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Utilização de duas doses diferentes de clonidina como medicação pré-anestésica: efeitos na sedação, na resposta hemodinâmica e na liberação de catecolaminas pós-intubação traqueal (2000)

  • Authors:
  • Autor USP: SILVA, RICARDO LOPES DA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCO
  • Assunto: CIRURGIA
  • Language: Português
  • Abstract: As consequências das alterações hemodinâmicas decorrentes da laringoscopia e da intubação traqueal podem ser desastrosas para os pacientes, sobretudo para aqueles de maior risco, como os coronariopatas e os hipertensos. A clonidina, uma drogaalfa-2 agonista, tem sido utilizada com o objetivo de evitar ou amenizar essas alterações. Além dessa propriedade, reduz a concentração de catecolaminas circulantes e produz ansiólise. As alterações hemodinâmicas que ocorrem pós intubação traqueal estão relacionadas ao aumento da concentração plasmática de noradrenalina e a ansiedade do período pré operatório está relacionada ao aumento da concentração plasmática de adrenalina. A clonidina diminui a concentração dessas duas catecolaminas. A dose ideal de clonidina para produzir esses efeitos sem acarretar efeitos colaterais importantes, como bradicardia e hipotensão, ainda é motivo de discussão. Esse estudo teve o objetivo de avaliar a eficácia de duas doses diferentes (0,15 mg e 0,30 mg) de clonidina como medicação pré-anestésica. Casuística e métodos: Foram preparados 36 envelopes, cada um contendo duas cápsulas cujo conteúdo era 0,15 mg de clonidina ou amido. Cada paciente recebeu, 90 minutos antes da indução da anestesia, 10 mg de diazepam e o conteúdo de um dos envelopes previamente codificados. De acordo com o conteúdo ingerido, os pacientes foram divididos em três grupos de 12 pacientes cada um. Os pacientes do grupo A receberam duas cápsulas de amido,os do grupo B, uma cápsula de amido e uma de 0,15 mg de clonidina e os do grupo C, 2 cápsulas de 0,15 mg de clonidina. Antes da indução da anestesia, aferiu-se a pressão arterial e a freqüência cardíaca e avaliou-se o grau de sedação. A indução da anestesia foi padronizada para todos os pacientes. Os parâmetros hemodinâmicos foram avaliados em 6 momentos distintos, antes da indução da anestesia, logo após, antes da intubação traqueal e logo após a intubação. Colheu-se ) logo após a intubação, 8 ml de sangue para a quantificação da concentração plasmática de catecolaminas. Resultados: Os dados demográficos dos três grupos não apresentam diferença estatística bem como os parâmetros hemodinâmicos aferidos durante a visita pré-anestésica e imediatamente antes da indução da anestesia. Os pacientes do grupo C apresentaram grau de sedação maior que os do grupo B. Todos os pacientes do grupo A estavam acordados quando chegaram ao Centro Cirúrgico. O comportamento da pressão arterial sistólica foi semelhante entre os grupos B e C. Estes apresentaram comportamento diferente em relação ao grupo A apenas em dois momentos (M4 - durante a intubação traqueal e M6 - cinco minutos após a intubação traqueal). O comportamento da pressão arterial distólica nos seis momentos quase se superpõe ao apresentado pela pressão arterial sistólica. Quanto à frequência cardíaca, o comportamento foi semelhante entre os grupos B e C e houve diferença estatística, em todosos momentos, quando comparados ao grupo A. A concentração de adrenalina, em picogramas por mililitro, foi de 202,08 no grupo A, 199,75 no grupo B e 61,42 no grupo C. A de noradrenalina foi de 216,42 no grupo A, 146,42 no grupo B e 81,75 no grupo C. Houve diferença estatística entre os grupos quanto à concentração das duas catecolaminas, sendo, sempre, Grupo C menor que Grupo B menor que Grupo A. Conclusões: A clonidina administrada via oral, nas doses de 0,15 mg e 0,30 mg por paciente, foi eficiente em abolir as alterações hemodinâmicas provocadas pela laringoscopia e intubação traqueal. A dose de 0,30 mg por paciente foi mais eficiente para produzir sedação e reduzir a liberação de catecolaminas, principalmente a da noradrenalina. A dose de 0,30 mg não causou maiores efeitos colaterais aos pacientes em relação à dose de 0,15 mg e ao placebo. A dose de 0,15 mg foi suficiente para bloquear alterações henodinâmicas importantes ) durante laringoscopia e intubação traqueal
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.08.2000

  • How to cite
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    • ABNT

      SILVA, Ricardo Lopes; GARCIA, Luiz Vicente. Utilização de duas doses diferentes de clonidina como medicação pré-anestésica: efeitos na sedação, na resposta hemodinâmica e na liberação de catecolaminas pós-intubação traqueal. 2000.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2000.
    • APA

      Silva, R. L., & Garcia, L. V. (2000). Utilização de duas doses diferentes de clonidina como medicação pré-anestésica: efeitos na sedação, na resposta hemodinâmica e na liberação de catecolaminas pós-intubação traqueal. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva RL, Garcia LV. Utilização de duas doses diferentes de clonidina como medicação pré-anestésica: efeitos na sedação, na resposta hemodinâmica e na liberação de catecolaminas pós-intubação traqueal. 2000 ;
    • Vancouver

      Silva RL, Garcia LV. Utilização de duas doses diferentes de clonidina como medicação pré-anestésica: efeitos na sedação, na resposta hemodinâmica e na liberação de catecolaminas pós-intubação traqueal. 2000 ;


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