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Morfologia cárstica e materiais constituintes: dinâmica e evolução da depressão poligonal macacos-baú - carste de Lagoa Santa, MG (1998)

  • Authors:
  • Autor USP: PILÓ, LUÍS BEETHOVEN - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • Subjects: GEOGRAFIA FÍSICA; GEOMORFOLOGIA; GEOGRAFIA
  • Language: Português
  • Abstract: A área de estudo está localizada a 40 km ao norte de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, sendo constituída por uma unidade morfológica representativa da bacia de drenagem do córrego Samambaia (região cárstica de Lagoa Santa), denominada dedepressão poligonal Macacos-Baú. Foram elaborados estudos das morfologias cársticas e dos materiais constituintes nas tr6es zonas que formam o carste local: exocarste, epicarste e endocarste. Esses par6ametros foram inter-relacionados no sentidode identificar e analisar processos responsáveis pela dinâmica do relevo cárstico, assim como episódios de sua evolução. A análise do substrato rochoso constatou que a porosidade secundária tem destacada influ6encia nas morfologias cársticas. Asfraturas NW-SE e NE-SW condicionam o alinhamento de paredões e dolinas, as principais rotas de fluxo subterrâneo, o padrão planimétrico das cavernas e as feições de abatimento. A foliação N-S/5 graus E está presente na abertura deproto-condutos, nas feições de abatimento, nos lpiás de juntas e alongamento de dolinas. As lineações E-W condicionam particularmente os lpiás do tipo alveolares (wall pockets). No levantamento do exocarste foi possível constatar e classificarum diversificado conjunto morfológico, onde se destacou particularmente as dolinas e as formas residuais calcárias. Datações U/Th em capas estalagmíticas, relacionadas com dados morfométricos das dolinas, permitiram estimar taxas máximas deaprofundamento dessas feições entre110mm a 260mm/ka. Também foi possível evidenciar diversos registros de processos superficiais na elaboração do relevo, dentre os quais o creep, abatimentos rochosos e da cobertura, deslizamentos e escoamentosuperficial concentrado. Diante da datação C14 em material org6anico enterrado foi possível estabelecer uma taxa de sedimentação da dolina do Baú em mais de 3mm/ano. Estudos mineralógicos e químicos dos materiais da cobertura pedológica possibilitaram deduzir que os horizontes vermelhos e amarelados seriam originados principalmente da alteração dos filitos, que no pretérito recobriram os calcários. Diante da reconstituição por aproximação geométrica dos horizontesde solo, observou-se que estes são concordantes com a superfície topográfica atual. Esse tipo de cobertura sem discordância entre os horizontes e paralelos a topografia seriam coberturas em equilíbrio com as condições pedoclimáticas atuais. Ummodelo de drenagem interna dos solos foi proposto: drenagem vertical e rápida nos vermelhos em posições mais superficiais e drenagem lateral ao longo da zona de contato com a rocha, onde prevalecem os solos amarelados. Soba a coberturaconstatou-se um relevo epicárstico muito desenvolvido, formado por pequenas torres cobertas, testemunhando uma carstificação intensa em subsuperfície. Foi possível estimar preliminarmente a idade máxima para o início da dissecaçào do PlanaltoConfins-Ferradores em 1,9 M.a, atribuível ao Plio-Pleistoceno. A partirdessa morfologia teve início a instalação de um carste de depressòes fechadas poligonais, relacionado ao desenvolvimento da drenagem subterr6anea. O estabelecimento derelações entre formas subterrâneas e sítios deposicionais proporcionou a interpretação de uma longa fase freática (singenética) para a formação das cavernas, seguida por ciclos de sedimentação e erosão, que proporcionaram fases de evoluçãoparagenética tardia. Na gruta do Baú, esses ciclos envolveram um período entre mais de 135 Ka a 60 Ka. Constatou-se que as idades fornecidas pelos depósitos químicos das cavernas são concordantes com um estadial da última glaciação (estágioisotópico 40 e com a penúltima glaciação dos Andes (estágio isotópico 6). Foi possível constatar que o modelado cárstico está evoluindo através de um conjunto de inter-relações entre o endocarste, o epicarste e o exocarste, reforçando, através de evid6encias, a exist6encia de um sistema morfogenético aclopado, desde o Quaternário Superior, envolvendo as três referidas zonas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.10.1998

  • How to cite
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    • ABNT

      PILÓ, Luís Beethoven; CASTRO, Selma Simões de. Morfologia cárstica e materiais constituintes: dinâmica e evolução da depressão poligonal macacos-baú - carste de Lagoa Santa, MG. 1998.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
    • APA

      Piló, L. B., & Castro, S. S. de. (1998). Morfologia cárstica e materiais constituintes: dinâmica e evolução da depressão poligonal macacos-baú - carste de Lagoa Santa, MG. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Piló LB, Castro SS de. Morfologia cárstica e materiais constituintes: dinâmica e evolução da depressão poligonal macacos-baú - carste de Lagoa Santa, MG. 1998 ;
    • Vancouver

      Piló LB, Castro SS de. Morfologia cárstica e materiais constituintes: dinâmica e evolução da depressão poligonal macacos-baú - carste de Lagoa Santa, MG. 1998 ;

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