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Química mineral e petrografia do Maciço Granítico Rapakivi São Francisco, sul do estado de São Paulo (2000)

  • Authors:
  • Autor USP: DEHLER, HELOÍSA RODRIGUES DE SOUZA - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GGG
  • Subjects: QUÍMICA MINERAL; PETROGRAFIA
  • Language: Português
  • Abstract: O Maciço Granítico Rapakivi São Francisco intrude rochas metassedimentares do Grupo São Roque, possui forma aproximadamente elipsoidal, com eixo maior de direção M65E e "trend" subparalelo às zonas de cisalhamento que o limitam a norte (Moreiras) e sul (Pirapora). É composto por cinco faciologias: SF1 - biotita - homblenda - quartzo - monzonito fino; SF2 - biotita - granito porfiróide fino a médio (mosqueado); SF3 - biotita - granito porfiróide grosso (pyterlítico); SF4 - biotita - granitoporfirítico grosso (pyterlítico a viborgítico) e SF5 - diques de granito equigranular fino. Os estudos de química mineral permitiram caracterizar os seguintes minerais constituintes do MGRSF: minerais félsicos - feldspato alcalino de composição 'Or IND. 56-74', com aumento do núcleo para a borda de K, e diminuição de Al, Na e BA; plagioclásio da matriz e megacristais com núcleos de composição albítica e bordas de oligoclásio; manto dos ovóides rapakivi de composição oligoclásio; minerais máficos - biotita annítica e anfibólio edenítica; - minerais acessórios - fluorapatita, com teor de F anômalo, entre 4,9 e 6,1%, zircão, ilmenita e hematita. As análises químicas de biotita permitiram separar, com base nos teores de Al203 e MgO, dois grupos de biotitas: biotitas magmáticas (BM) que preservam a composição quimica primária e, provavelmente refletem as condições magmáticas, traduzindo assim a evolução da composição do líquido e biotitas secundárias (BA), que mostramevidências de alteração da composição química original, decorrente da ação de uma fase fluida que provocou reequilíbrio dos mesmos no período tardi a pós-magmático. As biotitas magmáticas exibem boas correlações lineares em vários diagramas tipo Harker: R2+ versus R3+, com 'Al POT. VI' e 'Fe POT. 2+' sendo os principais responsáveis por este tipo de substituição, Si versus 'Al POT. IV', clitonita, talco e Ti versus 'Al POT. VI'+Cr+'Fe POT.2+'+Mg+Mn. As biotitas ) secundárias são caracterizadas pelas seguintes substituições: 'R POT. 2+' versus 'R POT. 3+', Si versus SV; Ti versus 'Al POT. IV' e talco. Nos diagramas discriminantes das séries magmáticas, baseados na química das biotitas, as amostras do MGRSF caem, preferencialmente, no campo das associações subalcalinas ou alcalinas. Estudos geobarométricos efetuados a partir de análises químicas de anfibólios do MGRSF, permitiram definir pressões entre 0,8 e 1,8 kbar, os quais refletem as prováveis condições de pressão vigentes durante o período tardi a pós-magmático, ocasião em que a circulação de fluidos promoveu reações de reequilíbrio dos minerais, sobretudo das biotitas. O maciço granítico agui estudado é caracterizado como rapakivi neste trabalho, enquadrando-se perfeitamente na redefinição da Haapala & Rämö (1992): como granito tipo "A" (neste caso como subtipo aluminoso), que contém textura rapakivi. A textura rapakivi no MGRSF ocorre segundoa definição "strictu sensu" de Vorma (1976), quedeve abranger: a) forma ovoidal dos megacristais de ortoclásio; b) manteamento dos ovóides por plagioclásio de composição oligoclásio-andesina, com alguns deles podendo ser isentos; c) ocorrência de duas gerações de feldspato alcalino e quartzo. A textura rapakivi, para o maciço estudado, é interpretada como magmática pelas seguintes características texturais e químicas: (a) ausência de feldspatos alcalinos na matriz manteados poroligoclásio; (b) composições idênticas entre as bordas dos plagioclásios da matriz e os plagioclásios que compõem os mantos dos ovóides de feldspato alcalino; (c) presença de composição química primária em biotitas de amostras com textura viborgítica, indicando que os processos de alteração metassomáticos/hidrotermais foram mínimos ou ausentes nestas porções do maciço. A coexistência de texturas rapakivi com feições orto a mesocumulática, sugere que os processos de acumulaçãomecânica de ) feldspatos alcalinos em estágios magmáticos iniciais estejam relacionados com a formação de textura rapakivi
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.10.2000
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    • ABNT

      DEHLER, Heloísa Rodrigues de Souza; MACHADO, Rômulo. Química mineral e petrografia do Maciço Granítico Rapakivi São Francisco, sul do estado de São Paulo. 2000.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-29092015-095232/pt-br.php >.
    • APA

      Dehler, H. R. de S., & Machado, R. (2000). Química mineral e petrografia do Maciço Granítico Rapakivi São Francisco, sul do estado de São Paulo. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-29092015-095232/pt-br.php
    • NLM

      Dehler HR de S, Machado R. Química mineral e petrografia do Maciço Granítico Rapakivi São Francisco, sul do estado de São Paulo [Internet]. 2000 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-29092015-095232/pt-br.php
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      Dehler HR de S, Machado R. Química mineral e petrografia do Maciço Granítico Rapakivi São Francisco, sul do estado de São Paulo [Internet]. 2000 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-29092015-095232/pt-br.php


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