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A crônica em Machado de Assis: estratégias e máscaras de um fingidor (2001)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CRUZ JUNIOR, DILSON FERREIRA DA - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLL
  • Subjects: LITERATURA BRASILEIRA (HISTÓRIA E CRÍTICA); CRÔNICA LITERÁRIA; ANÁLISE DO DISCURSO
  • Language: Português
  • Abstract: A atividade de Machado de Assis como cronista estendeu-se por praticamente toda a sua carreira, tendo suas crônicas recebido sucessivas edições desde sua publicação. Todavia, a crítica, no mais das vezes, tem entendido esses textos como sendo ora um documento histórico ora um laboratório no qual Machado se preparou para uma literatura "mais séria". Este trabalho pretende constituir um olhar diferente para a pena hebdomadária do escritor, como ele mesmo chama sua crônica: não mais como uma experiência ou registro historiográfico, mas como texto literário que tem o seu valor enquanto tal. Este trabalho analisa as crônicas publicadas na coluna A Semana, entre abril de 1892 e dezembro de 1893, data em que Machado já havia produzido boa parte de sua obra mais expressiva. A escolha desse período deve-se ao fato de tais crônicas terem sido objeto da edição crítica de John Gledson que, além de fornecer um texto confiável, permitiu um melhor conhecimento da obra. As crônicas recebem aqui um duplo enfoque: o da crítica literária e o da análise do discurso. No primeiro enfoque, foram lembradas as visões que Candido e Schwarz, entre outros, têm da obra de Machado. No segundo, procurou-se averiguar em que medida as teorias de Bakhtin, sobre a presença do outro no discurso, e de Ducrot, sobre a multiplicidade de eus presentes no enunciado, contribuem para o entendimento do texto como sendo um objeto heterogêneo, que encerra a presença de diversas vozes que expressam seuspontos de vista sobre o mundo. O instrumental teórico adotado terminou por revelar que a crônica de Machado articula-se em dois eixos: é um discurso sobre o ato de narrar e é o espaço de encontro de inúmeras vozes, portadoras de discursos que se definem na medida em que se confrontam. Sua dupla articulação permite-lhe, ainda, não só retratar sua realidade, mas reproduzi-la na materialidade do texto
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.05.2001
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    How to cite
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    • ABNT

      CRUZ JUNIOR, Dilson Ferreira da; BLIKSTEIN, Izidoro. A crônica em Machado de Assis: estratégias e máscaras de um fingidor. 2001.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062004-141158/ >.
    • APA

      Cruz Junior, D. F. da, & Blikstein, I. (2001). A crônica em Machado de Assis: estratégias e máscaras de um fingidor. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062004-141158/
    • NLM

      Cruz Junior DF da, Blikstein I. A crônica em Machado de Assis: estratégias e máscaras de um fingidor [Internet]. 2001 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062004-141158/
    • Vancouver

      Cruz Junior DF da, Blikstein I. A crônica em Machado de Assis: estratégias e máscaras de um fingidor [Internet]. 2001 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062004-141158/

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