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Química de latossolos ácricos (2000)

  • Autor:
  • Autor USP: ALLEONI, LUIS REYNALDO FERRACCIU - ESALQ
  • Unidade: ESALQ
  • Sigla do Departamento: LSN
  • Subjects: QUÍMICA DO SOLO; PESTICIDAS; ADSORÇÃO; CARGA ELÉTRICA
  • Language: Português
  • Abstract: representou melhor a variação da densidade superficial de carga com o potencial elétrico das amostras estudadas. As quantidades argila dispersa em água diminuíram bastante em profundidade, com valores variando de 0 a 20 g kg-1 no horizonte B. Nestas camadas, a densidade de carga elétrica, o potencial elétrico superficial e o DpH estiveram próximos da neutralidade, o que favoreceu a floculação dos colóides. Os baixos valores de água disponível refletiram a forte microagregação destes solos, cujo movimento e retenção de água são similares aos de solos arenosos. Os valores de superfície específica (SE) dos Latossolos foram baixos (com variação de 42 a 104 m2 g-1), resultado da predominância de minerais cauliníticos e oxídicos na fração argila. Foi observado efeito positivo da MO e dos óxidos de ferro nos valores de SE ao longo dos perfis. A TE adsorveu maiores quantidades de cobre e cádmio em relação aos ) Latossolos, provavelmente por apresentar cargas negativas em todo o perfil. Nos valores de pH entre 6 e 7, não houve diferenças na adsorção de Cu e Cd entre os solos, sendo que nessa faixa de pH ocorreu quase 100 % de adsorção do metal inicialmente adicionado. Os horizontes superficiais adsorveram maiores quantidades dos metais em relação aos horizontes subsuperficiais, o que reforça o efeito da MO. A adsorção foi alta no horizonte B dos Latossolos ácricos, apesar do balanço positivo de cargas, o que indica um mecanismo de adsorção específica. Com a elevação do pH, houveexpressivo aumento na adsorção de cobre e cádmio em todos as amostras, tanto nas camadas superficiais, como nas subsuperficiais. Na adsorção de cobre, a CTC, influenciada pelos teores de MO e de argila, assim como os óxidos de Fe e de Al, foram os principais atributos que se correlacionaram com a adsorção máxima e com a constante de Freundlich. CTC e pH mostraram-se fatores preponderantes no controle da adsorção de cádmio nos solos, e MO, CTC e teores de argila e SE correlacionaram-se positivamente com os parâmetros das isotermas. O imazaquin apresentou baixa sorção aos solos. Tanto em superfície, quanto em profundidade, a sorção diminuiu com a elevação do pH. Até pH 6, a sorção foi maior no horizonte subsuperficial dos Latossolos ácricos, devido à carga líquida positiva e à adsorção específica, resultado do baixo teor de MO e dos elevados conteúdos de óxidos de Fe e Al. Entretanto, na TE, a sorção foi maior em superfície que em subsuperfície, como resultado das interações hidrofóbicas. Quando a carga elétrica líquida do solo foi positiva e/ou a quantidade de MO foi muito baixa, não foi possível predizer a sorção de imazaquin com base apenas na especiação da molécula e na sua partição à fração orgânica do soloOs solos ácricos representam o extremo da escala de intemperismo e tem, por definição, capacidade de troca de cátions efetiva menor que 15 mmolc kg-1 de argila. Estes solos assentam-se sobre extensas áreas no Norte do Estado de São Paulo e suportam muitas culturas de interesse econômico. Este texto apresenta atributos químicos, físicos e mineralógicos de três Latossolos ácricos (dois Latossolos Roxos de diferentes graus de fertilidade (LR1 e LR2) e um Latossolo variação Una de textura média - LU) e a adsorção de cobre, cádmio e de um herbicida de caráter anfótero (imazaquin) no LR1 e no LU, a diferentes profundidades e valores de pH. Os resultados foram comparados com os da Terra Roxa Estruturada (TE), cujo comportamento eletroquímico foi diferente, por apresentar balanço negativo de carga ao longo de todo o perfil. Por titulação potenciométrica, obteve-se o ponto de efeito salino nulo (PESN) e calcularam-se os potenciais elétricos superficiais e as cargas elétricas líquidas das amostras; modelos teóricos da dupla camada difusa de Gouy-Chapman e de Stern foram avaliados. Nos estudos de adsorção foram obtidos o coeficiente de adsorção da isoterma de Freundlich (Kf) e a adsorção máxima estimada pelo modelo de Langmuir. A matéria orgânica (MO) afetou significativamente o PESN, que variou de 3,4 a 3,6 na camada superficial de todas as amostras. Nos Latossolos, o PESN foi maior no horizonte B, com valores entre 5,6 e 6,0, o que mostra a marcante participaçãodos óxidos no balanço de cargas. Nestas camadas, o pH medido em KCl 1 mol L-1 foi superior ao pH medido em H2O. O PESN correlacionou-se positivamente com teor de gibbsita e com o DpH e, negativamente, com o índice ki dos solos. Nas camadas superficiais (0-0,2 m), os potenciais e as cargas líquidas foram negativos e de maior valor absoluto do que nas subsuperficiais, possivelmente devido ao efeito da MO. Os Latossolos ácricos apresentaram balanço de carga ) dependente do pH e da concentração salina da solução do solo. O potencial e a carga líquida desses solos foram, em módulo, menores do que os da TE e, no horizonte B, foram positivos até valores de pH entre 5,6 e 6,0. Na TE, a carga foi positiva somente em pH inferior a 3,5. A mineralogia da fração argila dos Latossolos foi dominada por caulinita e gibbsita, aparecendo também vermiculita com hidroxila entrecamadas em pequena quantidade. Nos Latossolos Roxos, os teores de ferro e alumínio totais, livres e amorfos foram maiores do que no LU. Nesses solos, a gibbsita respondeu por mais da metade da fração argila deferrificada, enquanto que no LU a participação da caulinita foi mais significativa (54 x 46 %). Na concentração mais elevada do eletrólito suporte (KCl 0,1 mol L-1), os resultados ajustaram-se melhor ao modelo de Stern. Nas menores concentrações (KCl 0,01 mol L-1 e 0,001 mol L-1), correspondentes a valores mais comuns encontrados em solos altamente intemperizados, o modelo de Gouy-Chapman
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.06.2000

  • How to cite
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    • ABNT

      ALLEONI, Luís Reynaldo Ferracciú. Química de latossolos ácricos. 2000.Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2000.
    • APA

      Alleoni, L. R. F. (2000). Química de latossolos ácricos. Universidade de São Paulo, Piracicaba.
    • NLM

      Alleoni LRF. Química de latossolos ácricos. 2000 ;
    • Vancouver

      Alleoni LRF. Química de latossolos ácricos. 2000 ;


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