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Subjetividade e autoria: o sujeito como vacilo do "eu"? (2000)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CARREIRA, ALESSANDRA FERNANDES - FFCLRP
  • Unidades: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: PSICOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Visando um estudo sobre a subjetividade, e fundamentado na análise do discurso do "linha" francesa (AD) e na psicanálise de orientação lacaniana este trabalho parte da afirmação de Michel Pêcheux de que o sujeito talvez seja aquele que surge porinstantes, quando o "eu", enunciador estrategista, vacila. Para isso, retomando considerações da lingüística saussuriana a partir de leituras contemporâneas realizadas pela AD e pela psicanálise lacaniana considera-se o sujeito como constituídopor sua submissão à linguagem e como incapaz de controlar por completo o sentido. Com base nesta concepção de linguagem, toma-se o discurso como uma contecimento na estrutura, mas que se dá a partir de formações discursivas inscritas emformações ideológicas que visam homogeneizar o mundo, tornando-o semanticamente normal. Constituídas ao longo da história, figurando no interdiscurso, estas formaçòes, segundo a posição defendida neste trabalho, afetam o sujeito em um segundotempo lógico de sua constituição e que pode ser aproximado da construção do "eu" no sujeito apontada por Lacan. Trata-se de um momento lógico de entrada do sujeito na dialética social, que amplia a sua gama de identificações e que lhe permite umdescolamento do Outro primordial pela inscrição do nome-do-pai, embora ainda carregue consigo significantes mestres advindos da relação primordial, os quais permanecem inconscientes e retomam como enigmas de uma época em que a linguagem eraapreendida em sua faceta maisestrutural, desprovida de significados. Diante deste retorno, pode ser constatado um movimento do "eu", para significar, a partir do interdiscurso, seus significantes mestres, calando tanto o enigma que impõe aoretomarem insistentemente clamando por significação, quanto a heterogeneidade constitutiva do sujeito e do discurso que marcam neste último. Esta busca por homogeneidade é considerada como relacionada ao conceito de autoria, advindo da AD, ou ) seja, a busca de coerência e coesão para o discurso. Desta forma, a partir da análise de três narrativas de ficção produzidas por uma adolescente institucionalizada, mostra-se que a autoria pode ser considerada como uma função do"ego" que visa calar no discurso o retomo da heterogeneidade que constitui o sujeito e, pela via da identificação com coisas-a-saber ideologicamente constituídas ao longo da história, dar um sentido ao retomo enigmático das marcas destaheterogeneidade (os significantes mestres). Todavia, conclui-se também que o sujeito, ao procurar, enquanto autor, a unidade do seu discurso e apoiado na história, (re)significa a própria história porque parte de seus significantes primordiais,imprimindo, devido aos deslocamentos de sentidos, a sua singularidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 02.05.2000

  • How to cite
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    • ABNT

      CARREIRA, Alessandra Fernandes; TFOUNI, Leda Verdiani. Subjetividade e autoria: o sujeito como vacilo do "eu"?. 2000.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2000.
    • APA

      Carreira, A. F., & Tfouni, L. V. (2000). Subjetividade e autoria: o sujeito como vacilo do "eu"?. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Carreira AF, Tfouni LV. Subjetividade e autoria: o sujeito como vacilo do "eu"? 2000 ;
    • Vancouver

      Carreira AF, Tfouni LV. Subjetividade e autoria: o sujeito como vacilo do "eu"? 2000 ;

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