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Contribuição à petrologia e geoquímica do magmatismo basáltico mesozóico do Estado de Roraima (1997)

  • Authors:
  • Autor USP: LEAL, ANGELA BEATRIZ DE MENEZES - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GMP
  • Subjects: PETROLOGIA ÍGNEA; GEOQUÍMICA; GEOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: obtidas para a cristalização dos piroxênios e plagioclásio (DM e DE) nos leva a admitir que o magma atingiu, no mínimo, temperaturas da ordem de 1110 graus C. Os DM são predominantemente basaltos toleíticos e andesi-basaltos e os DE são representados por andesi-basaltos e latibasaltos. Geoquimicamente, os DM possuem valores de mg# ['Mg POT.+2'/('Mg POT. + 2' + 'Fe POT.+2'); 'Fe IND.2 O IND.3'/FeO = 0,15] variando de 0,37 a a 0,57, representando portanto magmas evoluídos. Com a evolução magmática observa-se empobrecimento de CaO, 'Al IND.2 O IND.3', Ce, Ni e Sc e enriquecimento de 'SiO IND.2', 'TiO IND.2', FeOt, 'K IND.2 O', 'Na IND.2 O', 'P IND.2 O IND.5' e elementos incompatíveis para condritos mostram um moderado enriquecimento de ETR leves em relação aos ETR pesados. Os valores de (La/Yb)n variam de 2,43 a 4,48 (média de 3,41 '+ OU -' 0,85) os de (La/Sm)n de 1,87 a 2,71 (média de 2,19 '+ OU -' 0,36) e de (Sm/Yb)n de 1,25 a 1,78 (média de 1,54 '+ OU -' 0,16). O Zr versus elementos incompatíveis indica fonte relativamente homogênea e que os DM foram originados por cristalização fracionada. Cálculo de balanço de massa (elementos maiores) mostra que a passagem dos DM menos evoluídos para os mais evoluídos é compatível com o modelo de cristalização fracionada do tipo gabro com fracionamento de plagioclásio e piroxênio, bem como para os elementos traços e terras raras (fracionemento de Rayleigh) que demonstrou diferenças mínimas entre asconcentrações dos elementos observados e calculados a exceção do Cr e Ni. Em relação aos DE, os valores de mg# ['Mg POT.+2'/('Mg POT.+2' + 'Fe POT.+2'); 'Fe IND.2 O IND.3'/ FeO = 0,15] variam de 0,45 a 0,53 e possuem comportamento geoquímico dos elementos maiores, traços e terras raras bastante semelhantes aos DM, exceto para o 'K IND.2 O', 'Na IND.2 O' e 'H IND.2 O' que mostram valores um pouco mais elevados, provavelmente associado a presença de zeólitas nas amígdalas. Razões (La/Yb)n variam de 3,48 e 3,72 (média de 3,64 '+ OU -'0,11), (La/Sm)n entre 2,21 e 2,39 (média de 2,22 '+ OU -'0,09) e (Sm/Yb)n entre 1,55 e 1,66 (média de 1,61 '+ OU -'0,04). Através dos diagramas de elementos maiores, menores e traços verifica-se que o processo de cristalização fracionada é compatível com o processo evolutivo destas rochas. O padrão de distribuição dos elementos incompatíveis normalizados para o manto primitivo tanto para os DM como para os DE mostra padrão mais enriquecido em Rb em relação ao K e Ba e nestes elementos em relação a todos os outros incompatíveis. Possuem altas razões Rb/Sr e são fortemente empobrecidos em Nb e Ti. O conjunto de dados isotópicos K-Ar referenciados na literatura revela picos de idades em torno de 200Ma para os DM e de 150Ma para os DE. De outra parte dados isotópicos Rb-Sr produziram idades de 311 '+ OU -' 40 Ma (1'sigma') e razão 'ANTPOT 87 Sr'/ 'ANTPOT. 86 Sr ' inicial ('Sr IND.1') em torno de 0,707 paraos DM e idade de 136 '+ OU -'13 Ma (1'sigma') com razão inicial 'ANTPOT 87 Sr'/'ANTPOT 86 Sr' (Sr IND.1') de 0,710 para os DE. A evolução isotópica do Sr e Nd indica que os DM e os DE foram derivados de uma fonte mantélica enriquecida comparativamente a "Terra Global" e que fenômenos de contaminação crustal estiveram presentes na formação destas rochas. A correlação entre as razões iniciais 'ANTPOT 87 Sr'/'ANTPOT 86 Sr' e 'ANTPOT 143 Nd'/ 'ANTPOT 144 Nd' e 'SiO IND.2', 'K IND.2 O', Rb/Sr, Ba, La/Yb e mg# evidenciam este fato. Considerando as amostras menos contaminadas e recalculando-se para possíveis composições "primitivas" de um magma tipo olivina toleito (mg# 0,86 - 0,88) observa-se que seriam necessários graus de fusão em torno de 10% para gerar os DM e DE. Atribuindo-se 10% de grau de fusão para a geração destas rochas, a fonte mantélica seria enriquecida em elementos LILE [K, Rb E Ba] e ETR leves (La e Ce) e empobrecida em Nb e TiO magmatismo basáltico mesozóico da porção nordeste do estado de Roraima, presente no Escudo das Guianas, compreende rochas de caráter intrusivo (diques máficos) e extrusivo (derrames basálticos) que constituem a Suíte Básica Apoteri. Os diques máficos (DM) intrudem unidades geológicas pré-cambrianas, são orientadas predominantemente N40-50E e NNE-SSW, possuem espessuras que variam de poucos centímetros a centenas de metros (predomínio entre 3-8 metros) e extensões variáveis. Os derrames basálticos (DE) dispõem-se em colinas e pequenos morros e correspondem a basaltos maciços e amigdaloidais. Os DM são caracterizados por apresentar texturas subofíticas a ofíticas, tendo como minerais predominantes plagioclásio ('An IND.43-70') e piroxênios [augita ('Wo IND. 31-42'; ortopiroxênio ('Wo IND.1-4') e pigeonita ('Wo IND.10-16')]. Quartzo foram intercrescimento gráfico com feldspato alcalino. Minerais opacos, anfibólio (ferro-hornblenda e ferro-actinolita-hornblenda), biotita e apatita ocorrem como minerais acessórios. Os DE apresentam texturas intergranulares a intersertais, predominando o plagioclásio (bastante sericitizado/saussuritizado) e piroxênio do tipo augita ('Wo IND.34-40') comumente bordejado por clorita e rara pigeonita ('Wo IND. 9-11'). Minerais opacos e apatita constituem os minerais acessórios. O material intersticial comum é o vidro, e quando as amígdalas estão presentes são preenchidas por quartzo, carbonato, apatita e zeólitas. As temperaturas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 02.10.1997
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    • ABNT

      LEAL, Ângela Beatriz de Menezes; GIRARDI, Vicente Antonio Vitorio. Contribuição à petrologia e geoquímica do magmatismo basáltico mesozóico do Estado de Roraima. 1997.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-29102015-110231/pt-br.php >.
    • APA

      Leal, Â. B. de M., & Girardi, V. A. V. (1997). Contribuição à petrologia e geoquímica do magmatismo basáltico mesozóico do Estado de Roraima. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-29102015-110231/pt-br.php
    • NLM

      Leal ÂB de M, Girardi VAV. Contribuição à petrologia e geoquímica do magmatismo basáltico mesozóico do Estado de Roraima [Internet]. 1997 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-29102015-110231/pt-br.php
    • Vancouver

      Leal ÂB de M, Girardi VAV. Contribuição à petrologia e geoquímica do magmatismo basáltico mesozóico do Estado de Roraima [Internet]. 1997 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-29102015-110231/pt-br.php


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