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Cidades saudáveis no Brasil e os processos participativos: os casos de Jundiaí e Maceió (2000)

  • Authors:
  • Autor USP: MENDES, ROSILDA - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HSP
  • DOI: 10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843
  • Subjects: SAÚDE PÚBLICA; QUALIDADE DE VIDA; PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA; PROMOÇÃO DA SAÚDE; EDUCAÇÃO EM SAÚDE
  • Language: Português
  • Abstract: O objetivo deste trabalho é analisar os processos participativos em cidades brasileiras que desenvolvem projetos de acordo com o ideário por Cidades Saudáveis. O movimento Cidades Saudáveis fomentado pela Organização Mundial de Saúde desde 1986, objetiva o estabelecimento de políticas públicas urbanas, voltadas à melhoria da qualidade de vida, com ênfase na intersetorialidade e na participação social. O presente estudo é qualitativo, realizado com base na coleta e análise de dados secundários, de entrevistas e de grupos focais, o que permitiu caracterizar, em primeiro lugar, a situação dos projetos Cidades Saudáveis no Brasil, seus processos de implantação e desenvolvimento, e, em segundo lugar, verificar os avanços e retrocessos na relação sociopolítica estabelecida entre o poder público e os grupos sociais envolvidos nesses projetos. Pode-se observar que os projetos Cidades Saudáveis vêm se desenvolvendo no Brasil de diferentes maneiras, e seus avanços são bastante restritos. As propostas são frágeis e estão relacionadas a dificuldades de implementar novas formas de gestão, participativas, não setorizadas, capazes de alterar as estruturas políticas, sociais e econômicas. Esta fragilidade faz com que os projetos não se sustentem nas mudanças administrativas. Os estudos de caso, nas cidades de Jundiaí, Estado de São Paulo, e Maceió, capital do Estado de Alagoas, mostraram que as condições gerais políticas das cidades não favorecem a participação efetiva dos cidadãos nas questões que envolvem as condições de vida. O aspecto contraditório das relações Estado/sociedade civil fica evidenciado.A participação existe, é reconhecida pelo Estado que abre um espaço institucional para que ela ocorra, no entanto, os grupos sociais não têm conseguido penetrar nos espaços de poder, o que aponta uma série de limites relacionados desde à cultura institucional marcada por estruturas tradicionais e autoritárias que dificultam a participação, até os conflitos próprios do processo de organização da sociedade civil.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.08.2000
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      MENDES, Rosilda; WESTPHAL, Márcia Faria. Cidades saudáveis no Brasil e os processos participativos: os casos de Jundiaí e Maceió. 2000.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. Disponível em: < https://doi.org/10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843 > DOI: 10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843.
    • APA

      Mendes, R., & Westphal, M. F. (2000). Cidades saudáveis no Brasil e os processos participativos: os casos de Jundiaí e Maceió. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843
    • NLM

      Mendes R, Westphal MF. Cidades saudáveis no Brasil e os processos participativos: os casos de Jundiaí e Maceió [Internet]. 2000 ;Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843
    • Vancouver

      Mendes R, Westphal MF. Cidades saudáveis no Brasil e os processos participativos: os casos de Jundiaí e Maceió [Internet]. 2000 ;Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2000.tde-06112004-211843

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