Exportar registro bibliográfico

Morfologia externa e análise cladística dos gêneros de proconiini com o mero posterior exposto (Hemiptera, Cicadellidae, Cicadellinae) (2000)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MEJDALANI, GABRIEL LUIS FIGUEIRA - IB
  • Unidades: IB
  • Sigla do Departamento: BIZ
  • Subjects: MORFOLOGIA (ANATOMIA)
  • Language: Português
  • Abstract: A tribo Proconiini está restrita ao Novo Mundo. Cinqüenta e seis gêneros e aproximadamente 350 espécies estão atualmente incluídos nesse grupo de cigarrinhas que se alimentam no xilema. Os Proconiini podem geralmente ser identificados pelas seguintes características: (1) lóbulos supra-antenais protuberantes, (2) pernas posteriores em repouso com os joelhos (articulação fêmur-tíbia) não atingindo os lobos laterais do pronoto (exceção: (Splonia Signore) e (3) pigóforo e placas subgenitais masculinos com numerosas microcerdas. As relações filogenéticas entre os gêneros de Proconiini são pouco conhecidas. Neste estudo, resultados preliminares sobre o monofiletismo dos Proconiini e de grupos de gêneros dentro da tribo são fornecidos. Uma análise cladística de um grupo aparentemente monofilético incluindo os seguintes 21 gêneros é apresentada: Abana Distant (ABA), Acrobelus Stal (ACO), Cleusiana Cavichioli & Sakakibara (CLE), Cyrtodisca Stal (CYR), Deselvana Young (DES), Dichrophleps Stal (DIC), Egidemia China (EGI), Homalodisca Stal (HOM), Hygonia China (HYO), Molomea China (MOL), Omagua Melichar (OMA), Oncometopia Stal (ONC), Phera Stal (PHE), Propetes Walker (PRO), Pseudophera Melichar (PSE), Quichira Young (QUI), Rhaphirrhinus Laporte (RHA), Tapajosa Melichar (TAP), Teletusa Distant (TEL) e Tretogonia Melichar (TRE). Esse grupo é definido por uma característica apomórfica (mero das pernas posteriores exposto quando as asas anteriores estão em posição derepouso). Espécies representando todos os gêneros mencionados acima (ao menos duas espécies no caso de gêneros não monotípicos) foram incluídas neste estudo. Espécies de outros quatro gêneros de Proconiini(Cicciana Metcalf (Cic), Diestostemma Amyot & Audinet-Serville (Die), Proconia Le Peletier & Audinet-Serville (Prc) e Splonia (Spl)) e de dois gêneros da tribo relacionada Cicadellini (Pstsyunsns Young (par) e Versigonalia Young (Ver))foram empregadas como ) grupos externos na matriz de dados para testar o monofiletismo do grupo interno. Um ancestral hipotético foi construído para o enraizamento das árvores. A construção desse ancestral baseou-se em comparações entre os Proconiini, Cicadellini e membros das tribos supostamente relacionadas Errhomenini, Evacanthini, Makilingiini e Mileewini. A matriz de dados incluiu 48 espécies (tanto táxons do grupo interno quanto dos grupos externos) e 94 morfocaracteres. Essa matriz foi analisada com o programa Hennig 86, aplicando-se a opção heurística 'mhennig AST'; 'bb AST'; para estimar as árvores mais parcimoniosas. A análise resultou em oito cladogramas igualmente parcimoniosos (quatro deles apresentando um nó espúrio), cada um com159 passos, IC=64 e IR'mais'83. Um desses cladogramas (sem o nó espúrio) é o seguinte (táxons entre aspas são possivelmente não monofiléticos): (nº 1) ((Par, ver) (Spl(Cic((Die, Prc) ((ABA (RHA("DES"(ACR, "DES")))))) (TAP(MOL(TRE(CYR((HYO,ONC)("HOM"((DIC, EGI) QUI (CLE (("HOM", PRO)) (PHE,"PSE")))))))))). Um procedimento de ponderação sucessiva (xsteps w;) selecionou dois outros cladogramas originais, um deles com o nó espúrio. O outro difere do cladograma nº 1 como segue: (nº2)(PHE, "PSE" ("HOM", PRO)). A árvore de consenso estrito (nelsen;), construída com base nos cladogramas originais, difere do nº 1 como segue: (nº 3) (PHE, "PSE" ("HOM", PRO)). As relações entre os táxons do grupo interno não se alteram quando o ancestral hipotético foi retirado da matriz e três dos grupos externos citados acima (Die, Par e Ver) foram empregados para enraizar os cladogramas. Os resultados preliminares deste estudo sugerem que a presença de lóbulos supra-antenais protuberantes é uma apomorfia no plano básico dos Proconiini. Portanto, a tribo é provavelmente monofilética. Ela aparentemente surgiu no Novo Mundo (talvez na Região Neotropical após a separação dos continentes africano ) e sul-americano). Reversões para lóbulos supra-antenais não protuberantes aparentemente ocorreram em uns poucos gêneros (e.g., Tretogonia e Cuerna Melichar). Splonia é possível o grupo-irmão dos demais gêneros de Proconiini, como sugerido por uma apomorfia compartilhada pelos últimos (pernas posteriores pequenas, de maneira que os seus joelhos não atingem os lobos laterais do pronoto). A redução da veia ambiente nas asas posteriores é uma apomorfia que possivelmente define um grande grupo de gêneros dentro de Proconiini. Na presente análise, esse grupo inclui Diestostemma, Proconia e osgêneros com o mero das pernas posteriores exposto. Uma reversão para a veia ambiente completa ocorreu no último grupo em Cyrtodisca. O gênero Deselvana é aparentemente um grupo parafilético na base de Acrobelus. Uma das duas espécies de Deselvana estudadas compartilha com Acrobelus uma característica derivada homoplástica (cabeça e pronoto em vista lateral formando um declivepara frente). O gênero Homalodisca é possívelmente um grupo polifilético. Duas das três espécies de Homalodisca estudadas compartilham com Propetes uma apomorfia (abdome com uma constrição basal). O status de Pseudophera não é claro. Esse gênero aparece como um grupo monofilético (quatro cladogramas), como um grupo parafilético na base de Phera (dois cladogramas) ou como um grupo polifilético (dois cladogramas). O monofiletismo duvidoso de Pseudophera é sustentado pela presença de uma projeção robusta, auriculiforme e arredondada no epímero do metatórax. A evolução independente do mimetismo batesiano em dois gêneros, Teletusa e Propetes, é discutida em um contexto filogenético. A única espécie conhecida do primeiro gênero mimetiza abelhas da tribo Megachilini (Megachilidae). As duas espécies conhecidas do segundo gênero mimetizam vespas da tribo Epiponini (Vespidae). Uma chave para os gêneros de Proconiini com o mero posterior exposta ) é fornecida. A distribuição geográfica conhecida de cada gênero é mencionada nessa chave. As razões para a retirada das autapomorfias dosconjuntos de dados cladísticos são examinadas. Propõe-se que essa manipulação dos dados, a qual surgiu principalmente por causa do efeito das autapomorfias sobre o IC, é infundada
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.11.2000

  • How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      MEJDALANI, Gabriel; VANIN, Sérgio Antonio. Morfologia externa e análise cladística dos gêneros de proconiini com o mero posterior exposto (Hemiptera, Cicadellidae, Cicadellinae). 2000.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
    • APA

      Mejdalani, G., & Vanin, S. A. (2000). Morfologia externa e análise cladística dos gêneros de proconiini com o mero posterior exposto (Hemiptera, Cicadellidae, Cicadellinae). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Mejdalani G, Vanin SA. Morfologia externa e análise cladística dos gêneros de proconiini com o mero posterior exposto (Hemiptera, Cicadellidae, Cicadellinae). 2000 ;
    • Vancouver

      Mejdalani G, Vanin SA. Morfologia externa e análise cladística dos gêneros de proconiini com o mero posterior exposto (Hemiptera, Cicadellidae, Cicadellinae). 2000 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

    Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2020