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Comportamento de brincadeira do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia Linnaeus, 1766) selvagem e reintroduzido: organização, efeitos de cativeiro e a hipótese de minimização dos custos (2000)

  • Authors:
  • USP affiliated author: OLIVEIRA, CLÁUDIA RODRIGUES DE - FFCLRP
  • School: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subject: PSICOBIOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: A brincadeira é um comportamento complexo, variando de acordo com as espécies e ambiente. Este comportamento é caracterizado por sequências de movimentos repetitivos, exagerados, incompletos e que parecem não possuir objetivos aparentes. Apesar dos potenciais benefícios nos desenvolvimentos social, cognitivo e motor, o comportamento de brincadeira apresenta custos, como gasto de energia, riscos de injúrias físicas e de predação. Como esses benefícios, são geralmente estabelecidos a longo prazo (i.e. quando os filhotes atingem a idade adulta), espera-se que os custos a curto prazo sejam minimizados. Esta pesquisa teve como objetivos descrever o padrão do comportamento de brincadeira do mico-leão-dourado (MLD), comparar micos selvagens e reintroduzidos e investigar a hipótese de minimização dos seus custos. Foram feitas observações dos comportamentos de brincadeira dos filhotes e vigilância dos adultos (460 h), pelos métodos de amostragem de comportamento e focais, respectivamente, em 4 grupos de MLD selvagens (7 filhotes e adultos reprodutores) e 5 grupos de MILD reintroduzidos (9 filhotes e adultos reprodutores), na Reserva Biológica de Poço das Antas e nas Fazendas Particulares de Reintrodução, no Estado do Rio de Janeiro. A análise dos dados mostrou que a brincadeira do MILD ocupa apenas 3,8% do período de suas atividades e é caracterizada por ser predominantemente "social mista", com utilização dos "galhos" como substrato de eleição e do "centro" do grupo como local depreferência. Os adultos reprodutores apresentaram vigilância em 80% do período de ocorrência das brincadeiras, sendo que na maior parte, a orientação dos animais vigilantes foi "negativa". Essa organização do comportamento de brincadeira sugere a minimização dos custos de predação, porém uma minimização parcial em relação ao gasto de energia e risco de injúrias físicas. Os benefícios sociais e cognitivos adquiridos com a experiência de ) parceiros mais velhos durante as brincadeiras devem sobrepujar os custos desse comportamento e, devido ao pouco tempo despendido nas brincadeiras, os custos energéticos devem ser insignificantes. MLD selvagens e reintroduzidos não apresentaram diferenças quanto à organização do comportamento de brincadeira relativamente aos seus custos, o que sugere a ausência ou impermanência dos efeitos de cativeiro nos MLD reintroduzidos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.09.2000

  • How to cite
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    • ABNT

      OLIVEIRA, Cláudia Rodrigues de; RUIZ-MIRANDA, Carlos Ramón. Comportamento de brincadeira do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia Linnaeus, 1766) selvagem e reintroduzido: organização, efeitos de cativeiro e a hipótese de minimização dos custos. 2000.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2000.
    • APA

      Oliveira, C. R. de, & Ruiz-Miranda, C. R. (2000). Comportamento de brincadeira do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia Linnaeus, 1766) selvagem e reintroduzido: organização, efeitos de cativeiro e a hipótese de minimização dos custos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Oliveira CR de, Ruiz-Miranda CR. Comportamento de brincadeira do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia Linnaeus, 1766) selvagem e reintroduzido: organização, efeitos de cativeiro e a hipótese de minimização dos custos. 2000 ;
    • Vancouver

      Oliveira CR de, Ruiz-Miranda CR. Comportamento de brincadeira do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia Linnaeus, 1766) selvagem e reintroduzido: organização, efeitos de cativeiro e a hipótese de minimização dos custos. 2000 ;


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