Recursos minerais não metálicos do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil (1998)
- Authors:
- USP affiliated authors: COIMBRA, ARMANDO MARCIO - IGC ; RICCOMINI, CLAUDIO - IGC
- Unidade: IGC
- DOI: 10.5935/0100-929x.19980004
- Assunto: RECURSOS MINERAIS
- Language: Português
- Abstract: A Planície do Pantanal, a maior área inundável da América do Sul, é limitada por três planaltos onde estão concentrados os recursos minerais não-metálicos do Estado de Mato Grosso do Sul. O Planalto da Bodoquena é sustentado por rochas carbonáticas proterozóicas do Grupo Corumbá, enquanto os outros dois, os planaltos de Maracaju - Campo Grande e Taquari Itiquira, são desenvolvidos sobre rochas sedimentares e vulcânicas da Bacia do Paraná. No Planalto da Bodoquena as rochas carbonáticas têm emprego na fabricação de cimento e como corretivo de solo, e para esta finalidade, são também lavrados calcários pulverulentos (tufa) em Bonito. A argila é outro importante recurso, mas é utilizada apenas na indústria cerâmica, atualmente concentrada em dois pólos, nas regiões de Rio Verde de Mato Grosso - Coxim e Bela Vista - Jardim. As rochas ornamentais estão restritas aos mármores de Bonito e aos granitos de Porto Murtinho. Existem algumas restrições com respeito aos materiais de construção, como areia e brita, devido à baixa qualidade dos produtos. No caso da areia, a lavra vem causando problemas ambientais, especialmente nos rios vizinhos aos principais núcleos urbanos. Problemas ambientais similares decorrem também da atividade dos garimpos de diamante nas regiões de Aquidauana e Coxim. Rochas fosfáticas ocorrem no Grupo Corumbá na parte leste do Planalto da Bodoquena. A Formação Botucatu, a oeste de Campo Grande, apresenta bom potencial para areia de uso industrial; entretanto, são necessários estudos geológicos específicos para a melhor avaliação econômica destes depósitos. O aproveitamento dos minerais industriais do Estado de Mato Grosso do Sul é ainda incipiente. Entretanto, as novas perspectivas econômicas e a melhoria do transporte para o Estado de São Paulo, principalmente através da Hidrovia Tietê-Paraná, deverão criar condiçõesfavoráveis ao incremento desta atividade. Por outro lado, a curto prazo deverão ser tomadas medidas para o adequado planejamento da atividade de mineração visando à redução dos impactos ambientais.
- Source:
- Título: Revista do Instituto Geológico
- ISSN: 0100-929X
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 19, 1-2, p. 31-41, 1998
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
BOGGIANI, Paulo César et al. Recursos minerais não metálicos do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Revista do Instituto Geológico, v. 19, p. 31-41, 1998Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.5935/0100-929x.19980004. Acesso em: 02 abr. 2026. -
APA
Boggiani, P. C., Coimbra, A. M., Riccomini, C., & Gesicki, A. L. D. (1998). Recursos minerais não metálicos do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Revista do Instituto Geológico, 19, 31-41. doi:10.5935/0100-929x.19980004 -
NLM
Boggiani PC, Coimbra AM, Riccomini C, Gesicki ALD. Recursos minerais não metálicos do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil [Internet]. Revista do Instituto Geológico. 1998 ; 19 31-41.[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://doi.org/10.5935/0100-929x.19980004 -
Vancouver
Boggiani PC, Coimbra AM, Riccomini C, Gesicki ALD. Recursos minerais não metálicos do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil [Internet]. Revista do Instituto Geológico. 1998 ; 19 31-41.[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://doi.org/10.5935/0100-929x.19980004 - Evolução dos conhecimentos sobre a geologia da Bacia de São Paulo na década de oitenta
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