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Variabilidade genética em três espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae) que infestam maracujá (Passiflora so.: Passifloraceae) (1999)

  • Authors:
  • Autor USP: STEFANI, ROMINY NOVAES - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIO
  • Assunto: GENÉTICA
  • Language: Português
  • Abstract: As espécies de tefritídeos (Diptera: Tephritidae) que utilizam frutos para o seu desenvolvimento larval são conhecidos como moscas-das-frutas, consideradas insetos-praga de importância mundial por prejudicar a comercialização e industrialização destes frutos. Dentre as moscas-das-frutas, é relevante o gênero Anastrepha, endêmico dos trópicos e subtrópicos, representando espécies generalistas e especialistas quanto à utilização de hospedeiros. Por exemplo, os grupos pseudoparallela e chiclayae apresentam espécies que utilizam para desenvolvimento frutos do gênero Passiflora (Passifloraceae), o maracujá. O presente trabalho visou o estudo da variabilidade genética de algumas espécies de Anastrepha que infestam preferencialmente estes frutos. As espécies utilizadas foram Anastrepha pseudoparallela, Anastrepha dissimilis e uma terceira espécie, ainda não descrita, que foi coletada em Ibirapitanga (BA), a qual foi denominada neste estudo como Anastrepha sp. Por meio de análise isozímica de 23 locos, os parâmetros de variabilidade genética estimados para as três espécies apresentaram baixos valores quando comparados a outros dípteros, sendo o número médio de alelos por loco, 1,20 '+ ou -' 0,08, heterozigosidade média de 0,039 '+ ou -'0,021 e 13,04% de locos polimórficos. Através das frequências alélicas, a distância genética de Nei (1978) foi estimada para cada par de espécies, incluindo nesta análise, para efeitos comparativos, dados previamente obtidos para A.obliqua por Selivon (1996). Três métodos de inferência filogenética foram aplicados sobre os dados alozímicos. A partir das distâncias genéticas de Nei foram obtidos fenogramas utilizando UPGMA e "neighbor-joining" e, através do método de máxima verossimilhança foi construída a árvore filogenética sem raiz. Nos dois últimos métodos, para A. obliqua foi atribuído o status de grupo externo, e, em ambos os casos, os resultados obtidos foram consistentes, ) agrupando A. sp e A. pseudoparallela. Nos estudos de DNA mitocondrial, foi amplificado um fragmento de cerca de 1265 pares de bases, utilizando os oligonucleotídeos LR-J-13323 e SR-N-14588, desenhados para a região codificadora do RNA ribossômico 12S e 16S do DNA mitocondrial de insetos. Através da análise de RFLP, com digestão do fragmento amplificado por 12 endonucleases de restrição, foram encontrados no total 30 sítios de restrição. Tais sítios foram alinhados e orientados em mapas de restrição das três espécies estudadas. Por simulação, foi mapeado o mesmo fragmento de Drosophila yakuba. Dentre os sítios estudados, 59% apresentaram-se polimórficos. Somente quatro haplótipos foram obtidos, desconsiderando Drosophila yakuba: 2 para A. pseudoparallela, 1 para A. dissimilis e 1 para A. sp, sendo que a diferença encontrada entre os dois haplótipos de A. pseudoparallela reside em somente um sítio de restrição resultante da digestão com a enzima Ase I. Dois métodos de inferênciafilogenética foram aplicados sobre os dados de RFLP. A partir da estimativas da substituição de nucleotídeos por sítio (Nei, 1987), pelo método de "neighbor-joining" foi gerado um fenograma compatível ao obtido pelas distâncias de Nei para dados alozímicos utilizando esta mesma metodologia de análise. Já a partir dos sítios de restrição, com o critério de parcimônia e aplicação do consenso estrito, obteve-se a árvore filogenética sem raiz das espécies estudadas. Em ambas as abordagens, para A. obliqua foi atribuída o status de grupo externo. Na maioria das inferências filogenéticas realizadas, A. dissimilis e A. pseudoparallela não mantiveram-se próximas, ou agrupadas. Tal fato entra em acordo com Norrbom e Kim (1988) que, através de dados morfológicos, situam estas espécies em grupos distintos: chiclayae e pseudoparallela, respectivamente. Os dados levam à suposição de convergência das espécies estudadas à exploração de ) hospedeiros do gênero Passiflora
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.07.1999

  • How to cite
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    • ABNT

      STEFANI, Rominy Novaes; MORGANTE, João Stenghel. Variabilidade genética em três espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae) que infestam maracujá (Passiflora so.: Passifloraceae). 1999.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
    • APA

      Stefani, R. N., & Morgante, J. S. (1999). Variabilidade genética em três espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae) que infestam maracujá (Passiflora so.: Passifloraceae). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Stefani RN, Morgante JS. Variabilidade genética em três espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae) que infestam maracujá (Passiflora so.: Passifloraceae). 1999 ;
    • Vancouver

      Stefani RN, Morgante JS. Variabilidade genética em três espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae) que infestam maracujá (Passiflora so.: Passifloraceae). 1999 ;

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