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Taxonomia de Epitesicus Rafinesque, 1820 (Chiroptera, Vespertilionidae) do Brasil (2001)

  • Authors:
  • Autor USP: GONÇALVES, EDMARA - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Assunto: ZOOLOGIA (CLASSIFICAÇÃO)
  • Language: Português
  • Abstract: O gênero Eptesicus é cosmopolita e, na América do Sul, ocorre desde a Colôbia até a metade setentrional da Argentina. Os táxons sul-americanos foram revisados taxonomicamente por Davis (1966), que reconheceu a existência de cinco grupos de espécies com sete espécies, quatro das quais politípicas, num total de 14 táxons. Dessas espécies e subespécies, Davis reconheceu nove para o Brasil. Esse autor examinou somente 64 espécimes de 26 localidades para todo o território brasiileiro. Entretanto, mais da metade de sua amostra corresponde a somente uma das subespécies por ele reconhecidas, Eptesicus brasiliensis melanopterus, o que indica que os nove táxons que reconheceu para o Brasil são mal embasados em termos amostrais. Williams (1978) e Koopman (1993) alteraram o arranjo taxonomico de Davis (1966), com amostras ainda menores do que o último autor. Além do problema da amostragem, diversos dos táxons foram distinguidos pelos autores citados com base em características morfométricas, as quais frequentemente se sobrepõem entre várias espécies, o que dificulta sua identificação. As coleções brasileiras possuem material nunca antes examinado sistematicamente, e as amostras são substancialmente maiores que aquelas disponíveis para os revisores anteriores, no que se refere ao território brasileiro. Durante o processo de exame de coleções, contradizendo outros autores como (Thomas, 1920; Cabrera, 1958; Davis, 1966 e Williams, 1978),) verifiqueique Eptesícus apresenta coloração pouco distintiva, não sendo possível distinguir grupos com base nessa característica. Verifiquei que os taxóns do grupo da espécie são separados somente morfometricamente, realçando assim a necessidade de estudos a nível molecular para corroborar esses resultados. Os jovens se diferenciam dos adultos pelo tamanho e pelo grau de calcificação. Analisando estatisticamente 252 indivíduos adultos de 84 localidades (um número substancialmente maior que o que Davis analisou), verifiquei a existência de dois táxons específicos para todo o território brasileiro: E. brsiliensis e E. furinalis, esses táxons são simpátricos e tem distribuição em todo o Brasil, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá. Observei que apenas em E. furinalis ocorre dimorfismo sexual, onde as fêmeas são maiores que os machos, havendo sobreposição de medidas entre as menores fêmeas e os menores machos de brasiliensis com as maiores fêmeas e os maiores machos de furinalis
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.01.2001

  • How to cite
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    • ABNT

      GONÇALVES, Edmara; VIVO, Mário de. Taxonomia de Epitesicus Rafinesque, 1820 (Chiroptera, Vespertilionidae) do Brasil. 2001.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2001.
    • APA

      Gonçalves, E., & Vivo, M. de. (2001). Taxonomia de Epitesicus Rafinesque, 1820 (Chiroptera, Vespertilionidae) do Brasil. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Gonçalves E, Vivo M de. Taxonomia de Epitesicus Rafinesque, 1820 (Chiroptera, Vespertilionidae) do Brasil. 2001 ;
    • Vancouver

      Gonçalves E, Vivo M de. Taxonomia de Epitesicus Rafinesque, 1820 (Chiroptera, Vespertilionidae) do Brasil. 2001 ;

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