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Um estudo climatológico do anticiclone subtropical do Atlântico Sul e sua possível influência em sistemas frontais (1999)

  • Authors:
  • Autor USP: ITO, ESTER REGINA KAZUKO - IAG
  • Unidade: IAG
  • Sigla do Departamento: ACA
  • Subjects: METEOROLOGIA; METEOROLOGIA DINÂMICA; CLIMATOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Um procedimento automatizado para localizar e seguir centros de alta pressão foi aplicado para 15 anos (1982-1996) da série de dados de pressão reduzida ao nível médio do mar pertencentes à Reanálise do NCEP (National Centers for EnvironmentalPrediction) para examinar o comportamento da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS). A área de interesse estende-se de 0 a '50 GRAUS'S em latitude e de '10 GRAUS'E a '80 GRAUS'W em longitude. Construiu-se a climatologia da variação em latitude e longitude do centro da alta para os meses de inverno. Em julho, o centro apresentou os maiores deslocamentos longitudinais e, em média, atingiu posições mais a oeste (em torno de '10 GRAUS'W). Nos demais meses, ele esteve situado mais a leste (em torno de '5 GRAUS'W). A variação diária revela um comportamento periódico de seu movimento, similar a de sistemas frontais. Além da climatologia, realizou-se um estudo de caso do inverno de 1995, considerado anômalo devido à atuação de um forte bloqueio atmosférico no Oceano Pacífico que influenciou as características dinâmico-sinóticas da América do Sul. Nas trajetórias, observou-se que, em média, o centro da ASAS permaneceu mais a oeste em julho (em torno de '14 GRAUS'W), quando também apresentou os menores deslocamentos latitudinais e longitudinais. Novamente, constatou-se um comportamento periódico similar a de sistemas frontais. Análises diárias ainda indicaram evidências da ocorrência de "períodos de bloqueio" em virtudedo estacionamento do centro próximo do continente. Com o intuito de comparar o inverno anômalo de 1995 com um ano normal, escolheu-se o inverno de 1990, que foi definido por análises de temperatura da superfície do mar (TSM) e pela ausência de altas estacionárias próximo do continente. Os campos de pressão em superfície indicaram que a ASAS é continuamente alimentada por anticiclones extratropicais formados sobre o continente sul-americano, ao passo que os ) sistemas frontais tendem a deslocá-la, enfraquecendo sua estrutura. Além disso, análises verticais comprovam a contribuição direta da célula de Hadley na manutenção do anticiclone. As análises dos campos de VPI (vorticidade potencial isentrópica) e vento na superfície isentrópica de 310 K mostraram que massas de ar, originadas da troposfera superior, descem no lado leste da ASAS e incorporam-se a sua estrutura. Uma série de fatores associados/acoplados parecem ter contribuído para a configuração dos períodos de bloqueio ocorridos sobretudo na Região Sudeste do Brasil no inverno de 1995, dos quais destacam-se a posição do jato subtropical, a existência de anomalias positivas de TSM na costa da Região Sul, e a persistência do centro da ASAS próximo do continente
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.08.1999

  • How to cite
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    • ABNT

      ITO, Ester Regina K.; AMBRIZZI, Tércio. Um estudo climatológico do anticiclone subtropical do Atlântico Sul e sua possível influência em sistemas frontais. 1999.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
    • APA

      Ito, E. R. K., & Ambrizzi, T. (1999). Um estudo climatológico do anticiclone subtropical do Atlântico Sul e sua possível influência em sistemas frontais. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Ito ERK, Ambrizzi T. Um estudo climatológico do anticiclone subtropical do Atlântico Sul e sua possível influência em sistemas frontais. 1999 ;
    • Vancouver

      Ito ERK, Ambrizzi T. Um estudo climatológico do anticiclone subtropical do Atlântico Sul e sua possível influência em sistemas frontais. 1999 ;

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