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Comunicação não-verbal do paciente em centro de terapia intensiva coronariana submetido à intubação orotraqueal (1999)

  • Authors:
  • Autor USP: BERTONCELLO, KÁTIA CILENE GODINHO - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERG
  • Assunto: ENFERMAGEM CIRÚRGICA
  • Language: Português
  • Abstract: O presente estudo investiga a comunicação não-verbal, dos pacientes em Centro de Terapia Intensiva Coronariana (CTI), submetidos à intubação orotraqueal, em pós operatório imediato de cirurgia cardíaca eletiva de grande porte. Os dados foram obtidos através de uma hora e meia de filmagem em video-tape em cores, sobre um tripé, à uma distância de um metro e meio do leito do paciente. Para avaliação do nível de consciência, utilizou-se da Escala de Coma de Glasgow. A amostra constou de quinze pacientes e a equipe de enfermagem que os assistiram. Utilizou-se do referencial teórico de EDWARDS & BRILHART (1981), para identificação dos tipos e categorização das funções dos sinais não-verbais emitidos pelo paciente e a equipe de enfermagem. Para validação dois juizes foram previamente capacitados e calibrados pelo índice de fidedignidade de BIJOU et al. (1969) e para efeito da presença da máquina, seguiu-se os pressupostos de BOGDAN & BIKLEN (1994). Foram identificados um total de 5.002 tipos de sinais não-verbais, dos quais 1.693 foram emitidos pelos pacientes e 3.309 tipos emitidos pela equipe de enfermagem. Categorizaram-se um total de 1.494 funções dos sinais não-verbais, dos quais 764 funções foram emitidas pelos pacientes e 730 funções emitidas pela equipe de enfermagem. Conclui-se que a forma de comunicação utilizada pelo paciente sob intubação orotraqueal e a equipe de enfermagem que os assistiram constitui-se da substituição do verbal, no contexto daCTI-C. Diante dessa constatação, recomenda-se aos enfermeiros que assistem esses pacientes, dar maior atenção à emissão de sinais não-verbais, no sentido de validá-los, para que assim se possa planejar o cuidado individualizado e não apenas executá-los. Constatou-se, portanto, ser esta a grande janela que a comunicação não-verbal abre, para todo profissional que quiser pôr em prática a humanização tão discutida nos Centros de Terapia Intensiva. Finalmente, ) acredita-se que a humanização em Centros de Terapias Intensivas faz-se necessária e possível, para o paciente em estado crítico, ao se conciliar, aos recursos tecnológicos disponíveis que, inegavelmente, potencializam a capacidade dos profissionais para obter informações advindas dos pacientes, sem que a presença dos equipamentos distancie a equipe de enfermagem do paciente
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.12.1999

  • How to cite
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    • ABNT

      BERTONCELLO, Kátia Cilene Godinho; SAWADA, Namie Okino. Comunicação não-verbal do paciente em centro de terapia intensiva coronariana submetido à intubação orotraqueal. 1999.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 1999.
    • APA

      Bertoncello, K. C. G., & Sawada, N. O. (1999). Comunicação não-verbal do paciente em centro de terapia intensiva coronariana submetido à intubação orotraqueal. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Bertoncello KCG, Sawada NO. Comunicação não-verbal do paciente em centro de terapia intensiva coronariana submetido à intubação orotraqueal. 1999 ;
    • Vancouver

      Bertoncello KCG, Sawada NO. Comunicação não-verbal do paciente em centro de terapia intensiva coronariana submetido à intubação orotraqueal. 1999 ;


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