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O Parque Nacional das Emas (GO) e o fogo: implicações para a conservação biológica (2000)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: RAMOS NETO, MARIO BARROSO - IB
  • Unidades: IB
  • Sigla do Departamento: BIE
  • Subjects: ECOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O conhecimento da dinâmica dos combustíveis e da fenologia em áreas susceptíveis a queima são indispensáveis para a compreensão dos efeitos do fogo e elaboração das estratégias de manejo. Utilizando-se parcelas aleatórias, foram amostradas afitomassa epigéia do componente herbáceo-subarbustivo e o número de morfoespécies por parcelas, de áreas com e sem capim flecha após 1, 2, 3 e 4 estações úmidas após a queima. Foram feitas estimativas do acúmulo de combustível utilizando omodelo proposto por Olson (1963). Os resultados mostram que áreas sem o capim-flecha apresentam fitomassa significativamente inferiores a área com capim-flecha. As diferenças parecem estar ligadas à presença do capim-flecha e não a outrasvariáveis consideradas. A floração do capim-flecha, que ocorre após a segunda estação úmida, é responsável pelo maior incremento de fitomassa. O número de morfoespécies por parcelas serviu de indicativo para a variação da diversidade ao longo dotempo. A importância do capim-flecha permite classificá-la como espécie engenheira, sendo importante estudos detalhados sobre esta espécie. O regime de queima, no período entre 1995 e 1999 foi caracterizado através do acompanhamento in situ dasqueimadas no Parque Nacional das Emas. Foram registradas 45 queimadas, sendo 40 originadas por raios e as 5 restantes por causas antropogênicas. Os focos iniciais ocorreram todos no topo da chapada, e apresentam distribuição aleatória. Fevereirofoi o mês commaior número de focos, e setembro o mês com maior área queimada. As informações de intervalo de queima não censuráveis foram utilizadas no modelo de Weibull para o estabelecimento de probalidade de queima. No período estudado ficoucaracterizado um regime de queimadas durante a estação úmida e transição causado por raio. Este regime ainda não havia sido descrito para o cerrado, e apresenta novas perspectivas para os estudos e manejo do Parque Nacional das Emas. ) As respostas da vegetação a queima podem ser variáveis, conforme a época da ocorrência do fogo e as características sazonais do ambiente. Foram estudados o incremento de fitomassa e a fenologia do componente herbáceo-subarbustivo deáreas queimadas (tratamentos) durante a estação seca (junho), transição (setembro) e estação úmida (novembro). A amostragem foi realizada utilizando-se pelo menos 15 parcelas dispostas de forma aleatória. as coletas aconteceram após 30, 60, 90,120, 150, 240 e 360 dias da queima. Os resultados evidenciam diferenças no incremento da fitomassa. O tratamento da estação seca apresentou fitomassa significativamente inferior quando comparado com os tratamentos da estação úmida e transição. Aprodutividade primária líquida foi maior no tratamento da estação úmida, seguido pelo tratamento da transição e o tratamento da estação seca. O número médio de morfoespécies por parcela tendeu a se estabilizar rapidamente após a queima. Apresença de morfoespécies floridas ocorreu em todos osperíodos de amostragem. O pico de morfoespécies floridas por parcela foi retardado no tratamento da estação seca. Os resultados indicam que a época da queima determina respostasdiferenciadas da vegetação. As respotas da vegetação parecem ser reguladas, durante a estação seca, pela disponibilidade de água, e, durante a transição e estação úmida, por outras variáveis, como disponibilidade de nutrientes e fotoperíodo. Ofogo tem a capacidade de mineralizar e volatilizar a maior parte dos nutrientes presentes na vegetação. O tempo de reposição destes nutrientes depende do balanço entre entrada e saída destes elementos. Neste trabalho foi caracterizada a entradade nutrientes pela via atmosférica e a saída pela via hidrológica, sendo o balanço determinado pela diferença entre entradas e saídas. Os valores de entradas, saídas e balanços estão de acordo com o descrito na literatura. O balanço foi ) negativo apenas para o sódio, ferro e zinco. Simulações sobre o tempo de reposição dos nutrientes após a queima foram feitas para diferentes situações. O elemento com maior tempo de reposição foi o magnésio, seguido pelo nitrogênioe o cálcio. Para o nitrogênio, as entradas e saídas decorrentes da ação biológica podem alterar o balanço final. Considerando o atual tempo de retorno do fogo, seria possível a reposição dos elementos perdidos com a queima. São abordadas asrelações entre ocorrência de distúrbios e a biodiversidade, o fogo como distúrbio e as implicações práticaspara a conservação. Dentro deste contexto, foi caracterizada a resposta da vegetação do Parque Nacional das Emas ao fogo e foi feita aanálise do manejo do fogo atual. Na parte final são apresentadas alternativas e sugestões para a modificação do manejo do fogo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.04.2000

  • How to cite
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    • ABNT

      RAMOS NETO, Mario Barroso; PIVELLO, Vânia Regina. O Parque Nacional das Emas (GO) e o fogo: implicações para a conservação biológica. 2000.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
    • APA

      Ramos Neto, M. B., & Pivello, V. R. (2000). O Parque Nacional das Emas (GO) e o fogo: implicações para a conservação biológica. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Ramos Neto MB, Pivello VR. O Parque Nacional das Emas (GO) e o fogo: implicações para a conservação biológica. 2000 ;
    • Vancouver

      Ramos Neto MB, Pivello VR. O Parque Nacional das Emas (GO) e o fogo: implicações para a conservação biológica. 2000 ;

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