. O amor, portanto, e não o ódio e a discórdia, deve estruturar as relações de homem para homem, de instituição para instituição e de instituição para homem. A nova experiência, que logrou êxito, ocorreu com a primeira comuniade dos seguidores de Joshuá, conhecida como Igreja Primitiva e, também, de certa forma, ) com a Índia dos tempos de Gandhi. Se, num primeiro estágio da humanidade, a violência foi a alma das relações sacrificiais, gerando uma comunicação retilínea, agora, ao contrário, reinando o amor, deve, por conseguinte, ser a alma das relações dialógicas, conforme Martin Buber. Não é simples, é necessário firmeza de propósitos. No dizer de Joshuá: sim, sim; não, não. No dizer de Gandhi: satyagraha. No dizer de Buber: palavra-princípio eu-tu. As relações dialógicas estarão manifestadas na idéia aperfeiçoada de pólis e de justiça. Esta, como desenvolvimento pleno da themis e da dikè; aquela, como lugar de encontro entre os homens. Eis a comunidade de direitoA violência é uma constante na vida da humanidade desde os primórdios míticos até os dias de hoje. Um aspecto importantíssimo é o de que a violência nasce sempre da tensão de um homem contra o outro homem, e daí atinge o mundo natural. O ponto primeiro da violência, conforme a antropologia girardiana e a mitologia greco-judaica, é o da tensão causada, entre pessoas, pelo desejo mimético: querer o que o outro tem e querer ser o que o outro é. O desejo mimético é a origem de todos os vícios, principalmente, a inveja e o ódio, que constituem a violência. Para garantir-se da violência, ou, pelo menos, controlá-la, o homem a sacralizou, converteu-a em sacrifício, verdadeiro instituto que inaugura um modo de ver o mundo. Porém, os sacrifícios não deram conta da violência e, por sua vez, as instituições sacrificiais, perderam o seu controle, haja vista que, a violência, como um verdadeiro organismo dos sacrifícios, exige sempre e repetidamente, suas vítimas: eis a crise sacrificial do direito. Diante da natureza e da crise da leitura sacrificial do mundo, é mister encontrar-se um novo modo de organização social, não sacrificial. Um novo modo que oriente o homem para a sua verdadeira vocação: a humanização do mundo. Se, na primeira leitura, o homem deve constantemente ser morto, ainda que, simbolicamente, na nova leitura, ao contrário, ele deve ser vivificado. A mudança de sentido, portanto, passa a ser fruto de uma mudança de leitura do mundo, operada pelo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.11.2001

  • How to cite
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    • ABNT

      DELLOVA, José Pietro Buono Nardelli; SANTOS, Maria Celeste Cordeiro Leite dos. A crise sacrificial do direito: uma leitura do direito a partir do desejo mimético. 2001.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
    • APA

      Dellova, J. P. B. N., & Santos, M. C. C. L. dos. (2001). A crise sacrificial do direito: uma leitura do direito a partir do desejo mimético. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Dellova JPBN, Santos MCCL dos. A crise sacrificial do direito: uma leitura do direito a partir do desejo mimético. 2001 ;
    • Vancouver

      Dellova JPBN, Santos MCCL dos. A crise sacrificial do direito: uma leitura do direito a partir do desejo mimético. 2001 ;

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