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Discurso jornalístico: da carta ilegítima à carta cidadã, no entremeio da política e do jornalismo, no Maranhão. Brasil: 1985-1990. A representação de um líder político em um jornal maranhense (1998)

  • Authors:
  • Autor USP: ATAIDE, JOANITA MOTA DE - ECA
  • Unidade: ECA
  • Sigla do Departamento: CJE
  • Subjects: JORNALISMO; LINGUAGEM JORNALÍSTICA; JORNAIS
  • Language: Português
  • Abstract: Este estudo objetiva analisar a forma com que o jornal O Imparcial, editado em São Luís (Maranhão), ordena seu discurso acerca do presidente da República, José Sarney. A pesquisa situa-se no período compreendido entre 1985 a 1990. Concebemos o jornalismo como instituição simbólica, e, como tal, produtora de discursos, que a atualizam e a materializam. A realidade social, - o referente do jornal, - é concebida como uma construção na linguagem, uma realidade discursiva. No jornalismo, supomos um discurso estruturado por uma pragmática híbrida: (1) Usa a pragmática da ciência, ao admitir para si a tarefa de produzir conhecimento (informação). Os critérios de competência são atríbuidos pela sociedade, que confere ao jornalista-narrador uma "credencial", para que seu relato seja legitimado. Esse discurso - próprio das sociedades modernas e pós-modernas - é legitimador também do Poder, pois descreve o que o Poder vê e faz. (2) Usa também a pragmática da narrativa - que acolhe uma variedade de enunciados (de saber) -. Os critérios que definem a competência do narrador e a autoridade para ocupar os "postos" narrativos são-lhe conferidos pela pragmática do relato. Quem o profere e a sociedade/instituição que o adota são, portanto, autolegitimados. Trata-se de um saber geralmente atribuído às sociedades tradicionais. (3) O jornal produz, hoje, ciência-ficção. Entendemos discurso como uma conjugação de lugares, cujas articulações dependem do significante quese acha no lugar de agente. O discurso jornalístico, assim, tendo como agente do S1 (Significante do Poder) evidencia: a) as posições atribuídas ao Estado, à sociedade, e ao jornalista- narrador; b) o lugar do presidente, contribuindo-lhe uma imagem de líder, propiciadora das identificações e da manutenção da hegemonia do grupo dirigente da política, no Maranhão. No discurso, o Inconsciente - estruturado como uma linguagem - ai transita ) e faz laços sociais: a renovação ou a manutenção dos contratos. Concebemos, em síntese, o jornalismo como prática discursiva institucional. O trabalho situa-se nas áreas: da Ciência política, ao estudar formas de relações de Poder; das Ciências da Linguagem, por acharmos que estas nos permitem apreender os sujeitos dessas relações, de modo a atingir nossos objetivos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.08.1998

  • How to cite
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    • ABNT

      ATAÍDE, Joanita Mota de; FREITAS, Jeanne Marie Machado de. Discurso jornalístico: da carta ilegítima à carta cidadã, no entremeio da política e do jornalismo, no Maranhão. Brasil: 1985-1990. A representação de um líder político em um jornal maranhense. 1998.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
    • APA

      Ataíde, J. M. de, & Freitas, J. M. M. de. (1998). Discurso jornalístico: da carta ilegítima à carta cidadã, no entremeio da política e do jornalismo, no Maranhão. Brasil: 1985-1990. A representação de um líder político em um jornal maranhense. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Ataíde JM de, Freitas JMM de. Discurso jornalístico: da carta ilegítima à carta cidadã, no entremeio da política e do jornalismo, no Maranhão. Brasil: 1985-1990. A representação de um líder político em um jornal maranhense. 1998 ;
    • Vancouver

      Ataíde JM de, Freitas JMM de. Discurso jornalístico: da carta ilegítima à carta cidadã, no entremeio da política e do jornalismo, no Maranhão. Brasil: 1985-1990. A representação de um líder político em um jornal maranhense. 1998 ;

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