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O republicanismo e a república (2000)

  • Authors:
  • Autor USP: FORNAZIERI, ALDO - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLP
  • Subjects: IDEOLOGIA POLÍTICA; REPÚBLICA
  • Language: Português
  • Abstract: Com a dissertação Brasil: A República sem Republicanismo procura-se discutir as idéias republicanas que precederam a Proclamação da República a partir da ética da teoria republicana clássica e liberal. Para que isto se tornasse possível, foi necessário proceder um resgate dos princípios gerais do republicanismo clássico e de sua evolução no sentido liberal, que se configurou com os Federalistas no processo de instauração da Independência e da Constituição Federal nos Estados Unidos. A dissertação está dividida em três partes. A primeira parte inicia por estabelecer o que se entendia por República nas cidades do Norte da Itália, na pré-Renascença e na Renanscença. Ver-se-á que se constituiu naquele período uma tradição teórica, o humanismo cívico, que tem na noção de virtude cívica o conceito operativo central. A personalidade política do cidadão se constitui e se afirma a partir de sua participação ativa na vida da República. O fecho da tradição teórica do republicanismo italiano ocorre com Maquiavel. O autor florentino enfocará a República a partir de uma perspectiva apocalíptica: verá a história como um processo cíclico de ascensão e queda e a República posta entre a polaridade virtude/corrupção. Num segundo momento, ainda na primeira parte, indica-se como o republicanismo foi anglicanizado. Harrignton, autor de A Comunidade de Oceana, será, no século XVII, o principal responsável pela introdução do republicanismo na Inglaterra a partir da tradição dohumanismo cívico do Norte da Itália. A posse da terra e o porte de armas eram, para Harrington, a base material da República. O mercantilismo, o início do processo de industrialização e o surgimento do mundo financeiro, no entanto, são fatores que produzem implicações sobre o republicanismo. Publicistas escoceses, no início do século XVIII, desenvolveram um esforço teórico de adaptação da teoria republicana ao mundo comercial. Esse esforço termina com Hume e, ) mais tarde, com Adam Smith, e implicara na substituição do paradigma da virtude pelo paradigma do interesse como conceito explicativo da vida social e política na República. Montesquieu, o último grande pensador europeu dessa tradição no século XVIII, expressará uma certa ambigüidade entre os dois paradigmas. A segunda parte será dedicada ao debate sobre a República nos Estados Unidos e terá nos Artigos Federalistas o eixo principal de abordagem. Ver-se-á que no processo de definição da Constituição há um embate entre os dois paradigmas: os antifederalistas, portadores dos ideais de virtude, de República pequena e de República agrária, serão o contraponto dos Federalitas, que assumiram o paradigma do interesse e propõem uma República grande e expansionista, organizada num sistema federativo e representativa, tendo no afastamento do povo no exercício do governo a principal diferença com o republicanismo clássico. Em que medida essa tradição teórica que vai do republicanismo clássico ao liberal estápresente nas concepções dos republicanos brasileiros nas três décadas de propaganda que precederam a Proclamação da República? É em torno desta pergunta que se articulará a terceira parte da dissertação. Para responde-la, será necessário expor o pensamento dos republicanos. Orientados pelo positivismo de Augusto Comte, os republicanos brasileiros estarão afastados dos termos clássicos e só residualmente incorporarão o republicanismo liberal
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 13.12.2000

  • How to cite
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    • ABNT

      FORNAZIERI, Aldo. O republicanismo e a república. 2000. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. . Acesso em: 10 fev. 2026.
    • APA

      Fornazieri, A. (2000). O republicanismo e a república (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Fornazieri A. O republicanismo e a república. 2000 ;[citado 2026 fev. 10 ]
    • Vancouver

      Fornazieri A. O republicanismo e a república. 2000 ;[citado 2026 fev. 10 ]

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