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Feições mineralógicas de rochas lamprofíricas mesozóicas da Província Alcalina Central, Paraguai Oriental (1998)

  • Authors:
  • Autor USP: PRESSER, JAIME LEONARDO BÁEZ - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GMP
  • Subjects: MINERALOGIA; GEOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O presente trabalho tem por objetivo primordial a caracterização, com base em dados petrográficos e de química mineral, das rochas "lamprofíricas" do Mesozóico ('ÁPROXIMADAMENTE' 130 Ma) que ocorrem na Província Alcalina Central do Paraguai Centro-Oriental. Os estudos da petrografia e química mineral, centralizaram-se em alguns corpos dispostos em dois campos separados: Campo Ybytymi a oeste -YMi-1, Ymi-4, Tmi-5, Ymi-7 e Ymi-8; Campo Ybytyryzu a leste -Yzu-1, Yzu-2, Yzu-3 e Yzu-6. Um grupo adicional de corpos (Yzu-4, Yzu-10) é apresentado em uma descrição preliminar das feições minerais e petrográficas minerais e petrográficas macroscópicas. Os dados gravimétricos definiram para o assoalho da Bacia do Paraná, o cráton Rio de La Plata, um mosaico de blocos soldados por cinturões. O fragmento do embasamento exposto a W do Paraguai, conhecido como Alto de Caapucú, os dados geocronológicos são escassos (0,5 -0,78 Ga a 2.1 Ga), e esta corresponde: porção W do cráton Rio de La Plata. Os dados sísmicos apontaram para o Paraguai Oriental e regiões vizinhas do Brasil hipocentros profundos, evidenciando assim sismicidade típica de zonas de baixo fluxo de calor, comparáveis com regiões cratônicas do escudo canadense. Estes dados identificaram também profundidades de Moho oscilando entre 38 e 48km. Já os dados de fluxo térmico superficial ('+ OU -' '40mWm POT.2') definem um fluxo de calor também característico de regiões cratônicas. Dentre os blocos gravimetricamentedefinidos no cráton Rio de La Plata, destaca-se o bloco Paranapanema, estrutura definida como um bloco que possui uma litosfera espessa e resistente (crátonic-like block), com largura em torno de 1600km e espessura variável de 'APROXIMADAMENTE' 300 a 600km. Este bloco adentra-se por vários quilômetros no território paraguaio e hospeda-se na sua borda o rift de Asunción, i.e. um rift pericratônico. Associados a esta estrutura ocorrem os corpos do Campo Ybytymi e Ybytyruzú. Na borda pericratônica do bloco a W, entre as intrusões do Campo Ybytymi ocorrem: O pipe Ymi-1, que possui forma grosseiramente bilobulada a irregular e dimensões de 2050m por 1200 e 880m. Onde ocorrem sedimentos vulcano-epiclásticos em topografia plano-ondulada onde obteve-se concentrados de minerais pesados como picro-cromita, cromita, magnetitas, pseudobrookita, ilmenita, rutilo, rutilo de Nb (niobífero), turmalina, diamante, zircão, piroxênio e traços de granada. E plug de rochas sub-vulcânicas porfiríticas escuras e diques interiores (Ymi-1/d) e exteriores (Ymi-1c) ao pipe possuindo a mesma composição petrográfica: uma variedade de lamprófiro picrítico (olivina 10 a 25%) cálcio-alcalino ("kentallemito") composto de fenocristais/microfenocristais de olivina ('Fo IND. 92-75'), diopsido (titanífero-aluminoso), flogopita (titanífera-aluminosa, Ymi-1c), hornblenda magnesiana e cromita, imersos em uma matriz fina de sanidina (sódica em parte), magnetita titaníferamagnesiana, magnetita titanífera diopsídio (titanífero-aluminoso), flogopita-biotita (titanífera), carbonato e acessórios de apatita, plagioclásio, hornblenda magnesiana, eckermanita, analcima e rutilo. Vários diques, com possança decimétrica, paralelos segundo E-W (Ymi-7) de uma variedade de lamprófiro cálcio-alcalino ("kentallemito") com micro-xenófilos peridotíticos, formada por fenocristais/microfenocristais de olivina ('Fo IND.85-78'), diopsídio (titanífero-aluminoso), hornblenda e flogopita (titanífera-aluminosa) imersos em uma matriz fina essencialmente de sanidina, magnetita titanífera magnesiana, magnetita titanífera, diopsídio (titanífero-aluminoso), analcima, hornblenda e acessoriamente apatita, mica e carbonato. O pipe Ymi-4 têm cerca de 1258m de comprimento e possui forma bifobulada. Que conta com fácies de lava de coloração roxa, fortemente vesiculada, de aspecto lamprofírico, cortadas por fácies de brecha (autolítica de conduto) e alguns diques de rocha algo vesiculada de aspecto lamprofírico. As rochas compõem-se de uma variedade de lamprófiro cálcio-alcalino formado por fenocristais/microfenocristais de olivina serpentinizada, flogopita (titanífera-aluminosa), diopsídio (titanífero-aluminoso) e magnetita titanífera magnesiana imersos em uma matriz muito fina formada de sanidina, magnetita titanífera e acessórios de diopsídio (titanífero-aluminoso), apatita, carbonato e zeólitas. Os lamprófiros desta intrusão sãovariedades melhor definidos como minette. O pipe Ymi-8 apresenta-se nas fotografias aéreas como uma estrutura bilobulada com comprimento de 2740m por 1250m (lóbulo N) e 1150m (lóbulo S). Onde ocorrem predominantemente sedimentos vulcano-epiclásticos e ocorreriam fácies sub-vulcânicas (plug). A sua caracterização foi preliminarmente definida como um lamprófiro comparável ao Ymi-1, com base na suíte de minerais pesados (pseudobrookita, limenita, rutilo, zircão, diamante e traços de espinélio, piroxênios e granadas). O plug Ymi-5 representa uma variedade de lamproito transicional (entre lamproito e plaqueleucito), uma intrusão com diâmetro de 200m. Esta uma rocha basaltóide cinza, fortemente porfirítica, com feno-megacristais branco a turquesa esbranquiçados de glomérulos de "leucita" pseudomorfisada, junto a diopsídio (titanífero a titanado-aluminoso), olivina (serpentinizada) e magnetita titanífera magnesiana, imersos em uma matriz fina de sanidina (rica em Ba), diopsídio (titanífero-aluminoso a pobre em Al), magnetita titanífera, biotita (titanífera-pobre em Al, a aluminosa e rica em Ba), com acessórios de apatita, perovskita e anfibólio (potássico-titanífero). A rocha representa um olivina sanidina diopsídio leucita lamprófiro. No segmento Oriental junto ao bloco Paranapanema, encontram-se as intrusões do Campo Ybytyruzu entre as quais ocorrem: O dique Yzu-1, que possui possança decimétrica e compõe-se de uma rocha porfirítica comaspecto basaltóide bastante fresca. Trata-se de um lamprófiro pícritico (olivina 'APROXIMADAMENTE' 15%) cálcio alcalino ("kentallemito") com fenocristais de olivina ('Fo IND.89-75'), diopsídio (pobre em Al) e flogopita (titanífera-aluminosa) imersos em matriz formada por analcima, sanidina (rica em Fe)-anortoclásio, magnetita titanífera magnesiana, magnetita titanífera e acessórios de apatita e carbonato. A intrusão Yzu-4 têm forma de pipe e compõe-se de dois fácies petrográficos: um lamprofírica e outra basaltóide. A suíte de minerais pesados apresentam ilmenita, piroxênios, espinélios e mica.O conjunto de diques Yzu-10, com possança decimétricas a métricas têm marcado caráter lamprofírico e frequentemente encontram-se alterados, associa-se a filões de quartzo aurífero, que se concentram nos rios da região junto a minerais pesados como ilmenita, zircão, espinélios, granada e ilmenita. O dique Yzu-2, é representado por uma variedade de 'lamproito IND.ss' com possança decimétrica, possuindo abundantemente pontilhados de leucita pseudomorfizada de cor branco beje acompanhados por fenocristais de olivina ('Fo IND.85-81'), diopsídio (pobre em Al) e flogopita (titanífera) imersos em matriz fina de sanidina (rica em Fe), flogopita-biotita (titanífera-pobre em Al), diopsídio (pobre em Al), magnetita titanífera magnesiana, ilmenita e acessórios de eckermatita ferrosa (potássica-titanífera) e apatita. Trata-se de umolivina-sanidina-flogopita-diopsídio-leucita lamproito. A intrusão Yzu-3 (Mbocayaty) é formada por lavas brechosas porfiríticas escuras, de aspecto basaltóide, com uma aparente direção de fluxo segundo NNE. São variedades de 'lamproito IND.ss' com fenocristais/microfenocristais de olivina ('Fo IND. 83-81'), dipsídio (pobre em Al), "leucita" e ilmenita, imersos em uma matriz fina formada por sanidina (em parte rica em Fe), flogopita (titanífera-pobre em Al), diopsídio (pobre em Al), diopsídio (pobre em Al), magnetita titanífera magnesiana e acessórios de apatita e anfibólio (titanífero-potássico). Representam um olivina-flogopita-sanidina-diopsídio-leucita lsmproito. O sill Yzu-6, compõe-se de um lamproito com possança decimétrica, cinza esverdeado com fenocristais/microfenocristais de flogopita (titanífera), diopsídio (pobre em Al) e ilmenita imersos em matriz média formada de sanidina (rica em Fe, Ba e Na), flogopita-biotita (titanífera), anfibolito e acessórios de ilmenita, apatita, carbonato e rutilo/priderita (?). Correspondem a um diopsídio-flogopita-sanidina lamproito. Também neste trabalho, discutem-se as relações de solução sólida que caracterizam as micas, os piroxênios, os espinélios e os feldspatos estudados nos dois grupos de rochas. Dados geotérmicos (Termômetro TMg) obtidos em xenocristais de espinélios dos corpos Ymi-1 e Yzu-1 assemelham-se em muito aos obtidos em espinélios de kimberlitos da plataforma Siberiana: i.e. fluxo decalor 'APROXIMADAMENTE' '30-40mWm POT.2'. Xenocristais de espinélio nos que ao ser aplicado a variação do barômetro de Doroshev (o valor de Cr# multiplicado pelo teor de 'Cr IND.2' o IND.3') permitiram estimar a profundidade de formação/proveniência, para os magmas lamprofíricos picríticos cálcio-alcalino, correspondente em torno de 10 a 50 Kbrs.Essas feições termo-barométricas sugerem que esses magmas picríticos (Ymi-1 e Yzu-1) amostraram perdidotitos de um manto litosférico profundo cratonizado, que no Jurássico ('APROXIMADAMENTE' 120 Ma) possúía o gradiente geotérmico de 'APROXIMADAMENTE' 35 mWm POT.2'.Nos diagramas Cr# vs 'Fe POT.2+' e 'MgCr IND.2 O IND. 4' - 'MgAl IND.2 O IND. 4'- 'MgFe IND.2 O IND.4' muitos xenocristais de espinélios de Ymi-1 e algumas inclusões de espinélio em olivinas de Yzu-1 ocuparam campos de espinélios de peridótilos da fácies diamantíferas e/ou associadas ao diamante. Esse fato sugere que eles teram sido arrancados das raízes do manto peridótico cratonizado da fácies do diamante e trazidos peloa magma até a superfície. Os xenocristais de espinélio de Ymi-1 no diagrama 'Fe POT. 3+'/('Fe POT.3+' + ' Fe POT.2+') vs Cr# indicaram condições de formação baixo do tampão QFM com concentrações elevadas das inclusões e alguns espinélios dos concentrados no tampão Q-1 e microfenocristais, dos concentrados e de algumas inclusões fugacidade ainda menor, i.e., <l+1 a l+2. Valores desta fugacidade de oxigênio são muitofavoráveis a formação do diamante nas raízes cratônicas. As inclusões de espinélio em olivinas de Yzu-1 e Ymi-1 formaram-se numm ambiente com tampão Q-1 a l+2 o que indica em favor de condições de transporte com fugacidade de oxigênio favoráveis para a preservação do diamante. Grãos de ilmenitas de Ymi-1 e Ymi-8, foram também analisadas no sistema 'MgTiO IND.3' - 'FeTiO IND.3'- 'Fe-O IND.3' observando-se que elas apresentam condições de oxidação/redução em torno do tampão '10 POT.6' (buffers wustita-magnetita). Este dado também reforça o que já foi concluído com relação aos espinélios, ou seja, um ambiente relativamente redutor indicando positivamente para a preservação de diamante. Nesse contexto das informações o diamante poderia estar presente nos corpos estudados. Na região associada as intrusões do arroyo Itá (Campo Ybytyruzu) onde descobriram-se partículas de Au. é uma área muito rica em rochas lamprofíricas assim indicando ser um campo excelente para se pensar numa ligação genética entre as rochas e as ocorrências de Au
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  • Data da defesa: 14.09.1998
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    • ABNT

      BÁEZ PRESSER, Jaime; RUBERTI, Excelso. Feições mineralógicas de rochas lamprofíricas mesozóicas da Província Alcalina Central, Paraguai Oriental. 1998.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-12112015-141835/pt-br.php >.
    • APA

      Báez Presser, J., & Ruberti, E. (1998). Feições mineralógicas de rochas lamprofíricas mesozóicas da Província Alcalina Central, Paraguai Oriental. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-12112015-141835/pt-br.php
    • NLM

      Báez Presser J, Ruberti E. Feições mineralógicas de rochas lamprofíricas mesozóicas da Província Alcalina Central, Paraguai Oriental [Internet]. 1998 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-12112015-141835/pt-br.php
    • Vancouver

      Báez Presser J, Ruberti E. Feições mineralógicas de rochas lamprofíricas mesozóicas da Província Alcalina Central, Paraguai Oriental [Internet]. 1998 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-12112015-141835/pt-br.php


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