Fraturas cominutivas mandibulares causadas por projéteis de baixa velocidade: Análise de 27 casos tratados em São Paulo (2000)
- Authors:
- Autor USP: CARDOSO, RENATO - FO
- Unidade: FO
- Sigla do Departamento: ODC
- Subjects: CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL; FRATURAS MANDIBULARES; PROJETEIS
- Language: Português
- Abstract: Foi feita a análise de 27 prontuários de pacientes atendidos no Departamento de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A proposta deste estudo foi avaliar a prevalência de fraturas cominutivas mandibulares, provocadas por projéteis de baixa velocidade, em relação à idade e o gênero; o tipo de arma e o projétil que causou o ferimento; o local das fraturas, o tratamento instituído e suas complicações imediatas ou tardias. Neste estudo, dos 27 prontuários analisados, 26 pacientes eram do gênero masculino, o que corresponde a 96 por cento do total. Com relação à idade, a maioria dos pacientes apresentou-se na faixa etária de 20 a 29 anos (52 por cento). Encontraram-se 44 sítios de fraturas mandibulares, nos quais o ângulo mandibular foi atingido em 32 por cento; o corpo, em 20 por cento; o processo condilar, em 16 por cento; o ramo ascendente, em 9 por cento; sínfise, em 9 por cento; processo alveolar, em 9 por cento; e oprocesso coronóide, em 5 por cento. Os revólveres com projéteis de calibre 38 provocaram a maioria dos ferimentos (81 por cento). Foram analisados 20 prontuários (69 por cento) de pacientes que apresentaram 28 fraturas mandibulares tratadas não cirurgicamente. As modalidades de tratamento incluíram o tratamento expectante nas fraturas parciais que não envolveram o processo alveolar, redução fechada e bloqueio intermaxilar por 4 a 6 semanas nas fraturas com deslocamento e mobilidade,mecanoterapia com tração elástica e fisioterapia para movimentos mandibulares nas fraturas do processo condilar e do processo coronóide. Foi possível observar, como complicações nessa modalidade de tratamento, um caso de não-união em uma fratura de ângulo, 4 casos de infecção (relacionados a uma fratura de ângulo; uma de corpo, uma de sínfise e uma de corpo e ângulo associados); 3 casos de limitação de movimentos mandibulares e 1 de má oclusão, em pacientes que sofreram ) fraturas altas do processo condilar. Nove pacientes (33,3 por cento) com 14 sítios de fraturas foram tratados cirurgicamente, por intermédio de redução aberta e fixação interna rígida dos segmentos com placas reconstrutivas mandibulares para parafusos de 2,4mm bicorticais, seguindo-se os princípios recomendados pela AO/ASIF. Os segmentos intermediários foram fixados por meio de miniplacas para parafusos de 2,0mm, parafusos interfragmentários ou fio de aço, quando necessário. Dessas, 5 fraturas apresentaram-se no corpo mandibular; 4 no ângulo; 3 na sínfise; e 2 no processo alveolar. As complicações encontradas com essa modalidade de tratamento foram: uma exposição do material de síntese, associada a seqüestro ósseo, em uma fratura de sínfise associada à fratura do processo alveolar; uma limitação de abertura bucal associada à má oclusão em uma fratura de ângulo associada a processo condilar; uma paralisia do nervo facial em uma fratura do corpo associada à fratura de ângulo. Nãofoi observada a ocorrência de infecção pós operatória nesses pacientes
- Imprenta:
- Data da defesa: 13.06.2000
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ABNT
CARDOSO, Renato. Fraturas cominutivas mandibulares causadas por projéteis de baixa velocidade: Análise de 27 casos tratados em São Paulo. 2000. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. . Acesso em: 23 jan. 2026. -
APA
Cardoso, R. (2000). Fraturas cominutivas mandibulares causadas por projéteis de baixa velocidade: Análise de 27 casos tratados em São Paulo (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Cardoso R. Fraturas cominutivas mandibulares causadas por projéteis de baixa velocidade: Análise de 27 casos tratados em São Paulo. 2000 ;[citado 2026 jan. 23 ] -
Vancouver
Cardoso R. Fraturas cominutivas mandibulares causadas por projéteis de baixa velocidade: Análise de 27 casos tratados em São Paulo. 2000 ;[citado 2026 jan. 23 ]
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