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Avaliação quantitativa da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo pela técnica de Color Kinesis, utilizando maps polares ("bulls eye")e uma rede neural artificial (2001)

  • Authors:
  • Autor USP: MURTA JUNIOR, LUIZ OTAVIO - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 591
  • Subjects: VENTRÍCULO CARDÍACO (AVALIAÇÃO;DEFICIÊNCIA;SISTEMAS COMPUTACIONAIS); REDES NEURAIS
  • Language: Português
  • Abstract: A "color kinesis" (CK) é uma técnica que representa o tempo e a magnitude da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo (MSVE) em tempo real e mostra um grande potencial para avaliação quantitativa da fiinção sistólica ventricular esquerda. Esta investigação foi desenvolvida com os seguintes objetivos: 1) desenvolver uma ferramenta computacional de processamento de imagens para quantificar a mobilidade ventricular mediante um mapa polar ( "bullseye"); 2) avaliar a capacidade dessa ferramenta de identificar alterações da mobilidade em pacientes com disfunção ventricular esquerda, e; 3) desenvolver e validar uma rede neuronal artificial que, com base nos dados quantitativos de mobilidade segmentar obtidos a partir das imagens de "color kinesis", pudesse automaticamente identificar e semi-quantificar a disfunção segmentar do ventrículo esquerdo. Imagens de CK foram obtidas em 21 indivíduos normais e 20 pacientes com anormalidades na MSVE no eco 2D, com idade, respectivamente, entre 23 e 61 anos, e 35-70 anos (média: 30 e 48), em equipamento Sonos 5500, em projeção apical (AP) (longitudinal, 2 e 4 câmaras) e paraesternal (PS) de eixo menor (níveis: mitral, papilar e apical). Em cada plano, 2 ciclos sistólicos foram gravados em disco ótico. Um "software" desenvolvido para analisar cada um dos grupos de imagens ( AP e PS) permitiu: 1) segmentação semi-automática do VE nas diferentes projeções em 16 segmentos (SEGM) para cada grupo de imagens; 2) quantificação da fração deencurtamento regional da área (FERA) em cada SEGM; 3) representação em "bulls eye", em cores ou numérica, da FERA nos 16 SEGM, nos 2 grupos de imagens. Dois examinadores experientes (EXP) analisaram a MSVE no eco 2D usando o escore: 1-normal; 2- hipocinesia leve (hipo); 3- hipo moderada; 4-hipo grave; 5-acinesia and 6-discinesia. Com base nessa análise, em 10 normais e 10 pacientes, foi treinada uma RNA perceptron multicamadas, ) utilizando um algoritmo de retropropagação, para obter gradação automática da MSVE. A seguir, a RNA foi testada nos demais indivíduos. Os 96 valores médios, com os respectivos desvios-padrão, das frações de encurtamento são mostradas abaixo. O grau de concordância entre a avaliação automática da mobilidade, com base na medida da fração de encurtamento da área, e a caracterização da mobilidade segmentar definida pelos especialistas foi de 63,8% para o conjunto de segmentos estudados nos cortes de eixo maior e 70,8% para os segmentos documentados nos cortes de eixo menor do coração. Excelente concordância foi verificada entre EXP e RNA com base na análise da curva ROC, com área sob a curva de 0,975. Uma excelente correlação também foi obtida para o índice de MSVE entre as análise dos EXP e da RNA ('R POT.2'=0.99 ). Conclusões:1)A MSVE nos cortes de eixo menor é mais homogênea nos diversos SEGM do VE, com valores de FERA superiores aos do plano AP;2)Nas imagens AP, os SEGM da ponta do VE tem mobilidade nitidamente menor que osda base e da porção média, o que, em parte, está relacionado ao maior tamanho relativo desta região, na segmentação do VE realizada pelo "software";3)A utilização de 2 planos de análise deve minimizar esta limitação de avaliação da região AP;4) Ométodo de "bulls eye" para documentar a MSVE é factível em uma elevada proporção de indivíduos e pode proporcionar uma avaliação quantitativa da MSVE mais objetiva e menos dependente do operador;5)A capacidade de identificação automática da disfunção segmentar da mobilidade, pelo método automático, mostrou-se limitada em decorrência da ampla dispersão de valores observada no grupo normal.6)A gradação semi-quantitativa automatizada da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo a partir de imagens de "color kinesis" pela rede neural artificial ) mostrou elevado nível de precisão. Esta metodologia pode representar um recurso auxiliar importante para aprimorar a acuracidade diagnóstica e reduzir a variabilidade inter-observador na análise da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.04.2001

  • How to cite
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    • ABNT

      MURTA JÚNIOR, Luiz Otávio; MACIEL, Benedito Carlos. Avaliação quantitativa da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo pela técnica de Color Kinesis, utilizando maps polares ("bulls eye")e uma rede neural artificial. 2001.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2001.
    • APA

      Murta Júnior, L. O., & Maciel, B. C. (2001). Avaliação quantitativa da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo pela técnica de Color Kinesis, utilizando maps polares ("bulls eye")e uma rede neural artificial. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Murta Júnior LO, Maciel BC. Avaliação quantitativa da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo pela técnica de Color Kinesis, utilizando maps polares ("bulls eye")e uma rede neural artificial. 2001 ;
    • Vancouver

      Murta Júnior LO, Maciel BC. Avaliação quantitativa da mobilidade segmentar do ventrículo esquerdo pela técnica de Color Kinesis, utilizando maps polares ("bulls eye")e uma rede neural artificial. 2001 ;


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