Transformação de uma cobertura laterítica por hidromorfia: estudo de uma toposseqüência da Amazônia brasileira (Humaitá-AM) (2000)
- Authors:
- Autor USP: ROSOLEN, VANIA SILVIA - IGC
- Unidade: IGC
- Sigla do Departamento: GGG
- Subjects: MANEJO DO SOLO; PAISAGEM
- Language: Português
- Abstract: A associação de solos do tipo Cambissolo-Glei pouco Húmico recobre uma extensa área da Amazônia brasileira (parte sudoeste da bacia, recoberta pelos sedimentos terciários da Formação Solimões). Nessa região, nas superfícies planas e rebaixadasdos platôs, desenvolvem-se depressões conectadas ou não aos eixos de drenagem regioanl. Dois tipos de cobertura vegetal associadas, floresta e campo de savana, evidenciam mudanças paleoclimáticas. Estudos anteriores associavam a presença dosCambissolos com as áreas florestadas e do Glei com as áreas recobertas por savana. Nesta tese, após o estudo do solo na escala da bacia elementar, determinou-se que a repartição dessas duas grandes unidades de solo estão intimamente relacionadascom a topografia e discordantes em relação à distribuição vegetal: o Cambissolo desenvolve-se no platô, enquanto o Glei desenvolve-se nas depressões, estando essas áreas no campo ou na floresta (elas ficam alagadas durante oito meses por ano). Oestudo detalhado de uma toposseqüência representativa desse sistema mostra que o solo do platô é argiloso, com horizonte B vermelho, porosidade média a fraca (conseqüentemente com permeabilidade média a fraca), passando na base, a 80cm deprofundidade, a uma plintita cuja ocorrência é generalizada na região. Na depressão, o solo é argilo-siltoso a silto-argiloso, branco, passando, a 50cm de profundidade, a uma plintita com dominância de material branco. A organização vertical elateral dos solos da toposseqüênciaevidenciou duas dinâmicas de evolução. A primeira, vertical, ocorre exclusivamente no platô e é litodependente. A segunda, lateral, desenvolve-se a partir da depressão e avança para o platô, transformando acobertura original. Esse último processo determina o desenvolvimento e a expansão de dois horizontes brancos que evoluem a partir da argila manchada e seguem duas vias distintas de evolução: uma, através do desenvolvimento de um horizonte ) deferruginizado e eluvial, e outra, através do desenvolvimento de um horizonte deferruginizado que ainda conserva as características da argila manchada. Ao término do trabalho, é proposto um modelo de gênese e evolução dessesistema, que fornece a base para predizer a paisagem futura dessa grande área da Amazônia
- Imprenta:
- Data da defesa: 11.09.2000
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ABNT
ROSOLEN, Vania. Transformação de uma cobertura laterítica por hidromorfia: estudo de uma toposseqüência da Amazônia brasileira (Humaitá-AM). 2000. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-19112015-093626/. Acesso em: 25 jan. 2026. -
APA
Rosolen, V. (2000). Transformação de uma cobertura laterítica por hidromorfia: estudo de uma toposseqüência da Amazônia brasileira (Humaitá-AM) (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-19112015-093626/ -
NLM
Rosolen V. Transformação de uma cobertura laterítica por hidromorfia: estudo de uma toposseqüência da Amazônia brasileira (Humaitá-AM) [Internet]. 2000 ;[citado 2026 jan. 25 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-19112015-093626/ -
Vancouver
Rosolen V. Transformação de uma cobertura laterítica por hidromorfia: estudo de uma toposseqüência da Amazônia brasileira (Humaitá-AM) [Internet]. 2000 ;[citado 2026 jan. 25 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-19112015-093626/
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