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Pequenos mamíferos e a fragmentação da Mata Atlântica de Una, sul da Bahia: processos e conservação (2001)

  • Authors:
  • Autor USP: PARDINI, RENATA - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIZ
  • Assunto: MAMÍFEROS
  • Language: Português
  • Abstract: O desmatamento das florestas tropicais, os ecossistemas terrestres mais diversificados do mundo, prossegue a taxas alamantes. A Mata Atlântica brasileira é um bom exemplo, tanto da riqueza e grau de endemismo dessas florestas, como da situação crítica de redução e alteração em que se encontram. Estudos recentes sobre os efeitos da fragmentação de florestas tropicais indicam que paisagens fragmentadas são sistemas complexos e heterogêneos influenciados por outros fatores, além do tamanho e grau de isolamento dos remanescentes. De particular importância são a qualidade da matriz e as mudanças de habitat induzidas pela criação de bordas. Com o objetivo de investigar os efeitos da fragmentação da floresta levando em conta esses fatores, a estrutura da comunidade de pequenos mamíferos foi levantada em 36 sítios da paisagem de Una, no Sul da Bahia, uma região que concentra alguns dos últimos e maiores remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste do país. Os sítios representam réplicas de seis ambientes do mosaico regional (interiores e bordas de remanescentes grandes e pequenos, e os dois tipos de habitat florestal mais significativos da matriz-plantações de cacau sombreadas por árvores nativas e florestas secundárias em estágio inicial de regeneração) e foram distribuídos em três blocos de paisagem (Projeto RestaUna- http://restauna.org.br/). No total, foi realizado um esforço de captura de 46.656 armadilhas-noite, resultando na captura de 1.725 indivíduos de 20 espécies,entre roedores e marsupiais. Os dados foram analisados através de três abordagens. A primeira refere-se à análise da variação da estrutura da comunidade de pequenos mamíferos entre os ambientes da região, investigando a importância da fauna encontrada, dos diferentes ambientes para a fauna e a existência de associação de espécies quanto à distribuição no mosaico. A segunda enfoca os processos que causariam os padrões de variação da comunidade ) detectados nos remanescentes da região. Considerando agora os sítios de estudo e usando as variáveis explicativas mensuradas em todos eles, quantifica a importância relativa de três processos na determinação da comunidade de pequenos mamíferos desses remanescentes. A terceira enfoca os atributos ecológicos que estariam por trás da associação de espécies no mosaico de Una. Através de análises de correlação entre atributos ecológicos e a vulnerabilidade, procura evidenciar as causas da resposta dispar das espécies da comunidade à fragmentação da região. Os resultados revelam: 1) a alta riqueza de espécies de pequenos mamíferos em Una e o aumento de riqueza e de 'beta' diversidade causados pela fragmentação, fotos que sugerem que Una seja uma paisagem de configuração complexa, permitindo a coexistência de espécies florestais e não-florestais; 2) a grande importância relativa do efeito de borda sobre a estrutura vertical ho hábitat florestal para a comunidade de pequenos mamíferos dos remanescentes deUna, processo responsável por uma variação da comunidade do que o grau de insularização dos remanescentes ou a abundância de potenciais predadores e competidores de médio porte; 3) a longa distância de penetração do efeito de borda sobra a estrutura vertical da floresta e sobre a estrutura da comunidade de pequenos mamíferos nos remanescentes da região; 4) a existência de três associações de espécies florestais terrestres e duas espécies não-florestais terrestres e a vulnerabilidade distinta destes grupos à fragmentação da floresta; 5) a importância do estrato de locomoção das espécies, da capacidade de ocupar a matriz e da abundância natural como atributos-chave para a vunerabilidade das espécies frente à fragmentação; 6) a inter-relação destes atributos ecológicos que estariam associados à redistribuição desigual dos recursos e da competição entre os diferentes estratos dos habitats florestais, ) causada pela fragmentação. A comparação deste com outros estudos sugere a preponderância das alterações de habitat nos efeitos da fragmentação sobre as comunidades biológicas de florestas tropicais, mesmo em paisagens mais fragmentadas do que a Amazônia; que o efeito de borda pode ser responsável por muitas alterações da comunidade de pequenos mamíferos em pequenos fragmentos da Mata Atlântica, podendo levar à extinção de espécies florestais terrestres, geralmente abundantes em áreas intactas de floresta; a importância da proporção de áreas abertas deuma paisagem na propagação de certos distúrbios como o efeito de borda sobre a estrutura física da floresta e a invasão de espécie; e a provável eficiência do grupo dos pequenos mamíferos para diagnósticos e monitoramentos ambientais, dada a relação da estrutura desta comunidade com as mudanças na estrutura do habitat em escala local e com a proporção de áreas abertas em escala regional
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.12.2001

  • How to cite
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    • ABNT

      PARDINI, Renata; TRAJANO, Eleonora. Pequenos mamíferos e a fragmentação da Mata Atlântica de Una, sul da Bahia: processos e conservação. 2001.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
    • APA

      Pardini, R., & Trajano, E. (2001). Pequenos mamíferos e a fragmentação da Mata Atlântica de Una, sul da Bahia: processos e conservação. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Pardini R, Trajano E. Pequenos mamíferos e a fragmentação da Mata Atlântica de Una, sul da Bahia: processos e conservação. 2001 ;
    • Vancouver

      Pardini R, Trajano E. Pequenos mamíferos e a fragmentação da Mata Atlântica de Una, sul da Bahia: processos e conservação. 2001 ;


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