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A interação enfermeiro-usuário no contexto da reforma psiquiátrica: aspectos da comunicação não verbal (1999)

  • Authors:
  • Autor USP: CASTRO, ROSIANI DE CÁSSIA BOAMORTE RIBEIRO DE - EE
  • Unidade: EE
  • Sigla do Departamento: ENC
  • Subjects: ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA; COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL; RELAÇÕES ENFERMEIRO-PACIENTE
  • Language: Português
  • Abstract: Compreendendo que a área de assistência de saúde mental passa por uma reestruturação, este estudo procurou uma aproximação desta realidade pela análise da interação enfermeiro-usuário no contexto da reforma psiquiátrica, observando os aspectos da comunicação não-verbal inseridos neste contexto. Julgamos ser a forma não-verbal de se comunicar a que mais adequadamente pode evidenciar uma relação interpessoal como de fato ela ocorre, pois envolve expressão de sentimentos, gestos, espaço físico, local, toque, entonação de voz, entre outros. Nossos objetivs foram: verificar o conhecimento do enfermeiro que atua em assistência psiquiátrica a respeito do processo da reforma psiquiátrica; verificar a percepção da influência do processo da reforma psiquiátrica em sua prática de assistência diária; e observar se a assistência feita pelo enfermeiro ao usuário de saúde mental reflete, de forma não-verbal, os preceitos da reforma psiquiátrica. Desenvolvemos nosso estudo em 11 instituições públicas, incluindo hospitais fechados, unidades em hospital geral, hospitais-dia, centro de atenção psicossocial e ambulatório instalados no município de São Paulo, que prestavam, exclusivamente, assistência psiquiátrica, observando e registrando a interação entre o enfermeiro-usuário, o contexto e as características de funcionamento de cada unidade. A análise dos dados permite-nos afirmar que os sujeitos pesquisados conhecem alguns dos aspectos da reforma psiquiátrica, porém de modoinsuficiente e, às vezes, de maneira distorcida. Todos enfermeiros responderam afirmativamente quanto à influência da reforma em sua prática, mas, apesar de reconhecermos que há esforços, a análise da realidade e contexto das instituições mostraram-nos que ainda existem muitas contradições, mesmo em equipamentos de assistência considerados alternativos e modernos, levando-nos a inferir que a referida influência parece acontecer mais em seus discursos do que ) efetivamente em suas práticas. Os aspectos não-verbais observados tanto nas interações ocorridas entre os enfermeiros e usuários, quanto no contexto que os envolvia, evidenciaram que muitos dos preceeitos da reforma psiquiátrica não são contemplados. Como exemplo, citamos o uso do espaço físico, portas trancadas, acesso negado a pátios, controle do uso de telefones e banheiros, os locais nem sempre adequados onde ocorreram as interações observadas, o tempo utilizado nestas interações, entre outros. Em nossa percepção, a maioria dos enfermeiros pesquisados não está atenta o suficiente para perceber conscientemente o quanto a forma não-verbal de assistência pode dificultar o que consideramos a principal tônica da reforma psiquiátrica, a humanização
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.08.1999

  • How to cite
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    • ABNT

      CASTRO, Rosiani de Cássia Boamorte Ribeiro de; SILVA, Maria Júlia Paes da. A interação enfermeiro-usuário no contexto da reforma psiquiátrica: aspectos da comunicação não verbal. 1999.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
    • APA

      Castro, R. de C. B. R. de, & Silva, M. J. P. da. (1999). A interação enfermeiro-usuário no contexto da reforma psiquiátrica: aspectos da comunicação não verbal. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Castro R de CBR de, Silva MJP da. A interação enfermeiro-usuário no contexto da reforma psiquiátrica: aspectos da comunicação não verbal. 1999 ;
    • Vancouver

      Castro R de CBR de, Silva MJP da. A interação enfermeiro-usuário no contexto da reforma psiquiátrica: aspectos da comunicação não verbal. 1999 ;


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