Que parteira é essa? (1999)
- Authors:
- Autor USP: RIESCO, MARIA LUIZA GONZALEZ - Interunidades em Enfermagem
- Unidade: Interunidades em Enfermagem
- Sigla do Departamento: ENP
- Assunto: ENFERMAGEM OBSTÉTRICA
- Language: Português
- Abstract: A finalidade do estudo foi oferecer elementos para a formulação de propostas de capacitação de profissionais não-médicos - parteiras, enfermeiras obstétricas, obstetrizes ou outros - para assistência ao parto. Para tanto, teve como objetivos identificar quem é a parteira a que se referem os profissionais da área da saúde, quando defendem sua existência, e desvelar os pressupostos ideológicos que buscam justificar a formação dessa profissional. Foi utilizado o método qualitativo, adotando-se a dialética materialista e histórica como referencial teórico- metodológico. Os conceitos de ideologia, gênero, profissão e mercado de trabalho foram incorporados como categorias de análise. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com nove diferentes profissionais de saúde, responsáveis pela formação e absorção de recursos humanos da área. A análise de discurso foi a técnica escolhida para tratar o material empírico, tomando-se a dialética-hermenêutica como um caminho interpretativo. Pelo processo de análise e interpretação dos dados foi possível apreender duas categorias empíricas, denominadas "Situação da Assistência ao Parto no Brasil" e "A Parteira que Queremos (ou Devemos) e a Parteira que Podemos", que, ao serem colocadas em relação com as categorias de análise possibilitaram atingir os objetivos propostos. Assim, a parteira ideal - aquela que queremos e devemos - foi revelada nos discursos sob duas perspectivas: de um lado, é a parteiratransitória, que substitui o médico diante da carência de recursos; de outro, é sua antítese, ou seja, a parteira de sempre, aquela que sempre existiu e existirá. A partir da superação dialética da parteira ideal definida nos discursos, pode emergir a parteira possível, que é a parteira em construção, representando o projeto utópico, contra-hegemônico, capaz de romper com a taxinomia da profissão e com a visão ideologizada e desgenerificada da mulher frente aos seus ) direitos reprodutivos
- Imprenta:
- Data da defesa: 07.05.1999
-
ABNT
RIESCO, Maria Luiza Gonzalez. Que parteira é essa?. 1999. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999. . Acesso em: 23 jan. 2026. -
APA
Riesco, M. L. G. (1999). Que parteira é essa? (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Riesco MLG. Que parteira é essa? 1999 ;[citado 2026 jan. 23 ] -
Vancouver
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